Cleberton Santos (14/05/1979, Propriá/SE) é poeta e professor do IFBA campus Santo Amaro. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS. Publicou os livros “Ópera urbana” (2000), “Lucidez silenciosa” ( 2005) “Cantares de roda” (2011), “Aromas de fêmea” (2013), "Estante Viva” (2013 ) e "Travessia de abismos" (2015). Vencedor do Prêmio Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima da Academia Brasileira de Letras (2002). Este blog é dedicado à divulgação da Literatura e outras Artes.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
SITE DE UMA PESQUISADORA BRASILEIRA
http://www.unicamp.br/~boaventu/
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
CIDADE DA CULTURA OU CULTURA DO COMÉRCIO?
Por Cleberton Santos
Qual a relação entre a “verdade da arte” e a “verdade da realidade”? Nenhuma. Infelizmente, na cidade de Feira de Santana ainda existem muitas pessoas (inclusive muitos artistas!) que ainda não compreendem essa noção básica de estética.
O Projeto Travessia Poética, uma idealização e realização dos poetas e professores Adriano Eysen (UNEB) e Cleberton Santos (UEFS), apresentou sua 2ª Edição na Cidade da Cultura, no dia 19 de dezembro de 2008 (sexta-feira), colocando o público feirense em contato direto com a poesia e o pensamento do poeta, jornalista, folclorista, ensaísta e cordelista Franklin Maxado, grande nome da Literatura Nacional.
Mas, meus caros leitores, a baixa formação estética de nossa sociedade é motivo de várias distorções no comportamento das platéias brasileiras. As pessoas continuam confundindo o mundo da ficção poética com o mundo dos fatos reais, e assim tomam como elogio ou ofensa as palavras pronunciadas pela boca dos artistas que estão no palco.
Mas não quero falar aqui de teorias literárias e muito menos de teorias estéticas, pois para isso existem as disciplinas escolares de todos os níveis.
Quero denunciar a CENSURA sofrida pelo Projeto Travessia Poética no espaço que seria o templo do artista, a casa da poesia, o aconchego das artes, refiro-me ao bar CIDADE DA CULTURA, administrado pelo senhor Asa Filho.
Interessado muito mais em agradar alguns clientes mal preparados para ambientes culturais, o senhor Asa Filho interrompeu/censurou a apresentação dos poetas Adriano Eysen, Cleberton Santos e Franklin Maxado, alegando que os textos/poemas e as idéias que estes artistas expressavam incomodavam algumas pessoas da platéia, ou seja, aqueles que são os potenciais consumidores ou como dizem os empresários “aqueles que realmente dão lucro”.
Pois bem, meus caros leitores, diante da censura, os poetas reagiram com indignação e protestos, encerrando o evento com muita tristeza e insatisfação pelo tratamento recebido naquele espaço pelo senhor Asa Filho.
Talvez, o erro tenha sido dos idealizadores do Projeto Travessia Poética por acreditarem na possibilidade de levar boa poesia e cultura de alto nível para ambientes que apenas desejam o lucro fácil e a arte feita por “bobos da corte”.
Bem, nosso Projeto Travessia Poética está de férias, mas em 2009 voltaremos com força total e a sempre renovada fé de que em algum lugar do planeta ainda existem pessoas sensíveis que merecem desfrutar do salutar convívio com os grandes nomes da Literatura Nacional.
Por fim, ecoa fortemente a clássica pergunta: Feira de Santana algum dia será a Cidade da Cultura ou está mal destinada a cultivar a Cultura do Comércio pelo Comércio! Que os Deuses nos ajudem!
Cleberton Santos
Poeta, crítico literário, ensaísta, professor da UEFS e um dos coordenadores do Projeto Travessia Poética.
Feira de Santana, 21 de dezembro de 2008.
Cidade da Cultura: tempos de insensibilidade
Adriano Eysen*
Em tempos de insensibilidade, de incentivo ao crescimento do mercado e do consumo, nos perguntamos em que instante cabe lançarmos mãos das nossas armaduras e dos nossos falsos moralismos com intuito de compartilharmos a música, a poesia, o teatro e as artes plásticas. O que falta, a um número significante de pessoas, é perceber que se instaurou epidemicamente uma cegueira humana capaz de colocar o homem em estado de contínua violência, pois se vive na era da indelicadeza, em que os interesses econômicos, as bolsas de valores, a disputa pelo poder e o individualismo nos furtam o buquê da sensibilidade.
