Por Rogério Salgado*
Com a precisão de quem une técnica e emoção com profissionalismo e competência, Sérgio Bernardo em “Asfalto” ((Selo Off Flip Editora Ltda) sabe da pedra e do coração. Com versos simples e entendíveis (raridade na maioria dos poetas atuais, que quanto mais incompreendidos, melhores são considerados) escreve possivelmente não só o que vive, mas o que vivemos cotidianamente. (...)
Leia comentário completo no blog: Suíte das Letras, clicando direto no link abaixo.
http://suitedasletras.arteblog.com.br/498071/Asfalto-a-poesia-verdadeiramente-sincera-de-Sergio-Bernardo/
Cleberton Santos (14/05/1979, Propriá/SE) é poeta e professor do IFBA campus Santo Amaro. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS. Publicou os livros “Ópera urbana” (2000), “Lucidez silenciosa” ( 2005) “Cantares de roda” (2011), “Aromas de fêmea” (2013), "Estante Viva” (2013 ) e "Travessia de abismos" (2015). Vencedor do Prêmio Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima da Academia Brasileira de Letras (2002). Este blog é dedicado à divulgação da Literatura e outras Artes.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
II FESTA LITERÁRIA DE MARECHAL DEODORO – 7 A 11 DE SETEMBRO
II FESTA LITERÁRIA DE MARECHAL DEODORO – 7 A 11 DE SETEMBRO
http://flimar.blogspot.com/
DESPEDIDA: a viagem continua
DESPEDIDA: a viagem continua
Aos colegas do Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho
CLEBERTON DOS SANTOS
Cheguei no dia 10 de abril de 2007. Meu barco vinha de outros mares nunca dantes navegados pelos habitantes desta terra-escola. Primeiro foi o estranhamento. Depois a revolta de ambos os lados. A revolta dos nativos diante dos sonhos do invasor. A revolta do invasor diante da realidade dos nativos. Grandes revoltas revoltosas. Mágoas. Silêncios. Falares truncados. Desentendimentos. Um ano passou com muitos desencontros e esperanças. Então nasceu a flor da solidariedade, do entendimento, da comunhão. O invasor, talvez eu, transformou-se em “colega”, “amigo”, “professor”, e outras tantas palavras de luz e compaixão. A terra inóspita, agora era acolhedora e confiável. Os nativos eram meus irmãos. A realidade era suportável. Mas nunca esqueci meus sonhos. Nunca esqueci meus mares outrora navegados. Alimentava em meu coração a certeza de que estava de passagem. Mas nunca seria passageiro. Deixaria minha marca, minha luz, meu ser impregnado na vida desta terra. Na vida deste povo. Também fui indelevelmente marcado pela alma dos irmãos nativos. Humanos sempre humanos meus semelhantes. Luzes que brilham mesmo em abismos de escuridão. Ventos frescos em temperaturas extremas. Educadores. Estou partindo, hoje dia 05 de maio de 2011. Preparei meu barco, as velas brancas, os remos reconstruídos. O vento voltou a soprar. As águas estão boas para novas navegações. Tempo aberto. Sonhos renovados. Agora carrego saudades. Quatro anos e muitas experiências. Sorrisos, raivas. Alegrias, desespero. Conflitos, pazes. Tudo e todos sempre com muitas estórias. Encontros e desencontros. Estou partindo para novas terras. Nova jornada. Mas sempre voltarei. E quando possível mandarei chamar os amigos para perto de mim. Tomaremos taças de vinho. Ouviremos poesia. E lembraremos juntos dos momentos felizes. Dos tristes também. A vida tem muitas faces. Duas estradas, vários caminhos. Pelas mesmas águas que partimos podemos voltar. Importante é sempre deixar frutos nas árvores, água no pote e amigos de braços abertos. PAZ E SAÚDE PARA TODOS. AXÉ.
Feira de Santana, 05 de maio de 2011.
clebertonpoeta@yahoo.com.br
Aos colegas do Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho
CLEBERTON DOS SANTOS
Cheguei no dia 10 de abril de 2007. Meu barco vinha de outros mares nunca dantes navegados pelos habitantes desta terra-escola. Primeiro foi o estranhamento. Depois a revolta de ambos os lados. A revolta dos nativos diante dos sonhos do invasor. A revolta do invasor diante da realidade dos nativos. Grandes revoltas revoltosas. Mágoas. Silêncios. Falares truncados. Desentendimentos. Um ano passou com muitos desencontros e esperanças. Então nasceu a flor da solidariedade, do entendimento, da comunhão. O invasor, talvez eu, transformou-se em “colega”, “amigo”, “professor”, e outras tantas palavras de luz e compaixão. A terra inóspita, agora era acolhedora e confiável. Os nativos eram meus irmãos. A realidade era suportável. Mas nunca esqueci meus sonhos. Nunca esqueci meus mares outrora navegados. Alimentava em meu coração a certeza de que estava de passagem. Mas nunca seria passageiro. Deixaria minha marca, minha luz, meu ser impregnado na vida desta terra. Na vida deste povo. Também fui indelevelmente marcado pela alma dos irmãos nativos. Humanos sempre humanos meus semelhantes. Luzes que brilham mesmo em abismos de escuridão. Ventos frescos em temperaturas extremas. Educadores. Estou partindo, hoje dia 05 de maio de 2011. Preparei meu barco, as velas brancas, os remos reconstruídos. O vento voltou a soprar. As águas estão boas para novas navegações. Tempo aberto. Sonhos renovados. Agora carrego saudades. Quatro anos e muitas experiências. Sorrisos, raivas. Alegrias, desespero. Conflitos, pazes. Tudo e todos sempre com muitas estórias. Encontros e desencontros. Estou partindo para novas terras. Nova jornada. Mas sempre voltarei. E quando possível mandarei chamar os amigos para perto de mim. Tomaremos taças de vinho. Ouviremos poesia. E lembraremos juntos dos momentos felizes. Dos tristes também. A vida tem muitas faces. Duas estradas, vários caminhos. Pelas mesmas águas que partimos podemos voltar. Importante é sempre deixar frutos nas árvores, água no pote e amigos de braços abertos. PAZ E SAÚDE PARA TODOS. AXÉ.
