segunda-feira, 25 de maio de 2020

PÁSSAROS



Pássaros

Todo poema tem que ter pássaros.
Por isso acordo e abro a janela do meu dia...
Vejo pássaros que revoam entre o azul do céu
e a janela do meu quarto.
São tantos os pássaros que revoam
indiferentes ao meu tédio matinal...
Nada sabem os distraídos pássaros
sobre minhas tristezas ou alegrias...
Riscam e rabiscam as folhas brancas das nuvens
aglomeradas sobre a janela do meu quintal...
De cá, preso em terra vã, entre paredes enclausurado,
invejo aqueles pássaros que brincam nas cores da manhã...
Livres e leves,
tão leves que são (quase) brisas...
Os pássaros matinais são mais que pássaros para enfeitar poemas.
Estes pássaros alimentam meu sonho
nesta eterna manhã de Abril...

Feira de Santana, manhã de Abril de 2020.
Cleberton Santos

domingo, 10 de maio de 2020

MÃE

Fotógrafo Ricardo Prado


Mãe
para Helena, Zuleide e Marli...

Como pode a língua portuguesa
Ser tão mirabolante...
Fez caber na pequena palavra Mãe
O sentimento do mundo mais gigante...

Da palavra Mãe emana toda sabedoria...
Ainda hoje lembro os conselhos
Que ela me dava,
Fosse noite ou fosse dia...

Mãe é a palavra mais doce da nossa vida...
Quando estamos tristes
Ela nos traz uma taça de alegria...
Quando estamos na tormenta
Somente com seu abraço ela nos alivia...

Mãe é a nossa eterna e mais sincera amiga,
cada Mãe tem sempre uma palavra certa,
mesmo que seja dura ou carinhosa,
para dizer a todo instante da nossa vida...

Mãe, palavra que resume
Amor, esperança, gratidão e tantas coisas boas...
Não conheço outra palavra mais linda
para tatuar em nosso coração.

Amor por toda a vida
Só pode ser de Mãe...
Esse é infinito e atemporal
Quanto mais o filho cresce
Mais a Mãe se torna Amor total...

Cleberton Santos
Feira de Santana, 10/05/2020.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

DIA MUNDIAL DO LIVRO




Hoje, 23 de abril, comemoramos o Dia Mundial do Livro.  É uma data escolhida pela UNESCO para celebrar o livro, incentivar a leitura, homenagear autores e refletir sobre seus direitos legais. Este instrumento tão poderoso e mágico marca toda a história da humanidade. A religião, a ciência, a cultura, a arte e a política. Toda forma de conhecimento humano vive e sobrevive através das páginas dos livros. Livros físicos, livros digitais, livros em todos os formatos possíveis alimentam todos os dias as ideias, fantasias, aprendizagens e conquistas de milhões de pessoas pelo mundo. O livro também esteve presente por toda a minha vida. Hoje, na condição de leitor, poeta, estudante e professor continuo encontrando nos livros as grandes referências para compreender melhor a nossa condição humana. Então, celebremos os livros e sigamos o conselho do poeta Castro Alves:

Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!


WESLEY CORREIA - laboratório de incertezas

Novo livro do poeta Wesley Correia, lançado em 12/03/2020. 


Corpo morto de meu pai

Sobre o corpo morto de meu pai,
os muitos lapsos desintegraram
e toda consciência se elevou diáfana,
na tarde de um domingo sem fim.

E tão imorredouro era o corpo sem vida,
tão farto o sangue na carne insepulta,
que nem o fluxo do soro estancava
(pouco convencido das veias jazidas),
nem a bexiga morta deixava de mijar.

E tão esfuziante era o corpo morto
na rubra intimidade a apodrecer,
que as paixões mais assombrosas do mundo
desejaram ali se abrigar:
suplantado estava o indefinível hiato político,
também o preço do gás,
o vigor dos verbos guardados,
o ranger das portas, o cão mudo com fome,
também as provas de amor,
também toda lágrima e todo riso,
também qualquer presságio
ou sintomas de beleza distante
ou qualquer “como vai?”
a fulgurar na manhã vulgar.

Somente a humanidade incauta
que exalou do corpo morto de meu pai
é o que é para sempre.



Afinar o fôlego das palavras

Retendo o “fôlego das palavras”, segue nosso poeta Wesley Correia pelas estradas intensas da alma. Habitante de abismos, sabe que não está sozinho. Existencial e social, sua poesia mescla os anseios e revoltas do nosso tempo histórico e das vertigens de cada leitor. Seu instrumento poético está sempre (re)afinado pelo diapasão de um Deus negro que habita em todos nós. Sentir e pensar cada verso para além de sua própria voz, eis o convite, e assim encontrar nossas vozes que ressoam em cada incerteza poética disfarçada de conselho:

Se queiram bem,
minhas filhas,
para que vosso bem
quebrante o espírito
de quem não o tem. 