Indico aos mais curiosos a leitura do romance Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago, ou o filme de título homônimo, recém lançado, aos que não se predispõem a ler as delicadas páginas de um livro. Afinal, tenta-se agradar a gregos e troianos!! Lição que acabo de aprender com a retórica e performance do senhor Asa Filho durante o projeto Travessia Poética, coordenado por mim e pelo poeta e professor Cleberton Santos, num espaço que até pouco tempo atrás parecia transbordar arte, bom gosto estético, irreverência, no qual nos era ofertado o direito de exercitar a lucidez, a reflexão, o senso crítico e, sobretudo, de compartilhar a diversidade cultural de Feira de Santana e cidades circunvizinhas. Mas, como nos entregar ao regozijo, por exemplo, da boa música e da poesia se ainda há pessoas dotadas de profunda insensatez e insensibilidade? Como levar arte para um espaço cultural no qual se exercita a prática da censura? Leiamos, sim, Saramago; recitemos Gregório de Matos (o “Boca do Inferno”), Marquês de Sade, Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade, Patativa do Assaré. Evoquemos os poetas de todo o mundo, porque a boa literatura é capaz de nos elucidar os graus de violência que se estabelecem no cotidiano humano.
É preciso repensar os valores arcaicos e tantas vezes medíocres que assolam as mentalidades de alguns artistas numa terra que deve ter a hombridade de trazer em sua história nomes a exemplo dos poetas Aloísio Resende, Eurico Alves, Godofredo Filho, Antônio Brasileiro, Roberval Pereyr e Washington Queiroz; do ilustre educador Edivaldo Boaventura, do artista plástico e escritor Juracy Dórea e do relevante cordelista, bacharel em Direito, jornalista e pesquisador Franklin de Cerqueira Machado, último convidado do nosso projeto e indelicadamente censurado.
Não façamos o que propôs o pensamento estético de Platão (século IV a.C.), na sua obra clássica a República, quando dela expulsou os poetas (artistas) capazes de seduzir a humanidade e não de reproduzir falsos valores éticos e morais, conforme nos expõe a história oficial da civilitas morum, prática pedagógica intensificada no século XVI. Nos elevemos e façamos das artes um caminho de transformação, de sensibilização crítica, de criatividade individual e coletiva capazes de (re)criar o mundo e nos apresentar novos sentidos.
Desse modo, por que há uma delicadeza energúmena de se curvar ao mercado e aos “bons costumes” que regem as velhas oligarquias dos currais de Feira de Santana? A palavra cultura, que vem do termo latino colere (cultivar), durante longos séculos, perpassando pelos gregos, romanos e adentrando na modernidade, serviu às classes dominantes como forma de controlar e manter sobre sua tutela uma população coagida, cujo direito de informação foi-lhe roubada.
“Sejamos urgentemente delicados”, dizia Vinicius de Morais. O poeta que, ao cultivar a delicadeza e a poeticidade com seus leitores, amigos e mulheres, já nos alertava para os tempos de insensibilidade. Estamos fartos de tamanha violência que aparece de todos os lados. Ela está nos programas de televisão, nos bairros, em nossas casas, nas escolas, nas filas dos bancos e supermercados, nos espaços culturais, nos locais de trabalho, enfim, o tempo todo avançam sobre nossas jugulares. E essa cena fatigante consome, tormenta e adoece psíquica e somaticamente o ser humano.
O que nos resta? Aonde ir à noite em Feira de Santana afim de ouvir poetas, músicos, de conversar com os amigos, de expor nossos sonhos e idéias, de cultivar a sensibilidade e a nobreza d’alma? Na distinta Cidade da Cultura? Lá, também já não se pode contemplar a arte, senti-la em alto nível, enamorar-se por uma formosa mulher ouvindo em bom tom a composição de uma letra, de alguns versos ou de um belo arranjo musical. Afinal, nos tolheram o direito de ouvir, de ver sob a maestria do silêncio o que para muitos não tem sentido nenhum.
É tempo de indelicadeza, de cegueira, de anomalia! Só lamentamos que estas enfermidades chegaram às pressas num espaço em que acreditávamos ser o turíbulo das artes capaz de incensar nossos espíritos com intuito de elevá-los à vida. Em que lugar iremos nos refestelar na velha e nova Princesa do Sertão? Ainda bem que há artistas que guardam em suas algibeiras a autenticidade da sua criação e a esperança de uma civilização iluminada.