Feira de Santana, 05 de maio de 2011.
clebertonpoeta@yahoo.com.br
JOÃO DE MORAES FILHO
VIAGEM À ORDEM DE HORIZ
Ao confrade Cleberton Santos
Uma casa esturricada
enfeita caminhos erguidos
na secura da terra, mãe
da vida quando socorrida
da sede que racha sertão
e toda pedra atirada.
Aquela casa ia sozinha,
vitoriosa; tangia-nos
vestindo o caminho do sol
arrancado de nós. Estrada,
assim ia, nas tardes, nas tardes.
João Vanderlei de Moraes Júnior / JOÃO DE MORAES FILHO (nascido em Salvador e filho de Cachoeira, recôncavo baiano - 21/03/1977), ex-Secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira, professor, poeta e gestor cultural, graduado em letras pelo ILUFBA e mestrando em Cultura e Sociedade/Instituto de Humanidade Artes e Ciências/Centro de Estudos Multidisciplinar em Cultura/UFBA, onde desenvolve pesquisa no campo das políticas culturais para o acesso ao livro e promoção leitura na América Latina. Fundou em 2005, na cidade de Cachoeira, a Casa de Barro Cultura Arte Educação, onde coordenou o Programa Oju Aiye de Promoção da Leitura, no qual se inseriam os projetos Caruru dos Sete Poetas: recital com gostinho de dendê, as Oficinas de Investigação e Criação Literária Poesia Ouvida, Dedinho de prosa e cadinho de memória, além das Edições Oju Aiye e o Projeto de Intercâmbio Lítero-cultural Bahia Caribe Colombiano em parceria com o Taller Siembra que realiza o Festival Internacional de Poesia de Cartagena, na Colômbia, do qual foi representante no Brasil entre os anos de 2006 a 2010. Publicou Pedra Retorcida: Fundação Casa de Jorge Amado / Prêmio Braskem de Cultura e Arte 2004; Portuário: Casa de Barro Edições, 2006 e Em nome dos raios: Expressão Editora, 2009; UNO – Tríade para encantamentos (PRELO). Participa das antologias Murilizai-vos: 100 anos do poeta Murilo Mendes, Edufba 2001; Concerto Lírico a Quinze Vozes, Aboio Livre 2004, e XXI poetas de hoje em diante, Letras Contemporâneas 2009.
Ao confrade Cleberton Santos
Uma casa esturricada
enfeita caminhos erguidos
na secura da terra, mãe
da vida quando socorrida
da sede que racha sertão
e toda pedra atirada.
Aquela casa ia sozinha,
vitoriosa; tangia-nos
vestindo o caminho do sol
arrancado de nós. Estrada,
assim ia, nas tardes, nas tardes.
João Vanderlei de Moraes Júnior / JOÃO DE MORAES FILHO (nascido em Salvador e filho de Cachoeira, recôncavo baiano - 21/03/1977), ex-Secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira, professor, poeta e gestor cultural, graduado em letras pelo ILUFBA e mestrando em Cultura e Sociedade/Instituto de Humanidade Artes e Ciências/Centro de Estudos Multidisciplinar em Cultura/UFBA, onde desenvolve pesquisa no campo das políticas culturais para o acesso ao livro e promoção leitura na América Latina. Fundou em 2005, na cidade de Cachoeira, a Casa de Barro Cultura Arte Educação, onde coordenou o Programa Oju Aiye de Promoção da Leitura, no qual se inseriam os projetos Caruru dos Sete Poetas: recital com gostinho de dendê, as Oficinas de Investigação e Criação Literária Poesia Ouvida, Dedinho de prosa e cadinho de memória, além das Edições Oju Aiye e o Projeto de Intercâmbio Lítero-cultural Bahia Caribe Colombiano em parceria com o Taller Siembra que realiza o Festival Internacional de Poesia de Cartagena, na Colômbia, do qual foi representante no Brasil entre os anos de 2006 a 2010. Publicou Pedra Retorcida: Fundação Casa de Jorge Amado / Prêmio Braskem de Cultura e Arte 2004; Portuário: Casa de Barro Edições, 2006 e Em nome dos raios: Expressão Editora, 2009; UNO – Tríade para encantamentos (PRELO). Participa das antologias Murilizai-vos: 100 anos do poeta Murilo Mendes, Edufba 2001; Concerto Lírico a Quinze Vozes, Aboio Livre 2004, e XXI poetas de hoje em diante, Letras Contemporâneas 2009.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Asfalto: a poesia verdadeiramente sincera de Sérgio Bernardo
Asfalto: a poesia verdadeiramente sincera de Sérgio Bernardo
Por Rogério Salgado*
Com a precisão de quem une técnica e emoção com profissionalismo e competência, Sérgio Bernardo em “Asfalto” ((Selo Off Flip Editora Ltda) sabe da pedra e do coração. Com versos simples e entendíveis (raridade na maioria dos poetas atuais, que quanto mais incompreendidos, melhores são considerados) escreve possivelmente não só o que vive, mas o que vivemos cotidianamente.