Cleberton Santos
Texto para divulgação do livro.  

sábado, 18 de abril de 2020

CARLOS BONDOSO


UM CANTO DE PÁSSARO

abraço um rio onde os barcos se encontram
e se tocam
estão num porto vazio
uns olhos que choram
e que alimentam as vagas que se vão quebrar
de súbito um canto de pássaro
desperta no meu olhar suspenso
fios de ouro e golfinhos cor de prata
que navegam para sul onde o mar se estende
e o invisível se esconde
é neste porto de liberdade que o silêncio se mistura
com as formas indefiníveis do poeta
que galga as margens
e marca as ausências

Carlos Bondoso (Portugal)
Poema extraído do Facebook do autor. Recitei durante uma live de poesia no Instagram com Adriano Eysen (15/04/2020). @poetacleberton


Instagram literário - Aperitivo Poético

Podem me seguir pelo Instagram
@poetacleberton

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

INFÂNCIA

INFÂNCIA

No umbigo do mundo
escondi meu cavalo de barro.

No umbigo do mundo
escondi minha bola de gude.

No umbigo do mundo
a criança escondida
brinca de se esconder
do outro lado das coisas
vestindo palavras espumas.

Rua Franklin Freire, bairro Brasília, Propriá - SE. Talvez com 5 anos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

ASSOMBROS DO POENTE de Adriano Eysen



Há em teus olhos o poente da infância,
tudo é memória em teus cabelos grisalhos.
Tudo vem desses pulmões de brisa, orvalho e fragrância.


sexta-feira, 31 de maio de 2019

Artepoesia

Arte de Maércia Santos

sexta-feira, 17 de maio de 2019

GEORGIO RIOS



VENTO

Ainda não aprendi a inventar o vento
sei voar em silêncio
as asas me crescem
quando menos preciso

Sei ser este pássaro secreto
que rasga os ares
e olhar o chão sem desprezo
sem o medo

Sei
apenas correr como o tempo
que não para, nem pretende
parar

Georgio Rios
Modus Operandi, Itabuna: Editora Via Litterarum, 2010.

Nascido em 1981, na cidade de Riachão do Jacuípe, BA, onde vive atualmente. Graduado em Letras com espanhol pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Publicou uma coletânea de poemas em parceria com Paulo André e Thiago Lins, Só sobreviventes (Tulle, 2008). Em 2010, publicou o livro Modus operandi, um sucesso entre os leitores e a crítica literária brasileira. O autor jucuipense tem ainda poemas na revista eletrônica verbo 21 e em vários jornais e antologias literárias.

APERITIVO POÉTICO – Rádio Globo 90.5 FM Feira de Santana, no Papo de Sábado com PONDÉ, todo sábado 12 hs. 11/05/2019



quarta-feira, 24 de abril de 2019

OLAVO BILAC

APERITIVO POÉTICO

Para meus alunos e alunas das turmas de 2 ano dos cursos de Informática e Eletromecânica do IFBA campus Santo Amaro da Purificação / BA. Poesia de todos os estilos e épocas.

XXXI

Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...

Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...

Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:

E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera.

OLAVO BILAC



@APERITIVOPOETICO
INSTAGRAM

sábado, 20 de abril de 2019

NÉLIO ROSA


RESIGNAÇÃO

Tenho a clara impressão
de que nunca escaparei das pessoas:
as que odeio,
as que amo,
as outras.

Restam em mim
(como uma crosta):
sinais,
cicatrizes,
idiossincrasias.

Mesmo que me ignorem,
mesmo que a cabeça teime
com a sua razão inconsútil,
mesmo que me esqueçam,
eu não esqueço ninguém.

Caminho sempre
entre muitas diferentes sombras
e a paisagem não tem cura.

Nélio Rosa
O terno do meu avô e outros poemas. Feira de Santana, 2005.

APERITIVO POÉTICO – Rádio Globo 90.5 FM (Feira de Santana), no Papo de Sábado com Pondé, todo sábado, 20/04/2019, 12 hs.




sábado, 13 de abril de 2019

ANNE CERQUEIRA

Poema

Me invade uma felicidade calma
 - vinda daquela chuva –
que o nome pelo qual me chamam
já nem parece meu.

(Um deus a refletir no meu rosto
minha alma reecontrada).

E se não faço uma canção
tão suave quanto o céu – ao sol posto - ,
que me baste a intenção toda azulada.

Anne Cerqueira
Nascida em Feira de Santana. Anne Cerqueira é formada em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Atua na área de jornalismo (TV Subaé) e tem textos literários publicados em várias antologias, revistas e jornais. Nos anos 90, foi incluída pelo escritor Assis Brasil, na coletânea nacional A Poesia Baiana do Século XX.