*Adriano Eysen é poeta, crítico literário e professor da UNEB.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
SALÃO DA BAHIA
Outras informações:
www.cultura.ba.gov.br/
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
SEBO TULLE - UEFS
Localizado na entrada do Módulo II (Departamento de Letras e Artes) na UEFS, em Feira de Santana.
Coordenação: Luca Pereyr
Lá vocês encontrarão livros bons e baratos...
Obras de Jorge Amado, Clarice Lispector, Aleilton Fonseca, Roberval Pereyr, Herbeto Sales, Castro Alves, Cleberton Santos, Adriano Eysen, José Inácio Vieira de Melo, Antonio Brasileiro...
além de escritores estrangeiros, teoria literária, biografias, economia, português, artes e todas as áreas do conhecimento humano.
Um bom lugar pra comprar livros!
Leia mais, pense melhor!
REVISTA VERBO21
*
Entrevistas com a banda de rock:
PASTEL DE MIOLOS
*
+ 6 Ensaios e resenhas:
Thomas Mann e o Mariano - por Ademir luiz.
Jaula/Cage, de Astrid Cabral - por Alex Cojorian.
Apresentando Carmen Dolores - por João Carlos Rodrigues. Portal Neuromancer - 1 revista organizada por Nelson de Oliveira.
Uma "escrita vagabunda" - por Adelice Souza.
Impressões Bibliofágicas - por Edelweiss Mafra.
*
Nossa Tribuna com:
Luis Estrela de Matos e João Baptista Ayres
& 6 colunas atualizadas:
Verde que te quero Verde, Crônicas Havaianas,
Cinema Riscado,
Daguerreótipos, Kaos Kapital e Vértebra.
O POETA FRANKLIN MAXADO NO PROJETO TRAVESSIA POÉTICA
Além de cordelista, Maxado Nordestino é poeta, jornalista, folclorista e compositor. É considerado pelo escritor Aleilton Fonseca “um símbolo da resistência e da permanência da literatura de cordel e da xilogravura nos tempos atuais”. Aleilton, que também é professor da Uefs, vai mais além ao afirmar que “a xilogravura de Franklin Maxado é uma arte de resistência e convencimento que enriquece o acervo da cultura brasileira como uma contribuição pessoal e exemplar”.
A antologia de Cordel reúne impressões de nomes importantes da literatura brasileira, como Jorge Amado. O escritor ressalta que Franklin Maxado abandonou outras ambições e outros sonhos para se dedicar, de corpo e alma, ao cordel. “Trata-se de um clássico no gênero”, resume. Também emitem opiniões sobre o trabalho do artista, Cid Seixas, Paulo Dantas, Juarez Bahia, Ronaldo Senna e Joseph Luyten, membro da Associação Paulista de Críticos de Arte.
EXPOSIÇÃO NO AMÉLIO AMORIM
Local: Centro de Cultura Amélio Amorim
Feira de Santana- Bahia
Dia: De 18 a 31 de dezembro de 2008
Horário: Das 08 às 17 horas
O catálogo/livro tem o título: Baldomiro, Arte Contemporânea baiana, 1983-2008. Procurei neste catálogo reunir críticas e fotos de minhas obras com relação 'a natureza.
A distribuição do Catálogo será gratuita para apreciadores.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Projeto LITERATURA COMENTADA 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
PROJETO LITERATURA COMENTADA
Cleberton Santos é poeta, crítico literário e professor de Literatura Brasileira e Teoria Literária na Universidade Estadual de Feira de Santana. Nasceu na cidade sergipana de Propriá, em 14/05/1979, e atualmente vive em Feira de Santana, Bahia. Foi vencedor do Prêmio Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima, da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, em 2002. Participou dos projetos Malungos, Poesia na Boca da Noite, Caruru dos 7 Poetas, Café Literário do III Congresso de Educação de Vitória da Conquista, VII Bienal do Livro da Bahia 2005 e Imagem do Verso. É Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Publicou os livros de poesia Ópera Urbana (2000) e Lucidez Silenciosa (2005, Prêmio de Arte e Cultura Banco Capital). Em 2007, recebeu o Prêmio WALY SALOMÃO da Academia de Letras de Jequié / BA.