Leia comentário completo no blog: Suíte das Letras, clicando direto no link abaixo.
http://suitedasletras.arteblog.com.br/498071/Asfalto-a-poesia-verdadeiramente-sincera-de-Sergio-Bernardo/
Por Rogério Salgado*
Com a precisão de quem une técnica e emoção com profissionalismo e competência, Sérgio Bernardo em “Asfalto” ((Selo Off Flip Editora Ltda) sabe da pedra e do coração. Com versos simples e entendíveis (raridade na maioria dos poetas atuais, que quanto mais incompreendidos, melhores são considerados) escreve possivelmente não só o que vive, mas o que vivemos cotidianamente.
Leia comentário completo no blog: Suíte das Letras, clicando direto no link abaixo.
http://suitedasletras.arteblog.com.br/498071/Asfalto-a-poesia-verdadeiramente-sincera-de-Sergio-Bernardo/
Projeto Uma Prosa Sobre Versos
entre todos os projetos que eu já estive na minha carreira literária, este é um dos melhores. mais bem organizado. um público formidável. uma noite inesquecível na vida dos escritores que lá estiveram.
parabéns ao povo de Maracás...
Projeto Uma Prosa Sobre Versos
Convidamos para o Projeto Uma Prosa Sobre Versos, com os poetas Elder Oliveira e João de Moraes Filho.
Momento musical com Elder Oliveira e recitais com os grupos Concriz e Renascer.
Sua presentça será muito importante para nós.
Coordenação: Edmar Vieira e Equipe
Prefeitura Municipal de Maracás - BA
parabéns ao povo de Maracás...
Projeto Uma Prosa Sobre Versos
Convidamos para o Projeto Uma Prosa Sobre Versos, com os poetas Elder Oliveira e João de Moraes Filho.
Momento musical com Elder Oliveira e recitais com os grupos Concriz e Renascer.
Sua presentça será muito importante para nós.
Coordenação: Edmar Vieira e Equipe
Prefeitura Municipal de Maracás - BA
terça-feira, 3 de maio de 2011
CAVALEIRO DE FOGO
JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO: ODORES E CORES DE SEU "ROSEIRAL"
Por Wender Montenegro
A poesia está viva e ainda conserva seu cheiro de flores! Digo isso a propósito do livro Roseiral, do poeta alagoano, radicado na Bahia, José Inácio Vieira de Melo, publicado pela Escrituras Editora - SP, em 2010.
Roseiral é um grito. Um grito de brasa, um acerto de contas com um tempo passado e opressor, uma “intensa rebelião contra os valores arcaicos do mundo patriarcal que massacram o indivíduo”, conforme as palavras de Astrid Cabral na orelha do livro.
A obra está dividida em cinco seções. Na primeira delas, A idade da pedra, vemos contido um símbolo para a infância do mundo, do homem e do poeta. E já no poema de abertura, Transmutação, JIVM lança sua pedra fundamental na cabeça de Deus, tornado aqui metáfora para um patriarcalismo exacerbado; este sim, alvo exato das pedras do poeta.
Quando o autor de A terceira romaria nos leva à infância, é com mestria que o faz. Assim, os versos iniciais do poema Fuga nos dão a medida do seu manejo com as palavras. Ele diz “As crianças galopam goiabeiras, / sentem o gosto da paisagem de êxtase.”
Da seção Roseiral pode-se ver “a beleza vermelha do sangue na flor”. A rosa passa a ser, então, o símbolo desse conjunto de poemas: a rosa flor, a rosa cor, a rosa mulher, a rosa mística; embora no poema A rosa viva, que transcrevemos aqui, por seu elevado lirismo, ainda continue incrustado o símbolo da pedra:
Estas rosas que vês em mim são brasas.
Por isso, muito cuidado ao tocar
em suas pedras – pétalas sagradas.
Minhas palavras ardem a forjar
estas flores que canto por prazer
e que dão febre e fazem delirar.
Meu coração é mesmo a rosa viva.
Por isso, muito carinho ao pegar
suas pétalas – pedras tão aflitas.
Desta roseira, destacamos ainda outros sonetos e poemas de igual envergadura e valor lírico-metafórico, como é o caso de Rosa Mística, Pintura Rupestre e Dança das Rosas.
