Cleberton Santos (14/05/1979, Propriá/SE) é poeta e professor do IFBA campus Santo Amaro. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS. Publicou os livros “Ópera urbana” (2000), “Lucidez silenciosa” ( 2005) “Cantares de roda” (2011), “Aromas de fêmea” (2013), "Estante Viva” (2013 ) e "Travessia de abismos" (2015). Vencedor do Prêmio Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima da Academia Brasileira de Letras (2002). Este blog é dedicado à divulgação da Literatura e outras Artes.
domingo, 17 de outubro de 2010
Leituras, poetas, meninos, tradição e dendê: Caruru dos Sete Poetas
A relação entre festa e literatura nos remete aos primeiros laços societários da humanidade, quando celebrações e ritos configuravam-se momentos propícios para reunir a comunidade em tom festivo e fazer daquele instante, que poderia durar horas, dias, meses, um espaço coletivo para os iniciados recitarem suas leituras de mundo, cânticos de guerra e de trabalho, festiva e ritualisticamente; consubstancializando a assertiva de Durkheim de que as festas teriam surgido da necessidade de separar o tempo em dias sagrados e profanos.
Estes encontros festivos acrescentaram no decorrer da história características cada vez mais aproximadas ao comércio e mais tarde ao mercado. O profissionalismo do recitador, estimulado no século VI por uma lei que estabelecia a recitação obrigatória de poemas completos de Homero no Festival quadrienal das Panatenéias[1], impôs de uma forma crescente uma certa “organização da cultura”, percebida hoje nas feiras de livros, bienais, festivais literários, e mesmo na necessidade de políticas culturais para promoção da leitura e estímulos a produção editorial.
Foi percebendo esta relação entre festa e literatura que o Caruru dos Sete Poetas: Recital com Gostinho de Dendê compôs o calendário festivo e literário entre 2004 e 2010, quando damos por fim a realização desta celebração depois de materializá-la por sete vezes. Fosse em Restaurante, Centros Culturais, Igrejas e principalmente na Praça, onde realizamos as duas últimas versões do Caruru, a participação daqueles que sentem a poesia para além da palavra, e não estão passivos diante das realidades do mundo, compôs o cenário deste evento que privilegiou vozes poéticas jovens e consagradas, marginais e canônicas, de crianças e adultos, de escritores, poetas e leitores, loucos e fingidos, inseridos nesta harmonia-caótica em que se transformou a sociedade. Um caos polarizado para além do bem e do mal de toda celebração. Sete meninos, poetas, um semi-circulo, todos ansiosos para meter mão na bacia de caruru, para recitar seus versos e melar o outro com suas palavras temperadas com pitadas de prazer e satisfação em ouvir e ser ouvido, espetacular o verbo original da criação com o outro que nos decifra.
Acima dos quereres, luzes, estrelismos, constelações, nossa responsabilidade com a mediação da cultura e promoção da leitura escrita buscou edificar, em um momento da cultura baiana de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião, a gosto pela leitura. E Numa analogia aos sete meninos das manifestações religiosas, promover o encontro de sete poetas para recitar seus poemas e celebrar nossa cultura e arte literária. Miscelânea de poesia, comida baiana, publicações e performances artísticas com o propósito de integração e fruição de uma tradição cultural baiana. Durante sete anos, poetas do Rio de Janeiro, Ceará, Sergipe e de diversos territórios baianos puderam se fartar com o banquete de culturas em que se tornou o Caruru dos Sete Poetas.
Sobrevive à morte da realização desta festa, a colcha de retalhos que colore e aquece as relações humanas, culturais e de fraternidade, que levou o Caruru dos Sete Poetas aos sete cantos da mundo, em especial à América Latina, através do Festival Palabra en el Mundo, rede de eventos literários que o Caruru fez parte. Sem essa colcha, não teríamos chances de arriscar e sair do lugar comum. A Casa de Barro Cultura Arte Educação, agradece a todos que fizeram do Caruru a festa da Poesia Baiana, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Cachoeira, pousadas, restaurantes e colaboradores de Cachoeira, em especial aos poetas: Adriano Eysen, Andersen Figueredo, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, Bernardo Linhares, Crispim Quirino, Douglas de Almeida, Ediney Santana, Edson Conceição (Besouro), Ele Semog, edmar Vieira, Fausto Joaquim, Carlos Emílio C.Lima, Geraldo Maia, Gildemar Sena, Herculano Neto, Jaime Figura, Jocélia Fonseca, Jotacê Freitas, José Carlos Limeira, Juraci Tavares, Jurandir Rita, Landê Onawale, Lita Passos, Marcos Peralta, Nelson Santana, Nuno Gonçalves, Orlando Pinho, Puluca Pires, Raimundo Cerqueira, Rita Santana, Rony Bonn, Sérgio Bahialista, Thiago Oliveira, Tainara A Maiá (Índia Sônia), Urânia Munzanzu, Vania Melo, Carine Araujo, Wesley Correia Barbosa, e os primeiros dos Sete, aqueles que acreditaram no projeto desde o início: Cleberton Santos, Eliseu Moreira Paranaguá, Fabrícia Miranda, Jose Inácio Vieira de Melo, Miguel Carneiro e Vanessa Buffone, Axé!
Cachoeira, 27 de Setembro de 2010.
Atenciosamente,
Casa de Barro Cultura Arte Educação
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[1] Festas realizadas em homenagem à deusa grega Atena.
--
João de Moraes Filho
(71) 9942-3682 / 8165-7815 / (75) 9115 - 5692
skype: joao.de.moraes.filho
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Produção poética
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Oficina de Criação Literária Poesia Ouvida
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sábado, 16 de outubro de 2010
SARAU CAYMMI EM 3 TEMPOS
A cantora baiana Marilda Santana é uma voz nova para os ouvintes da música brasileira.
Após vinte anos de carreira, com uma voz limpa e definida, Marilda Santana lança seu primeiro disco de canções inéditas como "Ouvindo e Entendendo Estrelas" (Carlinhos Marques/Lapa), "Curta" (Tito Bahiense) e releituras.
A cantora, também atriz e professora de canto traz o sabor do mar e calor baiano nas músicas "Dora" de Dorival Caymimi e "Não tem Solução" (Dorival Caymimi/Carlos Guinle). O melhor da música brasileira está representado pela releitura de "Dindi" (Tom Jobim/Aloísio de Oliveira), porém a suavidade e leveza do trabalho estão concentradas nas músicas inéditas.
sábado, 9 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
NOVA EDIÇÃO DA VERBO21
entrevistas com ANDERSON BRAGA HORTA e NANCY DE MELO
baixe o novo CD da banda CAMARONES totalmente free
ensaio españa, tierra ofendida - parte III por rodríguezbustos
resenha de inúteis luas obcenas, de hélio pólvora, por gerana damulakis
resenha do filme do começo ao fim por ademir luiz
resenha de um sussurro nas trevas, de h.p.lovecraft, por chico lopes
resenha de a outra margem, de idmar boaventura, por paulo andré correia
ensaio sobre a contística de mayrant gallo por lidiane nunes
resenha da poesia de ângela vilma e mônica meneses por gerana damulakis
tradução e comentário de um poema de antonio machado por joão filho
perfil biográfico de arlindo lopes por angelo mendes corrêa
poemas de bento calaça
conto de shellah avellar
poemas de joedson adriano da silva santos
conto de ronie von rosa martins
+ COLUNAS SOBRE MEIO-AMBIENTE, FICÇÃO, POLÍTICA, CINEMA, COMPORTAMENTO...