Participação Especial: Trio Argüidá
Local: Biblioteca Central Newton Pinto de Araújo
Horário: 19h30min
Data: 13/12/2008
Realização: Lucas Ribeiro e André Bomfim
Entrada franca!
http://www.andrebomfimjequie.blogspot.com/
PALESTRA DE ADRIANO EYSEN
O PROFESSOR E ESCRITOR ADRIANO EYSEN REGO (UNEB, Campus de Euclides da Cunha) REALIZARÁ A PALESTRA “O LIRISMO AMOROSO NA POESIA DE RUY ESPINHEIRA FILHO”.
Local: PAT 70 UEFS
Data: 13/12/2008 (Sábado)
Horário: 9:00 (manhã)
Realização:
Disciplina Teoria da Literatura II (Prof. Cleberton Santos)
domingo, 7 de dezembro de 2008
CLAUDIO WILLER
Conforme havia prometido, anexado, algum material, resumo, bibliografia, etc, relativo a minhas palestras sobre geração beat aí na Fliporto.
Às ordens para mais informações.
Um abraço,
Claudio Willer
jwiller@uol.com.br
www.secrel.com.br/jpoesia/cw.html
www.triplov.com/willer/index.html
www.tvcronopios.com.br/bitniks04/
REVISTA LABIRINTOS
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
FOTO PROJETO TRAVESSIA POÉTCIA
2ª EDIÇÃO DO PROJETO TRAVESSIA POÉTICA
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
FRANKLIN MAXADO NO TRAVESSIA POÉTICA
PROJETO
TRAVESSIA POÉTICA
Lançamento da ANTOLOGIA DE CORDEL (Editora Hedra),de Franklin Maxado.
Recital dos poetas:
Adriano Eysen
Cleberton Santos
Franklin Maxado
Data: 19/12/2008 (Sexta)
Local: CIDADE DA CULTURA(Rua H, 170, Conj. João Paulo II, Feira de Santana – Bahia)Horário: 20:00 h.
Realização: Adriano Eysen e Cleberton Santos
Parceria: CIDADE DA CULTURA
Apoio: UNEB e UEFS
S.O.S BILIOTECA BETTY COELHO
Serei breve: a Biblioteca Betty Coelho está sofrendo uma ação de despejo.
Temos que deixar a casa imediatamente. Não temos aonde deixar os 10.000 livros, centenas de jornais e revistas, DVDs, CDs, fotografias, cartazes, documentos diversos, 19 estantes, 06 mesas de escritório, 03 mesas, 18 cadeiras, 01 computador e 02 impressoras. . . e ainda temos que pagar 04 meses de aluguel atrasados, mais juros e mais ...
Para vocês, que já estiveram na Biblioteca, recitando poemas, participando de mesas-redondas, e/ou acompanhando o nosso trabalho, solicitamos uma contribuição da forma que puderem: intermediando um encontro com os órgãos públicos (municipal e estadual), articulando algum apoiador, ou assinando nossa lista de contribuição financeira.
É um absurdo que em uma cidade de quase 3.000.000 habitantes e com apenas seis bibliotecas públicas em funcionamento, duas bibliotecas comunitárias passem por esta situação, anunciada desde dezembro de 2007:
- Biblioteca Prometeu Itinerante, criada em setembro de 1994, especializada em literatura baiana;
- Biblioteca Betty Coelho, a segunda biblioteca infanto-juvenil do estado da Bahia.
Organizei um LIVRO DE OURO que não está funcionando a contento, até porque estou “devagar” com ele, pois é constrangedor ficar “pedindo dinheiro” aos colegas e às colegas. No anexo, como está a lista de contribuição.
Um abraço
Douglas de Almeida
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA
por AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA
“PENA QUE TENHAMOS LEVADO 500 ANOS PARA DESCOBRIRQUE O SOL, A PRAIA E A BRISA NOS COQUEIROS ERAMUM IMBATÍVEL INVESTIMENTO TURÍSTICO”
Estou entendendo por que os holandeses queriam ficar por lá no Recife. E estou entendendo por que os espanhóis e portugueses não queriam, por sua vez, arredar pé do Nordeste brasileiro. Esse sol, esses coqueiros, essas ondas, essa brisa contínua, estou entendendo por que os gringos continuam chegando dos seus países frios para se espicharem nessas praias, nos deques das piscinas, se entregando à água de coco e à santa preguiça tropical. Do Rio de Janeiro até o Ceará, o Brasil oferece ao mundo as mais faiscantes e fascinantes praias. Pena que tenhamos levado 500 anos para descobrir que o sol, a praia e a brisa nos coqueiros eram um imbatível investimento turístico.