Em Odisseia, terceira parte do livro, JIVM rende bela homenagem ao nosso ilustre poeta Gerardo Mello Mourão, ao dedicar ao vate cearense o poema Invenção da Poesia. Esse poema, que parece ser o grande adeus de José Inácio a um tempo conservador que lhe impungiu feridas e golpes amargos, começa com a partida do poeta: “Pele vestida, distribuída e refeita, / Parto para o princípio do labirinto”. Ao final, temos a justificativa para essa partida/mudança, quando o eu-lírico afirma “que a peripécia não é chegar, / que o coração só tem um fim: / ao som do coro das sereias / cantar o ciclo da origem.”
Percebemos aqui, uma grande busca do poeta pela origem, mesmo sem bússola, sem timoneiro a lhe guiar. Assim é que, vemos ao longo de Odisseia, trechos como esses: “Perambulo sem ter rumo certo: / Estrangeiro, de mim tão disperso”, ou quando afirma que “Antes dos nomes das coisas, / os dedos do poeta buscam / as pistas deixadas pelo eu / na viagem feroz, brusca / e sem roteiro.” Ou ainda quando diz, no poema Fronteiras: “Perdido sem lua nem uivo, / Para mim só tem um caminho: / Riscar esporas no vazio.”
Na seção A calçada dos meus quinze anos, o poeta nos faz ouvir um grito típico de rebeldia adolescente; e aí, José Inácio pede a proteção de Walt Whitman, que lhe empresta a epígrafe: “Solto meu grito bárbaro sobre os telhados do mundo”.
Esse grito de Inácio está presente no poema Soluço, em que o autor de A infância do Centauro diz: “E este soluço que saiu da casa do medo / está cheio de coragem”. Importante é perceber que mesmo ao gritar sob as queimaduras de sua realidade, a voz do poeta sai cheia de lirismo, como podemos ver no poema Vingança, onde ele afirma: “Eu vou me vestir de índio para tirar teu escalpo / e vou dançar ao redor da fogueira dos tempos, / e no caldeirão dos meus prazeres / cozinharei tua carne morena.”
Desta seção, destacamos o poema Abandono, onde o poeta mais uma vez deixa o cheiro de seu lirismo peculiar: “E mais uma vez subo ao telhado da infância / e com os passarinhos vou aprendendo / a ser o voo dentro da paisagem.”
Também merece destaque o poema Cântico dos Cânticos, em que o poeta dialoga com Salomão e seus cantares, mas reforça a dose de erotismo tão vicejante ao longo deste jardim de rosas escarlates. Assim, lemos os versos: “Das tuas nádegas tão montanhosas / o horizonte é mais macio e a minha linguagem / saboreia o mel do fel que trazes.”
Saímos do Roseiral após a leitura de sua última seção, A casa dos meus quarenta anos, cujo poema de título homônimo, nos sugere a ideia de um caminho novo trilhado a partir do momento presente.
E hoje, quando o poeta descansa/ressona à sombra das quatro décadas de sua existência, nessa casa em cujos cômodos largos “habitam uma enorme solidão / e muitas vontades de vida”, ele parece dialogar com seus fantasmas, ao som da litania dos sapos e grilos e rãs e bacuraus. Um diálogo travado nos quartos da casa/vida de José Inácio, e que só pára quando “uma multidão de ventos vem assobiar dentro dela”, penetrando-a através de suas “janelas azuis abertas para o azul”. Só então, no branco caiado do dia, quando “tudo que é bicho se cala”, o poeta pode, enfim, enterrar suas ilusões e “se lançar em outros abismos, nos caminhos que o futuro guarda”, como bem escreveu Eliana Mara Chiossi, no posfácio deste Roseiral.
Wender Montenegro é poeta e ensaísta. Publicou o livro de poemas Arestas (2008). Artigo publicado no blog Poemas de Wender Montenegro, em 14 de abril de 2011.
Publicado no blog http://www.jivmcavaleirodefogo.blogspot.com/
Por Wender Montenegro
A poesia está viva e ainda conserva seu cheiro de flores! Digo isso a propósito do livro Roseiral, do poeta alagoano, radicado na Bahia, José Inácio Vieira de Melo, publicado pela Escrituras Editora - SP, em 2010.
Roseiral é um grito. Um grito de brasa, um acerto de contas com um tempo passado e opressor, uma “intensa rebelião contra os valores arcaicos do mundo patriarcal que massacram o indivíduo”, conforme as palavras de Astrid Cabral na orelha do livro.
A obra está dividida em cinco seções. Na primeira delas, A idade da pedra, vemos contido um símbolo para a infância do mundo, do homem e do poeta. E já no poema de abertura, Transmutação, JIVM lança sua pedra fundamental na cabeça de Deus, tornado aqui metáfora para um patriarcalismo exacerbado; este sim, alvo exato das pedras do poeta.
Quando o autor de A terceira romaria nos leva à infância, é com mestria que o faz. Assim, os versos iniciais do poema Fuga nos dão a medida do seu manejo com as palavras. Ele diz “As crianças galopam goiabeiras, / sentem o gosto da paisagem de êxtase.”