BLOG DE BENILSON TONIOLO
terça-feira, 21 de setembro de 2010
ROSEIRAL - 2 EDIÇÃO 2010
ROSEIRAL
Página de Poesia
Edição Especial Caruru dos 7 Poetas(25/09/2010)Cachoeira – Bahia
Poeta-Editor: Cleberton Santos
clebertonpoeta@yahoo.com.br
POÉTICA DO CARURU
para Luísa Mahin Nascimento
No chão comemos o caruru dos 7 poetas
Entre versos e tachos e sinestesias e bacias
Os poetas revivem a festa das matas africanas
De seus lábios ecoam os ritmos ancestrais
Rodam no terreiro cavalos da poesia
A palavra sibila no atabaque do malungo
Todos cantam na força da magia
7 poetas comem caruru recitando euforias
Do livro inédito “Cantares de Roda”.
Feira de Santana, 19-09-2010.
ROSEIRAL
para Rosana Maria Carneiro Rios
Teu corpo é roseiral que exala fogo,
lambendo e devorando meus desejos.
Teus róseos espinhos são mil lampejos
que rasgam meus gritos de desafogo.
Teu roseiral, campo de mil prazeres,
vermelha fonte de insaciável gozo,
arde sobre meu peito. E fogoso
canto salmos de orgia, por trazeres
para meus braços, ó lúdica ninfa,
a rosa mais rosa, do roseiral
secreto que trazias dentro de ti.
Do livro inédito “Aromas de Fêmea”.
LUZ DA PAIXÃO
Amanhecer em teus braços,
pleno do gozo de uma noite
escura, sentir meu corpo
claro sempre à tua procura.
Amanhecer em teus braços,
insaciado dos teus olhos,
buscar novamente teus
abraços, luz da paixão.
Amanhecer em teus braços,
recitando mil suspiros,
canções de ternura viva
em formas várias de amar.
Do livro inédito “Aromas de Fêmea”.
CANÇÃO DA AMIGA
(ao som de flauta doce)
Em teus lábios, amiga,
repousam sonhos disfarçados de euforia.
Em teus olhos, amiga,
naufragam poemas rupestres de dores oníricas.
Em teu corpo, amiga,
florescem lírios roxos em mar de volúpia.
Do livro inédito “Aromas de Fêmea”.
sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
AS CRÔNICAS DE MOACIR SARAIVA
Livro que reúne um conjunto de crônicas já publicadas nos jornais da região de Valença e, principalmente, no jornal “Valença Agora”.
Intitulada “A riqueza do detalhe” (Salvador, 2009), esta obra reúne 34 crônicas que revelam o cotidiano da sociedade valenciana, dos espaços escolares vivenciados pelo autor, das figuras folclóricas que circulam pelas cidades brasileiras e, principalmente, os detalhes da linguagem, as manobras da língua viva, os caprichos do nosso idioma.
Cronista experiente de jornal e professor de português em escolas técnicas e faculdades, Moacir Saraiva sempre lidou na intimidade com nossa Língua Portuguesa e seus grandes, médios e pequenos escritores. Homem de grande formação humanística, intelectual ativo na produção e circulação da cultura na cidade de Valença (sul da Bahia), Saraiva jamais se afastou do convívio com a palavra artística.
Agora, depois do apelo de muitos amigos, admiradores e escritores do seu convívio fraternal, finalmente organizou e editou seu primeiro livro de crônicas.
Dono de uma prosa limpa, uma narrativa ágil e uma linguagem com ritmo de conversa boa, Moacir Saraiva poderá ser lido pelo doutor, pelo estudante ou pelo porteiro da escola, na certeza de que os leitores de vários níveis e contextos encontrarão em suas crônicas fachos poéticos para iluminar o caminho da nossa pedregosa experiência humana.
Destaco a crônica “O sem ideia” em que o tema clássico da inspiração (na verdade a falta de inspiração) é retomado com grande propriedade. O drama da falta de assunto para o cronista cumprir sua missionária tarefa de escrever ordinariamente para o jornal se converte no próprio argumento do texto. E a angústia do escritor é transformada em uma pérola de discurso metalinguístico.
O pé do instrumentista da filarmônica local, um café frio tomado com bom humor, o homem de coerência extremada, um pai idealista, um professor mais esperto que os alunos, os pedintes que são verdadeiros “tomantes”, todas essas situações e personagens do nosso trivial cotidiano são transformadas em estórias que se colocam além do tempo e do espaço pelo maravilhoso poder da linguagem ficcional.
Agora, fraterno leitor, é só correr para a livraria do Shopping Iguatemi, em Salvador, e começar sua prazerosa viagem pelas crônicas de Moacir Saraiva.
Fonte:
SARAIVA, Moacir. A riqueza do detalhe. Salvador: EGBA, 2009.
Feira de Santana, 18/09/2010.
A RIQUEZA DE UM MESTRE ESCRITOR
MESTRE ESCRITOR
Por Jocenilson Ribeiro[1]
Seria um detalhe qualquer e, talvez, menos importante ainda se o ato de abrir um livro e degustar as palavras com os olhos atentos fosse costumeiro no dia-a-dia dos brasileiros. Poderíamos dizer que tomar um livro e só fechá-lo após a leitura da última página não nos chamaria a atenção se tal hábito fosse tão corriqueiro e como o é a alimentação diária, porque, se o alimento nos proporciona reposição de energia - imprescindível à vida - do mesmo modo, a leitura pode ser encarada como fonte de conhecimento capaz de nos salvar da ignorância e possibilitar a competência criativa que dá sentido a nossa vida. De onde partiu essa reflexão? O que a motivou? Logo o leitor saberá!
Depois de um feriado prolongado coadunando Réveillon numa quinta-feira, primeiro dia do ano numa sexta e, de brinde, um sábado e domingo de sol nas praias do litoral sul da Bahia, qualquer sacrifício ou óbice numa segunda-feira de volta para casa vale a pena. Até mesmo uma fila quilométrica como aquela que encarei por exatas quatro horas e quarenta minutos no terminal marítimo de Bom Despacho para pegar o ferry boat com destino a Salvador.
Em meio ao calor, pessoas esparramadas por todos os lados confundindo-se com suas sacolas, crianças, bagagens, furadores de fila tentando se aproveitar do cansaço alheio, ambulantes buscando ganhar o pão, conversas dos comboios confundindo-se com os gritos de alguns gaiatos que, sem saber reivindicar o descaso com os serviços de transportes, pareciam rebeldes sem causa... tudo isso só me fez desejar um bom livro e mergulhá-lo nele até que alguém me avisasse: “jovem, é a sua vez de passar no guichê”.