O carro que me leva para Porto de Galinhas, a 50 minutos do Recife, vai passando por intermináveis canaviais; bem que João Cabral havia feito poemas aludindo àquilo que o mar ensina ao canavial e o que o canavial ensina ao mar. Esse é um mar verde. As folhas ondeiam e as ondas são verdes montanhas. Passo pela Porta do Sol e chego à Fliporto, naquele lugar onde (dizem) desembarcavam galinhas de Angola (e escravos). Agora desembarca outra coisa, literatura. Numa iniciativa de Antônio Campos e da poeta Lucila Nogueira, aqui estão dezenas de escritores africanos de língua portuguesa. Pepetela, Agualusa, Ondjaki, Patraquim, Chiziani, enfim, dezenas de autores que parecem ter surgido de repente, depois de uns 500 anos de repressão cultural.
Há uns 30 anos mal se podia falar de literatura de expressão portuguesa na África. Lembro-me que, no princípio dos anos 90, uma ministra da Educação de Angola veio visitar a Biblioteca Nacional e era tal a carência de livros naquele país que doei dezenas de caixas de livros nossos. Ela me dizia fazer questão de desembarcar em Angola com as caixas. Em Moçambique, há uns 15 anos realizaram a primeira feira de livros. Não havia praticamente livros para tal evento. Lá fui levando dezenas de caixas de livros, o Brasil ajudando o país a se reerguer da devastação da guerrilha. Lembro-me do ministro da Cultura moçambicano me dizer que todas as bibliotecas tinham sido devastadas pela guerra. Hoje, vários escritores moçambicanos tornam-se celebridades e uma dúzia de autores africanos viraram vedetes internacionais e estão ajudando a reinventar seus países.
Sigo minha viagem de lançamento de O enigma vazio: impasses da arte e da critica. Agora desembarco em Natal. Se na Fliporto havia reencontrado, além dos africanos, uma dúzia de escritores brasileiros que há 40 anos peregrinam comigo pelo país, agora em Natal reencontro algumas das figuras fundamentais na história recente da leitura no país. Acreditem: a história da leitura no Brasil é outra desde que há uns 20 anos surgiu uma geração disposta a mudar as coisas e que se aglutinou em torno do antigo Proler da Biblioteca Nacional. Lá em Natal, por exemplo, a professora Marly Amarilho acaba de reunir 900 professoras e professores em torno do 5º Seminário Educação e Leitura. Ali revejo, entre outros, Eliana Yunes, Gregório Filho, Tânia Rossling, Marta Morais Costa, Marcelo Andrade, Goyandira Ortiz e muitos mais. Ali, a Cátedra Unesco de Leitura da PUC-RJ, realizando a tarefa de sistematizar e aglutinar o que se está fazendo nessa área, lançou um extraordinário portal para pesquisas sobre leitura (www.catedra.puc-rio.br) de alcance internacional.
Muita coisa está em movimento. Na África, no Brasil e até nos Estados Unidos, vejam o efeito Obama. O mundo está mudando e exige novas maneiras de ser lido e interpretado.
Se Maurício de Nassau voltasse ao Nordeste, ia alegremente se espantar. Aliás, até Frei Caneca, aquele que queria libertar do atraso aquela porção do país e morreu enforcado por liderar a Confederação do Equador, talvez até ele gostasse de ver o que andei vendo “ao som do mar e à luz do céu profundo”.
© "Um outro Nordeste", por Affonso Romano de Sant'Anna. Correio Braziliense, 16 de novembro de 2008.
© Fotos: Rafael Medeiros (Especiais Fliporto - ExclusivaBR)
Grande parte da programação literária da Fliporto 2008 foi transmitida ao vivo para a internet. Acessibilidade e inclusão digital marcam historicamente a IV FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PORTO DE GALINHAS.
domingo, 30 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
III FEIRA DO LIVRO DE SERGIPE
FOTOS III FEIRA DO LIVRO DE SERGIPE
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
DOM CLEBERTON E DOM EYSEN
FOTO DO POETA RECITANDO!
O POETA NO JARDIM DA POESIA 2008
ROSEIRAL NA CIDADE DA CULTURA
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
FLIPORTO 2008
FLIPORTO
(06 a 09 de novembro de 2008)
Cleberton Santos lança o poema-pôster ROSEIRAL na FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, Pernambuco). Esse novo trabalho é uma parceria entre o poeta Cleberton Santos e o artista plástico Jorge Galeano.