Da seção Roseiral pode-se ver “a beleza vermelha do sangue na flor”. A rosa passa a ser, então, o símbolo desse conjunto de poemas: a rosa flor, a rosa cor, a rosa mulher, a rosa mística; embora no poema A rosa viva, que transcrevemos aqui, por seu elevado lirismo, ainda continue incrustado o símbolo da pedra:
Estas rosas que vês em mim são brasas.
Por isso, muito cuidado ao tocar
em suas pedras – pétalas sagradas.
Minhas palavras ardem a forjar
estas flores que canto por prazer
e que dão febre e fazem delirar.
Meu coração é mesmo a rosa viva.
Por isso, muito carinho ao pegar
suas pétalas – pedras tão aflitas.
Desta roseira, destacamos ainda outros sonetos e poemas de igual envergadura e valor lírico-metafórico, como é o caso de Rosa Mística, Pintura Rupestre e Dança das Rosas.
Em Odisseia, terceira parte do livro, JIVM rende bela homenagem ao nosso ilustre poeta Gerardo Mello Mourão, ao dedicar ao vate cearense o poema Invenção da Poesia. Esse poema, que parece ser o grande adeus de José Inácio a um tempo conservador que lhe impungiu feridas e golpes amargos, começa com a partida do poeta: “Pele vestida, distribuída e refeita, / Parto para o princípio do labirinto”. Ao final, temos a justificativa para essa partida/mudança, quando o eu-lírico afirma “que a peripécia não é chegar, / que o coração só tem um fim: / ao som do coro das sereias / cantar o ciclo da origem.”
Percebemos aqui, uma grande busca do poeta pela origem, mesmo sem bússola, sem timoneiro a lhe guiar. Assim é que, vemos ao longo de Odisseia, trechos como esses: “Perambulo sem ter rumo certo: / Estrangeiro, de mim tão disperso”, ou quando afirma que “Antes dos nomes das coisas, / os dedos do poeta buscam / as pistas deixadas pelo eu / na viagem feroz, brusca / e sem roteiro.” Ou ainda quando diz, no poema Fronteiras: “Perdido sem lua nem uivo, / Para mim só tem um caminho: / Riscar esporas no vazio.”
Na seção A calçada dos meus quinze anos, o poeta nos faz ouvir um grito típico de rebeldia adolescente; e aí, José Inácio pede a proteção de Walt Whitman, que lhe empresta a epígrafe: “Solto meu grito bárbaro sobre os telhados do mundo”.
Esse grito de Inácio está presente no poema Soluço, em que o autor de A infância do Centauro diz: “E este soluço que saiu da casa do medo / está cheio de coragem”. Importante é perceber que mesmo ao gritar sob as queimaduras de sua realidade, a voz do poeta sai cheia de lirismo, como podemos ver no poema Vingança, onde ele afirma: “Eu vou me vestir de índio para tirar teu escalpo / e vou dançar ao redor da fogueira dos tempos, / e no caldeirão dos meus prazeres / cozinharei tua carne morena.”
Desta seção, destacamos o poema Abandono, onde o poeta mais uma vez deixa o cheiro de seu lirismo peculiar: “E mais uma vez subo ao telhado da infância / e com os passarinhos vou aprendendo / a ser o voo dentro da paisagem.”
Também merece destaque o poema Cântico dos Cânticos, em que o poeta dialoga com Salomão e seus cantares, mas reforça a dose de erotismo tão vicejante ao longo deste jardim de rosas escarlates. Assim, lemos os versos: “Das tuas nádegas tão montanhosas / o horizonte é mais macio e a minha linguagem / saboreia o mel do fel que trazes.”
Saímos do Roseiral após a leitura de sua última seção, A casa dos meus quarenta anos, cujo poema de título homônimo, nos sugere a ideia de um caminho novo trilhado a partir do momento presente.
E hoje, quando o poeta descansa/ressona à sombra das quatro décadas de sua existência, nessa casa em cujos cômodos largos “habitam uma enorme solidão / e muitas vontades de vida”, ele parece dialogar com seus fantasmas, ao som da litania dos sapos e grilos e rãs e bacuraus. Um diálogo travado nos quartos da casa/vida de José Inácio, e que só pára quando “uma multidão de ventos vem assobiar dentro dela”, penetrando-a através de suas “janelas azuis abertas para o azul”. Só então, no branco caiado do dia, quando “tudo que é bicho se cala”, o poeta pode, enfim, enterrar suas ilusões e “se lançar em outros abismos, nos caminhos que o futuro guarda”, como bem escreveu Eliana Mara Chiossi, no posfácio deste Roseiral.
Wender Montenegro é poeta e ensaísta. Publicou o livro de poemas Arestas (2008). Artigo publicado no blog Poemas de Wender Montenegro, em 14 de abril de 2011.
Publicado no blog http://www.jivmcavaleirodefogo.blogspot.com/
terça-feira, 26 de abril de 2011
POESIA BOLIVIANA
Sergio Gareca Rodriguez
AGUJERO AZUL
La noche se está encendiendo
mientras mi vida se apaga
Mis ojos observan
ese agujero gigante y azul
Poema publicado no livro Historias a La Luna (2004)
AGUJERO AZUL
La noche se está encendiendo
mientras mi vida se apaga
Mis ojos observan
ese agujero gigante y azul
Poema publicado no livro Historias a La Luna (2004)
POESIA BOLIVIANA
Nesta coluna, intitulada POESIA BOLIVIANA, indicarei aos leitores nomes da poesia boliviana de todos os tempos. Principalmente de poetas contemporâneos. Vamos juntos mergulhar nas metáforas em língua espanhola.