Enquanto não avistava o tal guichê, e faltava mais de três horas para dele me aproximar, abri a mala e retirei o livro de crônicas A riqueza do detalhe, do professor e escritor Moacir Saraiva. Reli a dedicatória “Amado aluno, tu és um vitorioso porque sabes observar os detalhes da vida” e pus-me a pensar sobre essa assertiva por um bom tempo: qual era a minha vitória? Sem chegar a uma conclusão, comecei a manusear o livro como um menino que ganha um barco de papel e não sabe se o põe no rio ou evita que o curso da água lhe roube a pequena embarcação e o entregue a outra margem do rio.
Inicialmente observei as informações técnicas da obra, diagramação, editora, número de páginas, ficha catalográfica, número de crônicas, seus títulos curiosos, a capa e biografia do autor na orelha. Por um instante, rememorei meus três anos de segundo grau quando tive o privilégio de iniciar-me na literatura e estudos de língua com o professor Saraiva - era assim que a ele nos referíamos nos espaços do CEFET, hoje IFBA. O tempo passou, e já faz dez anos que sinto saudade dos tempos em que ouvia alguns de seus jargões afetivos como, por exemplo, “alunos são criações do diabo”. Só homens de letras como Moacir sabem usar as palavras ao avesso ou ressignificá-las positivamente.
“Moço, a fila anda” - alertou-me a senhora que vinha atrás de mim. Obrigado, eu disse. Corri os dedos entre as páginas para ler uma crônica qualquer entre as 34 que compõem o livro, mas mudei de ideia. Por que não começar do começo?
A crônica de título homônimo à obra me veio como uma lição filosófica, e alguns enunciados me fizeram pensar muito sobre aquele momento, aquele aglomerado de pessoas aflitas por voltarem para suas casas e viverem suas individualidades. Eu queria minha individualidade, e o livro certamente me possibilitaria o prazer de resgatá-la e me sentir “um vitorioso” como disse o mestre escritor. A crônica traz uma reflexão acerca da valorização do detalhe, a riqueza que a constitui e nos constitui enquanto sensíveis à diferença, intérpretes de significados do mundo que nos cerca. Para Moacir, perceber a riqueza do detalhe é, por exemplo, “escutar aquilo que não é ouvido por ninguém”, é ouvir “sussurros longínquos, batimentos cardíacos de um beija-flor”. Quer poesia melhor que essa? Certamente haverá mais no decorrer das narrativas, eu pensei.
Minha leitura seguia muito mais rápida que a fila ao sol a pino, e eu talvez fosse um detalhe na multidão, já que o livro em punho me excluía dos iguais. Por outro lado, o livro me fazia alvo a ponto de incomodar os que tinham pressa: “cara, você não poderia ler e prestar atenção à fila?”, disse um homem incomodado. A leitura me roubava a atenção... pouco me importava com a fila.
À medida que ganhava as páginas, percebia a riqueza literária de cada texto, e sua linguagem simples me aproximava das histórias e fatos do cotidiano que poderiam ser contados por qualquer uma pessoa versada nas letras; contudo, jamais teríamos o prazer de ler tais crônicas sem a arte de Moacir Saraiva. Como um mestre da escrita atento à forma, ao discurso, à estética e à originalidade com que se escreve o texto, Moacir nos apresenta desde uma semântica de expressões populares a uma pitada de história das palavras como greve, aluno, barbeiro, cabeleireiro, podador, onzeneiro.
Se o humor e o riso são recorrentes em crônicas como Guardador de banha, ‘Esqueça, delegado’, O podador, Guerra Santa e “Fazer feira”, a ironia suavizada em metáfora se faz presente em Suicídio dos Peixes, Os donos do mundo, A aparência, O profissional “intruso” entre outras excelentes crônicas, convocando-nos a pensar acerca de questões cotidianas em que aparecem em voga o egocentrismo, a consumismo e a arrogância que contaminam a sociedade atual.
Por outro lado, não é difícil notar o próprio Moacir lecionando para o leitor como se tivesse diante de uma classe de aprendizes quando não em sala de formação de professores. Peraltice de aluno, por exemplo, veio-me como um dos textos de dupla função: b) resgatar as memórias de moleque do tempo em que eu e meus colegas subvertíamos a norma que pretendia nos enquadrar à condição de aprendizes comportados quando não quadrados; e b) ensinar-me como ser mais esperto no exercício da docência, subvertendo as peripécias da garotada sem perder a sensibilidade com o alunado e a compostura de educador, já que, conforme Moacir Saraiva, “o aluno, muitas vezes, procura criar embaraços aos professores a fim de ver a reação para depois rir da cara do mestre”.
De todas as crônicas que havia lido naquela tarde de sol forte em meio à multidão enfileirada, As chinelas, a meu ver, tinha uma especificidade que lhe categorizava aos moldes do conto moderno do que da própria crônica. Digo isso porque, com base em clássicos da crítica literária brasileira como Antônio Cândido, Afonso Romano, Massaud Moisés, o gênero conto depreende uma narrativa breve, rica em detalhes essenciais ao propósito da construção literária. Os personagens e a trama em que se circunscreve o acontecimento põem o texto na mesma dimensão de narrativas de Dalton Trevisan e de Rubens Fonseca tanto no que tange à estética quanto à própria brevidade com que conta fatos cotidianos. Enfim, nada melhor que um texto desse predicado para fechar A riqueza do detalhe.
Ainda li a última crônica quando estava próximo do saguão de embarque do ferry foat, e senti vontade de voltar a outras de igual qualidade a As chinelas. No entanto, fechei o livro assim que me dei conta de que seria o próximo a passar no guichê. Embora tivesse certeza de que estava ali por bastante tempo, a leitura encurtou o caminho, reduziu as horas e me ensinou muito naquela tarde. Olhei para trás e vi a fila dando voltas, e, até onde os olhos puderam alcançar, percebi que ninguém trazia um livro em mãos para encurtar distâncias, para diminuir a ignorância social, para ajudá-lo a enxergar os detalhes além daquilo que saltam aos olhos da multidão e nos coloca em bloco dos iguais.
Com A riqueza do detalhe, o professor Moacir nos dá uma aula de sensibilidade e apreço à vida simples e aos valores do homem que ainda resiste ao tecnocentrismo e aos males do capitalismo agressivo que tenta nos cegar. E com este livro, Valença, aos poucos, ganha um espaço na literatura baiana ao passo que convoca os filhos dessa terra nunca vencida a ler, a escrever e a pensar porque Moacir Saraiva, entre outros, já começou. Concluí que sou sim um homem vitorioso, sobretudo por ter sido fruto dessa terra e aluno deste mestre escritor.