O poeta e professor Adriano Eysen lança o livro de poemas CICATRIZ DO SILÊNCIO na FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, Pernambuco). Esse livro recebeu o Prêmio Banco Capital de Literatura 2007.
FLIPORTO 2008
(06 a 09 de novembro de 2008)
Cleberton Santos lança o poema-pôster ROSEIRAL na FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, Pernambuco). Esse novo trabalho é uma parceria entre o poeta Cleberton Santos e o artista plástico Jorge Galeano.
III FEIRA DE LIVRO DE SERGIPE
De 28 de outubro a 02 de novembro, acontecerá mais uma edição da Feira do Livro de Sergipe. Escritores e editoras de renome estadual e nacional terão encontro marcado com o público nos espaços da Biblioteca Pública Estadual Epifânio Dórea – em Aracaju. Além dos livros, editores e dos próprios autores, contaremos também com oficinas, palestras, mostra de curtas, saraus poéticos e muito mais. Entre os nomes convidados de outras regiões do Brasil que irão abrilhantar ainda mais este evento, estão: Jesiê Quirino com seus causos irreverentes e seus poemas líricos recheados de criatividade; Thiago Martins Prado que irá nos apresentar a obra "Utopia Política, Vanguarda e Ritual" – um ótimo estudo sobre a obra e vida do poeta Mário Jorge; Waldeck Almeida de Jesus com a obra autobiográfica "Memorial do Inferno" – capa de Jorge Cravo e nota na contracapa do ator Lázaro Ramos; Cleberton Santos, um dos vencedores do premio da Academia Brasileira de Letras, traz o seu livro "Lucidez Silenciosa"; Marina Colosanti - MG; Laurentino Gomes-SP; Affonso Romano de Santa´ana-MG; Paulo Schettino- SP; Ieda de Oliveira e Evando Santos - RJ. Dentre os sergipanos destacamos: Santo Souza – o último dos poetas órficos do Brasil, lançando a obra "Deus Ensangüentado"; Wagner Ribeiro com "Cantar de Ariadne"; Arcádia Literária Estudantil com a antologia "Impressões", organizada pelo professor Rodrigo Reis Leite; Academia Sergipana de Letras com as publicações dos acadêmicos; Márcia Guimarães com o livro "Volúpia", lindamente ilustrado pela autora; Filipe Freitas com a obra "A mão que Abre os Olhos"; Giselle Nathaly com "Olhar do Infinito" e Lucas Livingstone com a irreverente obra "Bin Laden Ataca Aracaju".
Carlos Conrado
Vice-Presidente da Casa do Poeta Brasileiro de Aracaju
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
LANÇAMENTO DE "ROSEIRAL"
Lançamento do poema-pôster ROSEIRAL.
Poema de Cleberton Santos e ilustração de Jorge Galeano.
Data: 31/10/2008 (Sexta-feira)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
POSTER-POEMA "ROSEIRAL"
domingo, 19 de outubro de 2008
O POETA NA SALA DOS PROFESSORES
LITERATURA COMENTADA - JEQUIÉ
Cajazeira Ramos é o convidado da nova edição do projeto Literatura Comentada. A poesia dele é classificada por Ruy Espinheira Filho como: clássica e moderna, rica de herança e com brilhante luz própria. Em sua bagagem o autor carrega o Prêmio Nacional Gregório de Matos, da Academia de Letras da Bahia/2000. Com o livro Como Se, recebeu uma menção honrosa do Prêmio Nacional Cruz e Sousa, da Fundação Catarinense de Cultura. O evento, realizado por Lucas Ribeiro e André Bomfim será no dia 1° de novembro, às 19h30min, na Biblioteca Central Newton Pinto de Araújo. Entrada franca!
Saudações culturais,
André Bomfim
Jequié – Bahia
PROJETO TRAVESSIA POÉTICA
ANIMA TRIO
Juntos, esses três músicos de Feira de Santana decidem encarar um repertório sofisticado, voltado a diversas tendências e com um princípio fundamental: "música de dentro pra fora"
 N I M A T R I O
AGENDA: DOMINGO, dia 19/10 às 18h no JECA TOTAL!!! Vamos estar, todas as quintas no A T E L i Ê . EM BREVE, contamos com vocês...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
CONTATOS
Agora também tenho MSN e podemos qualquer dia desses conversar ao vivo. Um abraço a todos,
clebertonpoeta@hotmail.com
Endereço postal:
CONDOMÍNIO AQUARIUS RESIDENCE
Av. Transnordestina, 3450, Casa nº 15, Jardim da Poesia.