Sergio Gareca Rodriguez
Publicó Historias a la Luna (2004), Bostezo de serpiente infinita (2009), y transparencia de la sangre el 2010, forma parte del colectivo rostro asado, ha participado en varios festivales y n varias agrupaciones musicales.
Visitem o blog do poeta: http://sergiogarecadiablo.blogspot.com/
poema canção da amiga
CANÇÃO DA AMIGA
(para flauta doce)
Em teus lábios, amiga,
repousam sonhos disfarçados de euforia.
Em teus olhos, amiga,
naufragam poemas rupestres de dores oníricas.
Em teu corpo, amiga,
florescem lírios roxos em mar de volúpia.
Cleberton Santos
Publicado em "Cantares de Roda", 2011.
Publicado em "Cantares de Roda", 2011.
GUSTAVO TATIS GUERRA
Gustavo Tatis Guerra, Escritor colombiano. Periodista, poeta y ensayista. Nació en Sahagún (Córdoba) en 1961. Reside en Cartagena, donde se desempeña como redactor cultural del diario El Universal de esa ciudad. Ganó el Premio Nacional de Periodismo Simón Bolívar, en el área cultural, en 1992. Nominado en tres oportunidades a este mismo premio en 1993, 1995, 1997. Ha ganado en dos oportunidades el Gran Premio de Periodismo Distrital Antonio J. Olier, en Cartagena, 1991, 1993. Ganó en 2003 el Premio de Periodismo Álvaro Cepeda Samudio. Ha quedado finalista y ha ganado menciones de honor en varios concursos nacionales de cuento y poesía. Becado por el Ministerio de Cultura de Colombia, en el género de novela, en 1997. Poemas suyos han sido incluidos en diferentes antologías:
• Poetas en Abril, 1985
• Panorama Inédito de la Poesía Colombiana, 1986
• Panorama de la Poesía Colombiana, 1997
• Poemas al Padre, 1997
Ha publicado:
• “Conjuros del Navegante”, 1988
• “El Edén Encendido”, 1994
• “Con el perdón de los Pájaros”, 1996
• “La ciudad amurallada” (Crónicas de Cartagena de Indias)
• “Alejandro vino a salvar los peces”, Premio Nacional de Cuento Infantil Comfamiliar del Atlántico, 2002
• “Bailaré sobre las piedras incendiadas”, ensayo sobre Virginia Woolf, 2005.
• Poetas en Abril, 1985
• Panorama Inédito de la Poesía Colombiana, 1986
• Panorama de la Poesía Colombiana, 1997
• Poemas al Padre, 1997
Ha publicado:
• “Conjuros del Navegante”, 1988
• “El Edén Encendido”, 1994
• “Con el perdón de los Pájaros”, 1996
• “La ciudad amurallada” (Crónicas de Cartagena de Indias)
• “Alejandro vino a salvar los peces”, Premio Nacional de Cuento Infantil Comfamiliar del Atlántico, 2002
• “Bailaré sobre las piedras incendiadas”, ensayo sobre Virginia Woolf, 2005.
GUSTAVO TATIS GUERRA
Gustavo Tatis Guerra, Escritor colombiano. Periodista, poeta y ensayista. Nació en Sahagún (Córdoba) en 1961. Reside en Cartagena, donde se desempeña como redactor cultural del diario El Universal de esa ciudad. Ganó el Premio Nacional de Periodismo Simón Bolívar, en el área cultural, en 1992. Nominado en tres oportunidades a este mismo premio en 1993, 1995, 1997. Ha ganado en dos oportunidades el Gran Premio de Periodismo Distrital Antonio J. Olier, en Cartagena, 1991, 1993. Ganó en 2003 el Premio de Periodismo Álvaro Cepeda Samudio. Ha quedado finalista y ha ganado menciones de honor en varios concursos nacionales de cuento y poesía. Becado por el Ministerio de Cultura de Colombia, en el género de novela, en 1997. Poemas suyos han sido incluidos en diferentes antologías:
• Poetas en Abril, 1985
• Panorama Inédito de la Poesía Colombiana, 1986
• Panorama de la Poesía Colombiana, 1997
• Poemas al Padre, 1997
Ha publicado:
• “Conjuros del Navegante”, 1988
• “El Edén Encendido”, 1994
• “Con el perdón de los Pájaros”, 1996
• “La ciudad amurallada” (Crónicas de Cartagena de Indias)
• “Alejandro vino a salvar los peces”, Premio Nacional de Cuento Infantil Comfamiliar del Atlántico, 2002
• “Bailaré sobre las piedras incendiadas”, ensayo sobre Virginia Woolf, 2005.