[1]Jocenilson Ribeiro nasceu em Jaguaripe-BA, mudando-se para Valença-Ba onde concluiu os estudos secundários pelo CEFET em 2002. É licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2007). Atualmente reside em São Paulo, onde cursa Mestrado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). jonuefs@gmail.com
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA
No dia 22 de setembro de 1994, em pleno calçadão do Campo Grande, em Salvador, foi inaugurada a Biblioteca Prometeu Itinerante, que portanto estará completando 16 anos... e para marcar esta data, estaremos comemorando...
dia 21 (terça-feira) às 19h30min
no Espaço Cultural Igreja da Barroquinha
... com uma exposição de fotografias e cartazes das atividades realizadas
... e obviamente com uma Grande Roda de Poesia.
Apareçam. A Festa é Nossa
IDEALIZADOR E COORDENADOR: POETA DOUGLAS DE ALMEIDA
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A PALAVRA LÍRICA DE IDERVAL MIRANDA
A disciplina Teoria da Literatura II convida você para a Palestra A palavra lírica de Iderval Miranda, proferida pela Profª. Ms. Jacimara Vieira dos Santos (UNEB/UFBA).
Local: PAT 70 (Módulo VII, UEFS)
Data: 02/10/2010 (Sábado)
Horário: 9:00
Realização: Prof. Cleberton dos Santos
DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES / UEFS
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
TARDE EM SOL MAIOR
Para Jorge de Souza Araújo
Sou aquele sol escorrendo por trás do coreto
Sou aquele sino dormindo no silêncio da Matriz
Sou aquele sorriso de criança correndo na pracinha
Sou aquele canto festivo dos periquitos matinais
Sou aquele palhaço que faz da vida poesia colorida
Sou aquele poeta recitando Borges para crianças
Sou aquele homem carregando esperanças no peito
Sou aquele menino que nunca saiu de Baixa Grande.
Cleberton Santos
Feira de Santana, 24 de outubro de 2009.
publicado no livro "Cantares de Roda", 2011
EVENTO NA PUC MINAS GERAIS
África: dinâmicas culturais e literáriasA PUC Minas, a UFMG e a UFOP realizarão, no período de 8 a 11 de novembro de 2010, na Cidade de Ouro Preto, o IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, em continuidade à iniciativa da Universidade Federal Fluminense, que, em 1991, organizou o primeiro evento, seguido pelos encontros sediados pela USP em 2003 e pela UFRJ em 2007. No IV Evento será formalmente instalada a Associação Internacional de Estudos Literários e Culturais Africanos - AFROLIC.O IV Encontro pretende constituir-se em um fórum de discussão sobre repertórios culturais pelos quais a África se faz conhecer, problematizando-os. Intenta rever, sob o signo da diversidade cultural, conceitos e idéias a partir dos quais o continente é comumente pensado. Nesse contexto, visa também refletir sobre os diálogos que a literatura e as outras artes têm promovido com os horizontes políticos e sociais. Há na contemporaneidade uma descrença em relação ao futuro do planeta, associada ao chamado fim das utopias. Daí a necessidade de se discutirem projetos políticos ligados à questão da nação no domínio da literatura e das artes em geral. Os repertórios culturais do continente pensam, com especificidade, essa questão, que se desdobra em outras. Que proposições e visões de futuro podem ser percebidas nos textos literários e artísticos em geral? Como as produções artísticas e críticas buscam responder aos desafios da contemporaneidade? De que maneira essas questões se relacionam com propostas de reciclagem das formas artísticas em sua relação com as novas tecnologias?
terça-feira, 11 de maio de 2010
CURTIÇÃO NA PRAIA
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
PARABÉNS PARA Karina Rabinovitz
1º lugar: 'Boca', Lis Paim2º lugar: 'Ao chão do Corpo', Daniel Retamoso Palma3º lugar: 'Dúvida', Fernando Davidovitsch4º lugar: 'Avenida Paulista', Simone Costa5º lugar: 'Beijo', Victor Candido Dreyer Vieira6º lugar: 'Às Avessas', Karina Rabinovitz7º lugar: 'Fernando', Silvino Ferreira Jr8º lugar: 'A Terra da Verdade', José Luís da Silva Costa9º lugar: 'Dú[vidas]', Gabriela Lopes10º lugar: 'Perguntório e Respostório', Walter LajesOs três primeiros lugares receberão o prêmio em dinheiro de 4, 3 e 2 mil reais, respectivamente, bem como passagens e hospedagem para os 4 dias de nossa Festa.SEJAM TODOS BEM-VINDOS!Antônio CamposCurador da Fliporto 2009
TEMOS LÁ UMA POETA BAIANA: Karina Rabinovitz
A POESIA BAIANA ESTÁ EM TODAS!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
PEÇA NHÔ GUIMARÃES
Inteira: 10,00
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
ALEILTON FONSECA NA TV SENADO
Ele apresenta no programa o romance O Pêndulo de Euclides, no qual propõe uma reflexão sobre a mudança de valores motivada pela guerra.
O autor vale-se da experiência de Euclides da Cunha, na Guerra de Canudos, onde passou a ter uma visão mais realista da vida.
A entrevista com o escritor Aleilton Fonseca vai ao ar no domingo, dia 25/10, às 8h e às 20h30.
NÃO PERCAM!
PROMOÇAO DA AGENDA 2010
E do arco-írirs fazer um tobogã.
Amar as mínimas coisas da vida.
E ter no olhar as luzes do amanhã.
Affonso Manta
AGENDA 2010
Agenda de 2010, Brasil retratos poéticos, pela Editora Escrituras, São Paulo, com fotos de Mauricio Simonetti e Rogério Reis, poemas de Raimundo Gadelha, e minibiografias e fragmentos poéticos que homenageiam e divulgam os mais talentosos poetas da Bahia, entre eles Cleberton Santos, Antonio Brasileiro, Aleilton Fonseca, Adriano Eysen, Roberval Pereyr, Damário Dacruz, Ruy Espinheira Filho, Affonso Manta, Idmar Boaventura, Sandro Ornellas, Castro Alves, Maria da Conceição Paranhos, Florisvaldo Mattos, Adelmo Oliveira, Kátia Borges e alguns outros.
Organização e seleção de José Inácio Vieira de Melo.
Valor: R$ 20,00
Cleberton Santos
Tel: (75) 9117-6433
Ótimo presente para final de ano!
http://clebertonsantos.blogspot.com/
sábado, 24 de outubro de 2009
TARDE EM SOL MAIOR
JORNAL SIDARTA
Leiam o JORNAL SIDARTA da escritora e tradutora Sonia Coutinho, grande personalidade da literatura brasileira.
Presenças de Jorge Viveiros de Castro, Flávio Moreira da Costa, Rubens Gerchman, Armando Freitas Filho, Helena Parente Cunha, Dinu Flamand, Herta Müller e mais.
Um conto inédito de Sonia Coutinho.
Confira em www.jornalsidarta.blogspot.com
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
LITERATURA E ARTE NA ESCOLA PÚBLICA DE BAIXA GRANDE
Fui palestrar na II Semana de Literatura e Arte, evento organizado pelos professores, alunos, funcionários e a diretoria da escola, tendo como grande articuladora a professora e produtora cultural Rejane Magalhães Miranda Rios.