Feira de Santana - BA
Tel: (75) 9117-6433
Referência: Ao lado da Churrascaria do Ricardo, em frente à UEFS.
PRÊMIO SESC DE POESIA - BRASÍLIA
PRÊMIO SESC DE POESIA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, EDIÇÃO 2008 (FINALISTAS)
Poema “Ausênsia”, de Cleberton Santos, Feira de Santana – BA
Poema “Estudo sobre café”, de Wesley Barbosa Correia, Cruz das Almas - BA
sábado, 4 de outubro de 2008
CAVALEIRO DE FOGO
A CASA DOS MEUS QUARENTA ANOS - Para celebrar a chegada dos seus 40 anos, o poeta José Inácio Vieira de Melo traz ao público apreciador de poesia o cd A casa dos meus quarenta anos (Salvador: Aboio Livre Edições, 2008), que está composto de 40 poemas, dos quais 39 foram retirados de seus quatro livros publicados até o momento, o que configura uma antologia, e um inédito, que dá título ao trabalho. No cd, JIVM recita 20 poemas, os outros 20 ficaram por conta de cinco amigos seus: a cantora Carla Visi, o poeta Edmar Vieira, as atrizes e poetas Lita Passos e Rita Santana, e o poeta e ficcionista Carlos Barbosa, que assina, ao lado de JIVM, a direção. As fotos são de Ricardo Prado, concepção de capa de Marcos Siqueira e técnica de estúdio de Marcelo Seco, músico integrante da banda Lampirônicos.
http://www.jivmcavaleirodefogo.blogspot.com/
PROJETO TRAVESSIA POÉTICA
TRAVESSIA POÉTICA
Abertura:
Lançamento do CD de poesia A casa dos meus quarenta anos,
de José Inácio Vieira de Melo.
Recital dos poetas:
Adriano Eysen
Cleberton Santos
José Inácio Vieira de Melo
Data: 31/10/2008 (Sexta)
Local: CIDADE DA CULTURA
(Rua H, 170, Conj. João Paulo II, Feira de Santana – Bahia)
Horário: 20:00 h.
Realização: Adriano Eysen e Cleberton Santos
Parceria: CIDADE DA CULTURA
Apoio: UNEB e UEFS
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
LANÇAMENTO DE CICATRIZ DO SILÊNCIO
CONVITE
O Projeto Prosa e Verso nas Veredas do sertão convida para o lançamento do livro Cicatriz do Silêncio (Prêmio de poesia Banco Capital –2007) de Adriano Eysen.
Horário: às 16h:30min e às 21:00h
Valor: R$10,00
Local: UNEB – Campus XXII
Rua Enock Canário de Araújo / SN – Bairro Jeremias
Campus XXII – Euclides da Cunha.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
JORNAL POESIA VIVA
Jornal poesia viva nº 37
Entrevista com Lélia Coelho Frota
Poetas Participantes: Anderson Braga Horta, Augusto Sérgio Bastos, Celi Barros da Luz, Elisa Flores, Flávia Savary, Foed Castro Chamma, Gilberto Mendonça Teles, Léa Madureira, Leda Miranda Hühne, Marly de Oliveira, Octavio Mora, Olga Savary, Reynaldo Valinho Alvarez, Walmir Ayala.
Roda de Leitura de poemas
Jornais nº 36 e nº 37
DIA 3 DE OUTUBRO DE 2008 SEXTA-FEIRA
ÀS 18 HORAS
CENTRO DE CULTURA POPULAR, RUA DO CATETE, 179 E 181.
UAPÊ, Av. Olegário Maciel, 511/303, Tel./Fax: 2493-9175 cep 22621-200
Site: www.uape.com.br / E-mail: editorauape@terra.com.br
AGENDA DA CIDADE DA CULTURA
AGENDA
DIA 02/10 ASA FILHO E CONVIDADOS 19H.
DIA 03/10 ASA FILHO E TERCETO 21H.
DIA 04/10 BARULHO DO SOMMENSAL 20H.
Rafael Damasceno é publicitário mas influenciado por muitos artistas da MPB, vem demonstrando com sua viola que vai ser mais um dos artistas de nossa terrinha. Mais uma vez ele pisa no palco da Cidade da Cultura com o show percussivo e violado. Cantando e tocando músicas próprias e dos nossos mestres compositores brasileiros tais como: Gil, Moraes Moreira, Jerônimo, Luiz Gonzaga ...