APERITIVO POÉTICO – Rádio Globo 90.5 FM (Feira de Santana), no Papo de Sábado com Pondé, todo sábado, 13/04/2019, 12 hs.


sábado, 30 de março de 2019

ROBERVAL PEREYR



Trajeto

Vou pelos becos do meu país
e descubro que sou do mesmo sangue
dos inconvidados.

Os governos me marginalizam,
a paisagem suja meu semblante
de fuligem
                        e fraude.

Dou adeus às damas iludidas,
aos vagabundos tristes, à loteria
e desato em duzentas gargalhadas.

Roberval Pereyr
Do livro Amálgama, 2004.
  
Nascido em 1953, na cidade de Antonio Cardoso / BA, Roberval Pereyr é poeta, professor aposentado da Universidade Estadual de Feira de Santana e co-fundador da Revista Hera. Vencedor de vários concursos literários, a exemplo do Prêmio da Academia de Letras da Bahia (2011) e do 2º Prêmio Brasília de Literatura. Tem poemas publicados em antologias nacionais e estrangeiras e mais de 10 livros publicados. Autor também de ensaios literários.


APERITIVO POÉTICO – Rádio Globo 90.5 FM (Feira de Santana), no Papo de Sábado com Pondé, todo sábado, 30/03/2019, 12 hs.





domingo, 24 de março de 2019

JOÃO VANDERLEI DE MORAES FILHO



Concerto marginal para meninices

Um ferreirinha engaiolado
anunciava a presença de meu avô
chegado do sertão.

Pelo corredor comprido,
corria o cheiro pilado de café,
matando minha gula
com toda poesia e tempo
que pendulava
                             coisas ao vento.

Pelo mesmo corredor,
pedras debruçadas me livravam velozes
das certezas da noite...

Subitamente, solfeja o ferreirinha libertário,
e lembrança de outras coisas
se nutrem do menino descalço,
sem Matriz definida.

João Vanderlei de Moraes Filho

Poeta, Professor, Gestor Cultural com experiência no poder público e terceiro setor, educador e poeta. Graduou-se em Letras Vernáculas / Literatura Brasileira pelo Instituto de Letras da UFBA (2003). Mestre e doutorando em Cultura e Sociedade pelo Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade do Instituto de Humanidade Artes e Ciências Milton Santos da UFBA. Pesquisador em formação do CULT (Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura) onde investiga enlaces entre cultura e desenvolvimento no campo das políticas culturais para promoção e acesso ao livro e leitura no espaço cultural latino-americano, em especial Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México. Fundou, em 2005, a Casa de Barro Cultura Arte Educação, em Cachoeira, onde coordena o Caruru dos Sete Poetas: Recital com gostinho de dendê. Publicou:  Pedra Retorcida – Prêmio Braskem de Cultura e Arte / Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 2004 (www.pedraretorcida.blogspot.com); Portuário – Edição Especial para o X Festival Internacional de Poesia de Cartagena de Índias – Portuário Atelier Editorial, Coleção Oju Aiye v. 01, Edição Bilíngue. Trad. John Galan Casanova, Cartagena, 2006; Em nome dos raios – Expressão Editora, Fortaleza, 2009. (www.emnomedosraios.blogspot.com); Ainda o mar – Portuário Atelier Editorial, Buenos Aires, 2011. (www.aindaomar.blogspot.com).


APERITIVO POÉTICO – Rádio Globo 90.5 FM (Feira de Santana), no Papo de Sábado com Pondé, todo sábado 12 hs.