Exposições, palestras, recitais, musicais e outras manifestações culturais e artísticas movimentaram a escola durante três dias. O evento mobiliza toda a população da cidade e das regiões vizinhas. Alunos e professores apresentaram perfomances diversas.
Lançamentos de antologias literárias produzidas pelos alunos com o incentivo dos professores. Palestras de escritores convidados. E principalmente a homenagem ao escritor Outran Borges, filho de Baixa Grande.
Um evento de muita interação entre a comunidade escolar e o povo da cidade.
Fiquei maravilhado com a organização, a qualidade dos trabalhos expostos e apresentados no auditório SW. Fiquei encantado com recepção calorosa dos alunos, professores e funcionários com os convidados.
Meus sinceros parabéns para o Colégio Estadual José Ribeiro Pamponet, exemplo de que é possível fazer uma escola pública de qualidade e comprometida com o avanço intelectual, social e espiritual do homem.
Um fraternal abraço meu, de Rosa e do nosso pequeno João Cleber.
REVISTA VIRTUA
Prezados Colegas,
Informo que a Revista Virtua, da pós-graduação Lato Sensu em Letras já está no ar.
Visitem e dilvuguem!
http://www.uefs.br/colplet/revista/revista.htm
ENTREVISTA COM O FOTÓGRAFO RICARDO PRADO
Leia a entrevista na íntegra no site da Revista VERBO21
http://www.verbo21.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=576&Itemid=177#josc458
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
ÂNIMA TRIO LANÇA CD NO CUCA
Três nomes expressivos do reggae na Bahia vão se reunir pela primeira vez em um show. Dionorina, Gilsam e Jorge de Angélica são as estrelas de “Trilogia do Reggae”, que será apresentado sexta-feira (23), às 20h, no teatro de arena do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), com entrada franca.
O show é uma forma de valorizar três artistas de reconhecido talento e que enfrentam muitas dificuldades para divulgar o seu trabalho, explica Selma Oliveira, diretora do (Cuca), órgão vinculado à Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que promove o evento.
Os três reggaemans têm algo em comum: todos se encontraram no afoxé Pomba de Malê. Jorge de Angélica e Dionorina estão entre os fundadores da entidade micaretesca, no início da década de 80. “A matriz foi o Pomba, depois cada um foi buscando a sua vertente”, confere Gilsam, que se juntou à turma em 1984.
A Trilogia do Reggae se propõe a fazer um registro musical dessa trajetória, que inclui sucessos, como “Porrada de Polícia” e “Bahia Negra”. Para acompanhar os músicos, uma banda formada por Wagner (back vocal), Leo (guitarra), Derivaldo (baixo), Tito Pereira e Mariano (teclados), Aroldo, Soró e Jonas (naipes), Pi (bateria), Zeno e Wanderson (percussão).
Feira de Santana, 19 de outubro de 3009.
Socorro Pitombo - Assessoria Cuca/Uefs.
Ânima Trio lança primeiro CD no Cuca
Para quem aprecia boa música e quer conhecer de perto o trabalho da nova geração de artistas feirenses, o show Ânima Trio, com lançamento do primeiro CD é o programa para quinta-feira (22), no teatro do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), a partir das 20 horas.
O show reúne os músicos Flaviano Gallo (bateria e vocal); Sergio Canhoto (contrabaixo) e Tito Pereira (teclados e vocal). Juntos, eles apresentam um repertório sofisticado, voltado a diversas tendências e com um princípio fundamental: música de dentro pra fora, lema incorporado pelos membros da banda motivados pela vontade única de tocar o que sempre gostaram de ouvir: MPB, jazz, música clássica, fusion e, é claro, música nordestina.
O repertório inclui desde o folclore brasileiro, até nomes de importância maior para a cultura nacional, como Egberto Gismonti, sempre com uma pitada de Jazz e música instrumental. O CD Ânima Trio traz nove canções assinadas pelo poeta Roberval Pereyr e pelos cantores e compositores Márcio Pazin, Carol Pereyr, Tito Pereira e Alex Macedo. Além das músicas do CD o grupo fará um passeio pela MPB, apresentando canções de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga e Tom Jobim.
Ânima Trio é um projeto artístico que nasce amparado por uma sólida amizade entre seus integrantes. Antes do Ânima eles trabalharam como músicos “free lancer”, acompanhando diversos artistas locais e nacionais, a exemplo de Dominguinhos, Xangai, Valdick Soriano, entre outros. “Esse contato com variadas fontes musicais foi uma grande escola e o som do Ânima Trio é reflexo dessa atmosfera polirritimica que se respira no Brasil”, diz Tito Pereira, acrescentando que isso confere ao grupo uma característica multifacetada e sempre em busca da liberdade de expressão.
Feira de Santana, 19 de outubro de 3009.
Socorro Pitombo - Assessoria Cuca/Uefs.
www.uefs.br
sábado, 10 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA - ANOS 2000
Coleção
Roteiro da Poesia Brasileira - Anos 2000
Seleção e prefácio Marco Lucchesi
Direção: Edla van Steen
São Paulo: Global, 2009.
Preço: R$ 35
Edição: 1ª
Formato: 16x23
Nº de Páginas: 184
ISBN: 978-85-260-1157-1
A poesia brasileira dos anos 2000 apresenta um duplo aspecto: a biodiversidade irredutível - em termos de autores, mídias e tendências - e o descentramento geográfico, que se constitui num grande desafio aos olhos da crítica e do público. Não bastassem essas razões, o abismo do presente, com paisagens que não param de crescer, exigem uma escuta que se apoie em melodias apenas esboçadas, em vozes corais que, aos poucos, adquirem virtudes próprias dos solistas. A presente antologia foi elaborada com vistas a aumentar o volume desse processo, abrir diálogo com o presente e apresentar possíveis caminhos que se entrelaçam na poesia contemporânea do Brasil. Trata-se de obra aberta, a ser revisitada e modificada, porque a década ainda não terminou. Vale ressaltar que esta seleção apresenta uma agenda de compromissos, como promover um diálogo entre regiões intransitivas (grupos, cidades, movimentos) e permitir a inserção de cada poeta num espectro de voz mais amplo, relativo e aberto. Como disse Drummond, era importante que não nos perdêssemos do presente, todos de mãos dadas, com a admissão das diferenças que nos constituem - é bem verdade - e que ao mesmo tempo nos ultrapassam.