• Poetas en Abril, 1985
• Panorama Inédito de la Poesía Colombiana, 1986
• Panorama de la Poesía Colombiana, 1997
• Poemas al Padre, 1997
Ha publicado:
• “Conjuros del Navegante”, 1988
• “El Edén Encendido”, 1994
• “Con el perdón de los Pájaros”, 1996
• “La ciudad amurallada” (Crónicas de Cartagena de Indias)
• “Alejandro vino a salvar los peces”, Premio Nacional de Cuento Infantil Comfamiliar del Atlántico, 2002
• “Bailaré sobre las piedras incendiadas”, ensayo sobre Virginia Woolf, 2005.
FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE CACHOEIRA 2011
A primeira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) está programada para o período de 16 a 21 de agosto deste ano. Os nomes dos autores participantes ainda não foram divulgados, mas são esperados ao todo 35 autores locais, nacionais e internacionais.
Os convidados participarão de palestras e mesas de debate na tenda climatizada e no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A Flica foi um dos 19 projetos baianos contemplados pelo edital Oi Futuro 2011, divulgado no dia 21 de março.
Palco da sétima edição do festival literário de Cachoeira. Crédito: Laiana Matos
A festa conta ainda com programação musical. De acordo com os organizadores do evento, serão apresentadas 15 atrações musicais (nomes ainda não informados), em um palco montado sobre o Rio Paraguaçu. De acordo com a produção, haverá uma grande variedade de gênero musical entre os artistas convidados.
O objetivo da Flica é promover e incentivar o debate literário na região e incluir na agenda turística e cultural do estado um conceito inédito de “festa literária”, além de possibilitar o crescimento do turismo da cidade.
A festa, que é aguardada por diversos amantes da literatura com ansiedade, segue uma tradição conhecida em Cachoeira através do Caruru dos Sete Poetas – Recital com gostinho de dendê, um evento que em analogia une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana, de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião.
Os convidados participarão de palestras e mesas de debate na tenda climatizada e no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A Flica foi um dos 19 projetos baianos contemplados pelo edital Oi Futuro 2011, divulgado no dia 21 de março.
Palco da sétima edição do festival literário de Cachoeira. Crédito: Laiana Matos
A festa conta ainda com programação musical. De acordo com os organizadores do evento, serão apresentadas 15 atrações musicais (nomes ainda não informados), em um palco montado sobre o Rio Paraguaçu. De acordo com a produção, haverá uma grande variedade de gênero musical entre os artistas convidados.
O objetivo da Flica é promover e incentivar o debate literário na região e incluir na agenda turística e cultural do estado um conceito inédito de “festa literária”, além de possibilitar o crescimento do turismo da cidade.
A festa, que é aguardada por diversos amantes da literatura com ansiedade, segue uma tradição conhecida em Cachoeira através do Caruru dos Sete Poetas – Recital com gostinho de dendê, um evento que em analogia une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana, de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião.
quarta-feira, 16 de março de 2011
CURSO DE EXTENSÃO UEFS
UEFS
CURSO DE EXTENSÃO
A LITERATURA BAIANA DO SÉCULO XX
PROF. CLEBERTON DOS SANTOS
DIAS: SEGUNDA E SEXTA
HORÁRIO: 13:30 – 15:30
CARGA HORÁRIA TOTAL: 60 HORAS
INSCRIÇÕES NA SALA DOS PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES
INÍCIO DAS AULAS: 14/03/2011
20 VAGAS
CURSO DE EXTENSÃO
A LITERATURA BAIANA DO SÉCULO XX
PROF. CLEBERTON DOS SANTOS
DIAS: SEGUNDA E SEXTA
HORÁRIO: 13:30 – 15:30
CARGA HORÁRIA TOTAL: 60 HORAS
INSCRIÇÕES NA SALA DOS PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES
INÍCIO DAS AULAS: 14/03/2011
20 VAGAS
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
REVISÃO TEXTUAL
REVISÃO TEXTUAL, AULAS DE PORTUGUÊS, REDAÇÃO E LITERATURA PARA VESTIBULARES E CONCURSOS PÚBLICOS.
ORIENTAÇÃO PARA PROJETOS DE ESPECIALIZAÇÃO E MESTRADO NA ÁREA DE LITERATURAS.
CONTATOS: (75) 9117-6433
ORIENTAÇÃO PARA PROJETOS DE ESPECIALIZAÇÃO E MESTRADO NA ÁREA DE LITERATURAS.
CONTATOS: (75) 9117-6433
SEBO CASTRO ALVES
SEBO CASTRO ALVES
Livros bem conservados. Quase novos. Atualizados. Bons e baratos. Professores e escritores têm desconto de 10%
Administrador: Cleberton dos Santos / Contatos: 9117-6433
Condomínio Aquarius Residende, 3450/15, na frente da UEFS.