quinta-feira, 21 de março de 2019

RAFAEL RODRIGUES: o cronista



A literatura e seus efeitos
Um livro pode causar as mais diversas sensações em uma pessoa. Inclusive sensação nenhuma. Mas não vale a pena falar desse caso.
Um livro pode, inclusive, mudar a vida de uma pessoa. Fazer com que ela veja de uma maneira mais clara as coisas ao seu redor. Pode fazer com que uma pessoa aprenda mais sobre si mesma e encontre finalmente o seu caminho. Ou pode, e muitas vezes é bom que isso aconteça, fazer com que alguém perca completamente seu rumo e repense toda a sua vida até ali. Um livro pode fazê-la perceber quão incompleta fora sua trajetória até o instante em que finalizou a leitura daquela obra.
(Não, não estou exagerando. Não são devaneios. Tudo isso é possível e já aconteceu com muita gente. Eu que o diga.)
O escritor argentino César Aira disse, em uma das mesas da Flip de 2007, não exatamente com as palavras a seguir, que não aconselha ninguém a se aproximar da literatura. Muito pelo contrário: ele gostaria que as pessoas se afastassem dos livros, da literatura, porque ela, a literatura, faz com que o homem mergulhe em si mesmo e se torne um ser solitário, recluso, e até mesmo triste, melancólico.
Quando ouvi a declaração de Aira, fiquei incomodado. A literatura, para mim, é justamente o contrário disso. O ato de ler, no caso. Porque quando você lê uma obra, você quer comentar com alguém sobre ela, tendo gostado dela ou não. O fazer literatura, concordo, provoca mesmo tudo aquilo em um escritor ou escritora.
Ouvi a declaração de Aira e pensei em mim. A literatura me fez acordar, me fez descobrir o que realmente quero para a minha vida. A literatura me deu bons amigos, me deu vontades e ambições.
Depois da mesa, que também contou com o brasileiro Silviano Santiago, houve uma sessão de autógrafos. Munido de um exemplar de As noites de Flores, aboletei-me na fila. Quando chegou a minha vez, eu disse para o Aira, gaguejando e tentando ser o mais simpático e bem-humorado possível, que a literatura me fez sair da Bahia e ir a Paraty, e agora estava ali, pedindo um autógrafo a ele.
Aira sorriu, agradeceu, e não lembro se disse que só queria provocar um pouco a plateia. Acho que não, mas é bom lembrar desse jeito.


Rafael Rodrigues é escritor, copidesque e resenhista. Nasceu em 1983, em Feira de Santana, Bahia, onde vive. Tem resenhas, artigos e contos publicados em diversos veículos, como as revistas  Brasileiros e Conhecimento Prático Literatura, o Suplemento Literário de Minas GeraisSuplemento PernambucoRevista da Cultura e o jornal Rascunho. É autor dos livros “O escritor premiado e outros contos” (Multifoco, 2011) e “Mais um para a sua estante” (Casa Impressora de Almería, 2017, crônicas). Participou das antologias “O livro branco – 19 contos inspirados em músicas dos Beatles + bonus track” (Record, 2012) e “Tardes com anões” (Vento Leste, 2011, minicontos). Atualmente, mantém o blog Paliativos, edita a revista eletrônica de contos Outros Ares e eventualmente escreve para o site Huffington Post Brasil.

quinta-feira, 14 de março de 2019

RICARDO NONATO


ORÁCULO (16.07.18)

Entre poetas não há enganos.
Sobre o que escrevem
É consenso o segredo.

Sobre o passado
Dirão apenas
Que o presente é preguiçoso
E incomoda o futuro.

Os poetas sabem dividir medos
E possuem estratégias para acalmar
E a incerteza das descobertas.

Sabem chorar, mas esquecem
Nuvens carregadas de chuva
Bem fundo no coração.

Entre poetas não há enganos
Impossível fingir
Palavras novas.

Ricardo Nonato é professor de Literatura, pesquisador, artista visual e editor do periódico Círculo Poético de Xique-Xique, desde 2011. Em 2016 criou o selo de arte Casa de Vento, através do qual vem editando seus livros e outras aventuras. Publicou artesanalmente pela Casa de Vento “Cântico de Quitéria” (2017), com xilogravuras do autor e “Beleza Oculta” (2018).

quinta-feira, 7 de março de 2019

CECÍLIA MEIRELES


MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Cecília Meireles
http://academia.org.br/artigos/inedito-de-cecilia-meireles

terça-feira, 5 de março de 2019

JOVINA SOUZA



MAIS UM CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA

“O amor não está” esse é o título do próximo livro da professora, escritora e critica literária Jovina Souza, a publicação poética traz a chancela da Editora Òmnira e que tem assessoria capitaneada pelo jornalista, editor e escritor Roberto Leal, que já apresenta ao público leitor o segundo título do Selo Editorial nesse ano de 2019, com promessa de muita literatura negra elevando essa caminhada de luta e de resistência cultural.
“O amor não está? Como assim? Tudo no mundo capitalista anuncia o amor: o amor erótico, o amor fraterno, o amor maternal, o amor filial, o amor paternal. E, como não podia deixar de ser, o amor maior, que é o amor de Deus. A primeira visão do livro pode ser apocalíptica. Ao leitor que, entretanto, se debruce sobre a lírica denunciante da poeta que tem vida e veias militantes conceberá que a crítica ao ideal do amor, não nascido, mas alimentado pelo capitalismo não elimina os afetos necessários para a vida que se vive aqui entre sangue pedras, lamas e sementes” (da apresentação).
Após o Carnaval você pode já reservar o seu exemplar pelo telefone (71) 98723-3364 direto com a autora Jovina Souza, com quem você leitor pode também interagir segundo as suas obras anteriores “Agdá” e no “Caminho das Estações”.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Capa arte: Moustafa Assem