Roteiro da Poesia Brasileira - Anos 2000
Autora - Adriana Montenegro Autor - Alexandre Bonafim Autor - Amador Ribeiro Neto Autora - Ana Rüsche Autora - Annita Costa Malufe Autor - Carlos Manes Autora - Cláudia Freaga Autor - Cleberton Santos Autor - Daniel Bueno Autor - Danilo Monteiro Autor - Delmo Montenegro Autor - Diego Vinhas Autora - Elisa Andrade Buzzo Autora - Estrela Ruiz Leminsky Autor - Fábio Andrade Autor - Fábio Rocha Autor - Flávio Corrêa de Melo Autor - Henrique Marques Samyn Autor - Igor Fagundes Autor - Inaldo Cavalcante Autora - Joana Maria Guimarães Autor - José Inácio Vieira de Melo Autora - Kátia Borges Autora - Lígia Dabul Autor - Luis Maffei Autor - Luiz Felipe Leprevost Autor - Marcelo Sandmann Autor - Marco Vasques Autor - Marcus Vinícius Rodrigues Autor - Maurício Chamarelli Gutierriz Autora - Micheliny Verunschk Autora - Mônica de Aquino Autora - Mônica Montone Autor - Omar Salomão Autor - Paulo Scott Autor - Paulo Vieira Autor - Ricardo Domeneck Autor - Ricardo Jacomo Autor - Roberto S. Kahlmeyer-Mertens Autor - Rodrigo Petrônio Autora - Simone Homem de Mello Autora - Vanessa Buffone Autora - Viviane de Santana Paulo Seleção e Prefácio - Marco Lucchesi Autor - Eduardo Sterzi Autor - Leonardo Martinelli
Outros livros da Coleção Roteiro da Poesia Brasileira:
- Raízes - Seleção e prefácio de Ivan Teixeira- Arcadismo - Seleção e prefácio de Domício Proença Filho- Romantismo - Seleção e prefácio de Antonio Carlos Secchin- Parnasianismo - Seleção e prefácio de Sânzio de Azevedo- Simbolismo - Seleção e prefácio de Lauro Junkes- Pré-modernismo - Seleção e prefácio de Alexei Bueno- Modernismo - Seleção e prefácio Walnice Nogueira Galvão- Anos 30 - Seleção e prefácio de Ivan Junqueira- Anos 40 - Seleção e prefácio de Luciano Rosa- Anos 50 - Seleção e prefácio de André Seffrin- Anos 60 - Seleção e prefácio de Pedro Lyra- Anos 70 - Seleção e prefácio de Affonso Henriques Neto- Anos 80 - Seleção e prefácio de Ricardo Vieira Lima- Anos 90 - Seleção e prefácio de Paulo Ferraz- Anos 2000 - Seleção e prefácio Marco Lucchesi
http://www.globaleditora.com.br/Loader.aspx?ucontrol=bWVudUhvbWUsZmljaGFsaXZybw==&livroID=7548
EM TODAS AS LIVRARIAS DO BRASIL OU NO SITE DA EDITORA GLOBAL!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
II Semana de Literatura e Arte
O COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ RIBEIRO PAMPONET, através dos professores da Área de Linguagens, na cidade de Baixa Grande - BA, realiza a II Semana de Literatura e Arte nos dias 21, 22 e 23 de outubro, com exposições, palestras, recitais, musicais e outros eventos.
O poeta e professor CLEBERTON SANTOS fará a palestra do dia 22, com o tema “O papel da literatura na contemporaneidade”.
A Semana estará homenageando o escritor baixagrandense Outran Borges.
Prof. Rejane Magalhães Miranda Rios
Coordenadora do Evento
terça-feira, 6 de outubro de 2009
AGENDA 2010 DA EDITORA ESCRITURAS
AGENDA 2010
Agenda de 2010, Brasil retratos poéticos, pela Editora Escrituras, São Paulo, com fotos de Mauricio Simonetti e Rogério Reis, poemas de Raimundo Gadelha, e minibiografias e fragmentos poéticos que homenageiam e divulgam os mais talentosos poetas da Bahia, entre eles Cleberton Santos, Antonio Brasileiro, Aleilton Fonseca, Adriano Eysen, Roberval Pereyr, Damário Dacruz, Ruy Espinheira Filho, Affonso Manta, Idmar Boaventura, Sandro Ornellas, Castro Alves, Maria da Conceição Paranhos, Florisvaldo Mattos, Adelmo Oliveira, Kátia Borges e alguns outros.
Organização e seleção de José Inácio Vieira de Melo.
Valor: R$ 25,00
Cleberton dos Santos
Tel: (75) 9117-6433
Ótimo presente para final de ano!
EM BREVE... LANÇAMENTO EM FEIRA DE SANTANA E EM VÁRIAS CIDADES DA BAHIA...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
CÂMARA BAHIANA DO LIVRO
BOLETIM DE ATIVIDADES OUTUBRO 2009
BIENAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO
A Câmara Bahiana do Livro, em parceria com a Secult-BA, Fundo de Cultura, LDM, Viapress e editoras baianas, participou da última edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, promovida pelo SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros, de 10 a 20 de setembro deste ano, através de estande próprio. Expomos mais de 4.500 exemplares, com cerca de 1.400 títulos, de editoras e autores baianos. Vendemos livros locais no varejo e no atacado, fechando negócios com livrarias e bibliotecas. A participação, no âmbito institucional, foi inédita, e serviu como marca do novo paradigma de atuação da Câmara Bahiana do Livro: trabalhar em prol da cadeia produtiva profissional do livro na Bahia.
FUNDO PRÓ-LEITURA
Durante a XIV Bienal do Livro no Rio de Janeiro, entidades da cadeia produtiva do livro assinaram acordo onde estabelecem contribuição de parte do faturamento do setor para o desenvolvimento das políticas de livro e de leitura no País como retribuição à desoneração dos impostos agraciada pelo governo em 2004.
Essa contribuição representará aproximadamente 60 milhões de reais que retornarão para a economia do livro em forma de projetos e programas para fomento do livro e da leitura para fazer do Brasil um país de leitores.
O acordo foi firmado com as entidades representativas do setor: Associação Brasileira dos Editores de Livros, a Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional de Editores de Livros, a Associação Brasileira de Difusão de Livros, Associação Nacional de Livrarias, Liga Brasileira de Editores, Associação Brasileira de Editoras Universitárias, Câmara Rio Grandense do Livro, Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, Câmara Mineira do Livro, Câmara Amazonense do Livro e Leitura, Câmara do Livro do Distrito Federal, Câmara Bahiana do Livro, Sindilivros Ceará e Diretoria do Livro, Leitura e Literatura/SAI/MinC.
A Câmara Bahiana do Livro participou das negociações, ao lado das outras entidades regionais do livro, através de seu presidente, Aurélio Schommer. A foto com o momento da assinatura do acordo histórico pode ser conferida no link http://blogs.cultura.gov.br/pro-leitura/, onde também poderá ser acompanhada a tramitação do acordo no Congresso Nacional, sob a forma de Projeto de Lei.
1ª FEIRA DO LIVRO DO SALVADOR NO ORÇAMENTO
O Prefeito João Henrique garantiu a inclusão da Primeira Feira do Livro do Salvador no orçamento do Município para 2010. A Feira, com estrutura climatizada de última geração fornecida pela ST Estruturas, será realizada no Campo Grande, de 21 de abril a 02 de maio do próximo ano. Resultado da parceria entre a Câmara Bahiana do Livro e Fundação Gregório de Matos, o evento promete superar em público e área de exposição qualquer outra iniciativa do gênero em nosso estado já realizada.