Venha Conferir> CIDADE DA CULTURA É SEU LAZER EM FORMA DE ARTE
CONTATO: 75 3483.2740
CIDADE DA CULTURA
Rua H, 170 conj. João Paulo II
Feira de Santana – Bahia
Tel.: 75 3483 2740
domingo, 28 de setembro de 2008
EXPOSIÇÃO JORGE GALEANO

Galeano - Percepções Mágicas
Por César Romero 2005 - Prêmio Gonzaga Duque - 2004 ABCA-AICA
Jorge Galeano nasceu em Concórdia, Argentina, no ano de 1953. Morou em Buenos Aires, onde estudou desenho.
Viajou pesquisando, fazendo anotações e expondo pela América do Sul. Vivenciou culturas de seu país de origem, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru e Brasil. Chegou a Salvador em 1980, oito anos depois fixou-se em Feira de Santana e hoje mora numa chácara a 10 km da cidade. Com essa experiência se deu a fusão de duas culturas a Andina e a Sertaneja. Estas ações justificam seu trabalho.
As percepções mágicas e rutilantes, seu ideário metafísico podem evocar Juan Rulfo em Pedro Páramo e Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas". É nessa atmosfera - de um outro lugar - que se situa sua pintura.
Luzes e contrastes, entonações, sutilezas, vão dando identidade a personagens. O Sertão e os Andes se somam e se confundem, num exercício de ternura, numa anexação amorosa.
Cromatismo riquíssimo, superposição, contrastes, refrações, ajustes, combinações - a cor emocional - um universo mítico e envolvente. O sol do Sertão, o sol Andino,as reminiscências, caleidoscópio mágico, sucessões cambiantes, estórias sonhadas e as prometidas.
Galeano pinta seu entorno do ponto de vista plástico e ideativo. Na chácara um tempo derramando lentamente, ler, refletir, pintar na calmaria bucólica da terra. Os grandes e longínquos horizontes, os rios de águas buliçosas, o pingar das chuvas, o pôr-do-sol que não espera, a vitória das manhãs, os ventos de continuada passagem, os céus estelares e o Homem.
O trabalho: inventar um novo rumo para as coisas, acontecimentos, transmutar os achados da memória, os guardados arquétipos. Pintura - sonho e ação.
As lendas da infância e das cercanias do hoje, as casas de sapé, a caatinga exuberante parida da chuva. Os violeiros cantadores, a melancolia do tango, as festas populares, a solidão dos pampas, as coisas se fundindo num redemoinho constante e plural. Colcha de retalhos, o pulsante coração Latino-Americano: as questões do pintor.
Texto disponível em http://www.jorgegaleano.blogspot.com/
POUSADA LABARCA - CACHOEIRA/BA
Telefones : (75) 3425-1070 (pousada) – (75) 9991-7281(táxi)
Endereço : Rua Inocêncio Boaventura, nº 37 – Centro Cep. 44.300-000 – Cachoeira – Bahia Proprietária: Cristina Alicia Solimando
CPF: 508696805/44CNPJ: 05 486 853/0001.07 Cadastro EMBRATUR / BA: 21.05.486.853/0001.07
Já fiquei lá duas vezes. O lugar é super agradável e temos o prazer de conversar com a inteligente e bem humorada artista plástica CRISTINA SOLIMANDO. Uma grande figura humana! Indico aos bons amigos! Aquele abraço,
http://labarca.zip.net/indexc.htm
UMA BOA PIZZA!
PIZZARIA SHAMBHALAH
Praça da Aclamação 12/A, Centro, Cachoeira – BA
Boa massa! Atendimento super simpático. Se vai visitar a histórica cidade de Cachoeira, já sabe onde encontrar uma boa PIZZA! Eu já conferi!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
NANDO CORDEL NA FLIPORTO 2008
CARURU DOS 7 POETAS - CACHOEIRA, BAHIA.
DIA 27 DE SETEMBRO, NA IGREJA DO ROSARINHO, CACHOEIRA, BAHIA. 19 HORAS.
GATOS PINGADOS
SÁBADO, 27/09/2008
NO BAR SEU ZÊ
21HS.
Música de altíssima qualidade. Para os amantes. Para os apaixonados pelas grandes melodias e improvisos musicais. Para os seres humanos que ainda respiram vida... Vida!
Vamos lá!