Aproveitamos para agradecer o empenho da Fundação Gregório de Matos, através de seu Presidente Antonio Lins, e da brilhante gestora Ilna Baptista, que compreenderam a importância de dotar a cidade de uma feira de livro realizada por baianos, com valorização da produção local.
CAMPANHA DE FILIAÇÃO
Desde o início da nova gestão da Câmara Bahiana, em abril, mais que dobramos o número de filiados. Ainda estamos em campanha para filiar todas as editoras, livrarias, distribuidoras e gráficas de livro do estado, além de seguirmos aceitando a filiação de autores. Pedimos aos interessados que enviem e-mail para aurelioschommer@gmail.com, ou c.vilarinho@yahoo.com.br, solicitando sua filiação. Há muito trabalho a fazer e precisamos da participação e do compromisso de todos.
LEI DO LIVRO A CAMINHO
Após longo período de políticas públicas errantes e descontínuas no que diz respeito ao livro e à leitura, o Governo do Estado parece ter despertado para a necessidade de fortalecer a cadeia produtiva do livro na Bahia. Tudo começou com o Edital de Apoio à Edição, no final do ano passado. Apesar de repetir velhos equívocos, como patrocinar impressões sem viabilidade de distribuição, foi um primeiro passo. Esperamos que o segundo Edital venha mais aperfeiçoado e esteja de fato voltado à produção editorial viável. Depois veio o convite à Câmara Bahiana para participar da curadoria da Bienal da Bahia, com o que conquistamos alguns espaços importantes para debatermos o aperfeiçoamento daquele evento, sempre muito criticado por nossos filiados. Em seguida, a publicação no Diário Oficial do Estado da convocação da Câmara Bahiana para participar como titular no Grupo de Trabalho para a Lei do Livro e elaboração das políticas públicas para o livro e leitura. O GT do Livro já começou a funcionar e estamos esperando ansiosamente o momento de apresentarmos nossas propostas. Para tanto, pedimos a contribuição de todos os filiados, com sugestões que venham enriquecer esta histórica e fundamental participação da entidade representativa da cadeia produtiva do livro na elaboração da legislação relativa à produção literária na Bahia. Por fim, vale destacar o apoio do Estado à nossa participação na Bienal do Rio e a promessa de mais apoio para participarmos de eventos semelhantes no próximo ano em Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba.
Para um primeiro ano de relações profícuas, avançamos muito. Porém, há ainda um longo caminho a percorrer até chegarmos a um efetivo renascimento da indústria editorial baiana.
POSSE BAIANA NA ABEU
No último dia 11 de setembro, a Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) passou a ter nova diretoria, cuja presidente é a diretora da Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), filiada à Câmara Bahiana do Livro, Flavia Garcia Rosa. A cerimônia de posse foi realizada na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, com a presença do presidente da Câmara Bahiana do Livro, Aurélio Schommer, quando a equipe assumiu a gestão da Associação para o período 2009-2011.Depois de ter passado os dois últimos anos como vice-presidente, Flávia Garcia Rosa volta à presidência da Associação (função que já exerceu no período de 2003 a 2005). Graduada em Comunicação, mestre em Ciências da Informação e doutoranda em Comunicação (Cultura e Sociedade), Flávia Rosa dirige a EDUFBA desde 1998.Em seu discurso de posse, Flávia Garcia Rosa agradeceu aos companheiros de editoras universitárias, à equipe da gestão cessante e aos parceiros da nova jornada. Relembrando o fato de acompanhar o movimento dos editores há mais de 26 anos – ações que contribuíram para a criação da ABEU há 22 anos –, Flávia se disse mais preparada para gerir a trajetória em prol do coletivo: com mais maturidade, conhecimento, experiência em pesquisas na área e comprometimento com os princípios que defende. A nova presidente se referiu à necessidade de capacitar o quadro técnico-administrativo, de consolidar parcerias e de se fazer uma vasta pesquisa interna, mantendo como base uma proposta de trabalho que privilegia os associados, independentemente de dimensão e região.“Temos planos, projetos e o grande desejo de que nossas associadas, com o nosso apoio, cumpram cada vez mais com a missão de dialogar com a sociedade através da disseminação da produção científica, acadêmica e artística das universidades, inseridas no contexto das tecnologias de informação e comunicação que tornaram o mundo ‘menor’, ligado através de redes, de acesso instantâneo e em busca do acesso livre”, afirmou Flávia.
Aurélio Schommer
Câmara Bahiana do Livro - CBaL
Presidente
71-91928073 - 71-32353763
domingo, 27 de setembro de 2009
"POÉTICA" NA RÁDIO IFBA

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Estreia “Poética” na Rádio IFBA
A partir desta quinta-feira, 24 de setembro, às 14h30, a programação da Rádio IFBA vai contar com o “Poética”, novo programa que será apresentado pelo poeta, músico e professor do IFBA, campus Camaçari, Wesley Barbosa Correia.
O programa “Poética” é mensal e vai ao ar, sempre, às 14h30, na quarta semana do mês. Com meia hora de duração, o programa tem como objetivo “criar uma outra via de divulgação da poesia, uma vez que o mercado editorial é fechado”, argumenta Wesley Correia.
O convidado do primeiro programa é o poeta sergipano, Cleberton Santos, que falou um pouco do seu trabalho e declamou algumas das suas poesias - dentre elas, “Calçada Ribeirinha”, poesia com a qual ganhou o prêmio “Wally Salomão” da academia de Letras de Jequié, Bahia. “A poesia é a faxineira que faxina a poeira do mundo, e liberta o mundo para a beleza que existe escondida debaixo dessa poeira”, afirmou Cleberton Santos.
Mini Biografia - Cleberton dos Santos nasceu em Propriá, Sergipe, e atualmente vive em Feira de Santana, Bahia, onde é professor de Literatura Brasileira e Teoria Literária na Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS. Em 2002, venceu o prêmio escritor universitário Alceu Amoroso lima, da Academia Brasileira de Letras do Rio de Janeiro. Entre os seus livros publicados estão “Lucidez Silenciosa”, 2005, “Ópera Urbana”, 2000, além de outras antologias poéticas. Em 2007, recebeu o prêmio Wally Salomão da Academia de Letras de Jequié, Bahia.
Wesley Barbosa Correia nasceu em Cruz das Almas, Bahia, é poeta, músico e escritor consagrado. Escreveu, "Pausa para um Beijo e Outros Poemas", livro de poesias inspiradas em fatos marcantes da vida do poeta.
http://radioifbasalvador.blogspot.com/2009/09/estreia-poetica-na-radio-ifba.html
sábado, 19 de setembro de 2009
VIVA A III GINCAMÁTICA!
A GINCAMÁTICA foi muito mais do que mera atividade de tarefas escolares. Foi uma aula de cidadania. Foi um momento único de interação lúdica e criativa entre todos os segmentos da comunidade escolar. Momento de diálogo entre a escola e seu bairro.
Todos interessados na aprendizagem dos conhecimentos matemáticos. Mas também na socialização dos estudantes. Nas atividades em grupo. Nas noções de companheirismo e respeito ao próximo. A prática viva da diversidade cultural.
Os professores empolgados com as atividades. Alguns professores engajados na condição de padrinhos das equipes. Outros envolvidos nos bastidores do evento. Outros na animação e coordenação das atividades. Todos envolvidos. Ou pelo menos, quase todos.
Som, imagens, músicas, números, cores, palavras, gestos... Um verdadeiro mosaico da cultura escolar. Tudo para participar da III GINCAMÁTICA no Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho, nos dias 18 e 19 de setembro de 2009.
É isso. Eventos como esse contribuem para a diminuição da evasão escolar, para o fortalecimento das nossas escolas públicas, para a formação de cidadãos mais atuantes e criativos, para o revigoramento do ânimo científico e cultural dos professores, para o estabelecimento de novas parcerias no ambiente escolar e, principalmente, para o aperfeiçoamento matemático dos futuros profissionais da sociedade brasileira.
Esperamos pela próxima. Desejamos que a GINCAMÁTICA tenha vida longa e saudável. Parabéns aos idealizadores e executores desse maravilhoso projeto.
Cleberton dos Santos
19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
VINICIUS DE MORAES
(Vinicius de Moraes)
Resta acima de tudo / Essa capacidade de ternura / Essa intimidade perfeita com o silêncio / Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo / Perdoai! Eles não têm culpa de ter nascido / Resta esse antigo respeito pela noite / Esse falar baixo / Essa mão que tateia antes de ter / Esse medo de ferir tocando / Essa forte mão de homem / Cheia de mansidão para com tudo que existe / Resta essa imobilidade / Essa economia de gestos / Essa inércia cada vez maior diante do infinito / Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível / Essa irredutível recusa à poesia não vivida / Resta essa comunhão com os sons / Esse sentimento da matéria em repouso / Essa angústia da simultaneidade do tempo / Essa lenta decomposição poética em busca de uma só vida, uma só morte / Um só Vinicius / Resta esse coração queimando como um círio / Numa catedral em ruínas / Essa tristeza diante do cotidiano / Ou essa súbita alegria / Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória / Resta essa vontade de chorar diante da beleza / Essa cólera cega em face da injustiça e do mal entendido / Essa imensa piedade de si mesmo / Essa imensa piedade de sua inútil poesia / E sua força inútil / Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhando de pequenos absurdos / Essa tola capacidade de rir à toa / Esse ridículo desejo de ser útil / Essa coragem de comprometer-se sem necessidade / Resta essa distração, essa disponibilidade / Essa vagueza de quem sabe que tudo já foi / Como será, como virá a ser / E ao mesmo tempo esse desejo de servir / Essa contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje / Resta essa faculdade incoercível de sonhar, de transfigurar a realidade / Dentro dessa incapacidade de aceitá-la tal como é / Essa visão ampla dos acontecimentos / E essa impressionante e desnecessária paciência / E essa memória anterior de mundos inexistentes / E esse heroísmo extático / E essa pequenina luz indecifrável / Há que às vezes os poetas tomam de esperança / Resta essa obstinação em não fugir do labirinto / Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente / E essa coragem indizível diante do grande medo / E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva / Resta esse desejo de sentir-se igual a todos / De refletir-se olhares sem curiosidade e sem história / Resta essa pobreza intrínseca / E esse orgulho / Essa vaidade de não querer ser príncipe senão do seu reino / Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento / Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável / Resta esse eterno morrer na cruz dos seus braços / E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado / Resta esse diálogo cotidiano com a morte / Esse fascínio pelo momento a vir / Quando emocionada ela virá me abrir a porta, como uma velha amante / Sem saber que é a minha mais nova namorada.
(Disco Vinicius 90 anos. Cd 1. Som livre. Produzido por Gilda Mattoso, s/d.)
MOMENTO SUBLIME
XVII FESTA DE VAQUEIROS E FAZENDEIROS DE RIACHÃO DO JACUÍPE 2009
Um belo momento da cultura sertaneja. Parabéns ao povo da região. Eis aí alguns momentos do desfile.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
I Conferência Municipal de Cultura de Feira de Santana
Participei da I Conferência Municipal de Cultura de Feira de Santana, no Maestro Miro, juntamente com outros vários artistas, produtores, gestores, pesquisadores, militantes e demais agentes da cultura municipal.
Devemos ficar de olho nos próximos passos desta conferência.
Devemos acompanhar as decisões da Secretaria Municipal de Cultura.
De olho aberto.
A cultura é nosso bem maior.segunda-feira, 14 de setembro de 2009
VESTIBULAR UESC: OBRAS LITERÁRIAS
O Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), divulgou a relação de obras literárias recomendadas para serem aplicadas no concurso Vestibular no triênio 2010 -2012. São elas: DIAS, Gonçalves. I Juca Pirama. Rio de Janeiro, Ed. Martin Claret, 2002. ASSIS, Machado de. Papéis avulsos. Rio de Janeiro, Ed. Martin Claret, 2006. BARRETO, Lima. Recordações do escrivão Isaias Caminha. São Paulo, Ática, 1998. ANDRADE, Mário de. Amar, verbo intransitivo. São Paulo, Ed. Vila Rica, 1995. MATTOS, Cyro de. (Org). O conto em 25 baianos. Ilhéus, Editus, 2000. ROSA, Guimarães. Primeiras histórias. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2005. SANT´ANNA, Sérgio. Senhorita Simpson. São Paulo, Cia das Letras, 1989.Entre as obras elencadas acima, duas são de Domínio Público: "I Juca Pirama" de Gonçalves Dias, e "Papéis Avulsos" de Machado de Assis. Elas podem ser baixadas e impressas livremente. Clique aqui e veja sugestões de portais para realização de download das obras.
http://www.uesc.br/noticias/?acao=exibir&cod_noticia=1699
VESTIBULAR UESC: OBRAS LITERÁRIAS
O Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), divulgou a relação de obras literárias recomendadas para serem aplicadas no concurso Vestibular no triênio 2010 -2012. São elas: DIAS, Gonçalves. I Juca Pirama. Rio de Janeiro, Ed. Martin Claret, 2002. ASSIS, Machado de. Papéis avulsos. Rio de Janeiro, Ed. Martin Claret, 2006. BARRETO, Lima. Recordações do escrivão Isaias Caminha. São Paulo, Ática, 1998. ANDRADE, Mário de. Amar, verbo intransitivo. São Paulo, Ed. Vila Rica, 1995. MATTOS, Cyro de. (Org). O conto em 25 baianos. Ilhéus, Editus, 2000. ROSA, Guimarães. Primeiras histórias. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2005. SANT´ANNA, Sérgio. Senhorita Simpson. São Paulo, Cia das Letras, 1989.Entre as obras elencadas acima, duas são de Domínio Público: "I Juca Pirama" de Gonçalves Dias, e "Papéis Avulsos" de Machado de Assis. Elas podem ser baixadas e impressas livremente. Clique aqui e veja sugestões de portais para realização de download das obras.
http://www.uesc.br/noticias/?acao=exibir&cod_noticia=1699