TÍTULOS/AUTORES
A crítica literária no século XX. Jean-Yves Tadié. 100
Uma literatura nos trópicos. Silviano Santiago. 56
O sorriso do lagarto. João Ubaldo Ribeiro. 12
Agosto. Rubem Fonseca. 5
Poemas Reunidos. Antonio Brasileiro. 15
História da filosofia. Os pensadores. 15
O território da palavra. Edivaldo Boaventura.15
O povo brasileiro. Darcy Ribeiro. 50
O meio do mundo e outros contos. Antonio Carlos Viana. 20
Laços de família. Clarice Lispector. 20
Viva o povo brasileiro. João Ubaldo Ribeiro. 45
O tempo e a pedra. Reynaldo Valinho Alvarez. 15
A unidade primordial da lírica moderna. Roberval Pereyr. 20
A cidade e os sonhos. Ruy Espinheira Filho.15
Os escravos. Castro Alves. 15
Prosadores e poetas da Bahia. Claudio Veiga. 30
Memórias sentimentais de João Miramar. Oswald de Andrade. 30
Fraturas do texto: Machado de Assis. Rubens Alves Pereira. 30
Grande Sertão: veredas uma escritura biográfica. Evelina Hoisel. 20
“o português são dois...” Novas fronteiras, velhos problemas. Rosa Virgínia Mattos e Silva. 45
A sensualidade na poesia de Sosígenes Costa. Florisvaldo Mattos. 20
Da inutilidade da Poesia. Antonio Brasileiro. 30
O álbum do Museu Le Louvre. 50
Tumulto de amor e outros tumultos: Criação e Arte em Mário de Andrade. Ruy Espinheira Filho.
A faca pelo fio. Reynaldo Valinho Alvarez
Poesia brasileira hoje. Alexei Bueno
Terras do sem fim. Jorge Amado
Obra completa de Cruz e Sousa
A análise literária. Massaud Moisés
Poemas satíricos. Gregório de Matos
Conceito de literatura brasileira. Afrânio Coutinho
A outra voz. Octavio Paz
Gregório de Matos: o poeta renasce a cada ano. Fernando Rocha Peres
História da literatura brasileira. Luciana Stegagno-Pichio
História concisa da literatura brasileira. Alfredo Bosi
A literatura no brasil. Afrânio Coutinho
Ironia e humor na literatura. Lélia Parreira Duarte.
50 poemas escolhidos pelo autor. Antonio Carlos Secchin
Sentimento do mundo. Carlos Drummond de Andrade
Floração de imaginários: o romance baiano no século 20. Jorge de Souza Araujo
Moderna gramática portuguesa. Evanildo Bechara
OBS: TEMOS OUTROS LIVROS. PEÇA JÁ O SEU.
Livros bem conservados. Quase novos. Atualizados. Bons e baratos. Professores e escritores têm desconto de 10%
Administrador: Cleberton dos Santos / Contatos: 9117-6433
Condomínio Aquarius Residende, 3450/15, na frente da UEFS.
TÍTULOS/AUTORES
A crítica literária no século XX. Jean-Yves Tadié. 100
Uma literatura nos trópicos. Silviano Santiago. 56
O sorriso do lagarto. João Ubaldo Ribeiro. 12
Agosto. Rubem Fonseca. 5
Poemas Reunidos. Antonio Brasileiro. 15
História da filosofia. Os pensadores. 15
O território da palavra. Edivaldo Boaventura.15
O povo brasileiro. Darcy Ribeiro. 50
O meio do mundo e outros contos. Antonio Carlos Viana. 20
Laços de família. Clarice Lispector. 20
Viva o povo brasileiro. João Ubaldo Ribeiro. 45
O tempo e a pedra. Reynaldo Valinho Alvarez. 15
A unidade primordial da lírica moderna. Roberval Pereyr. 20
A cidade e os sonhos. Ruy Espinheira Filho.15
Os escravos. Castro Alves. 15
Prosadores e poetas da Bahia. Claudio Veiga. 30
Memórias sentimentais de João Miramar. Oswald de Andrade. 30
Fraturas do texto: Machado de Assis. Rubens Alves Pereira. 30
Grande Sertão: veredas uma escritura biográfica. Evelina Hoisel. 20
“o português são dois...” Novas fronteiras, velhos problemas. Rosa Virgínia Mattos e Silva. 45
A sensualidade na poesia de Sosígenes Costa. Florisvaldo Mattos. 20
Da inutilidade da Poesia. Antonio Brasileiro. 30
O álbum do Museu Le Louvre. 50
Tumulto de amor e outros tumultos: Criação e Arte em Mário de Andrade. Ruy Espinheira Filho.
A faca pelo fio. Reynaldo Valinho Alvarez
Poesia brasileira hoje. Alexei Bueno
Terras do sem fim. Jorge Amado
Obra completa de Cruz e Sousa
A análise literária. Massaud Moisés
Poemas satíricos. Gregório de Matos
Conceito de literatura brasileira. Afrânio Coutinho
A outra voz. Octavio Paz
Gregório de Matos: o poeta renasce a cada ano. Fernando Rocha Peres
História da literatura brasileira. Luciana Stegagno-Pichio
História concisa da literatura brasileira. Alfredo Bosi
A literatura no brasil. Afrânio Coutinho
Ironia e humor na literatura. Lélia Parreira Duarte.
50 poemas escolhidos pelo autor. Antonio Carlos Secchin
Sentimento do mundo. Carlos Drummond de Andrade
Floração de imaginários: o romance baiano no século 20. Jorge de Souza Araujo
Moderna gramática portuguesa. Evanildo Bechara
OBS: TEMOS OUTROS LIVROS. PEÇA JÁ O SEU.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A LEITORA MARA VIRGINIA
A riqueza de detalhes
Mara Virginia
O livro “A riqueza de detalhes” de Moacir Saraiva chegou em minhas mãos por intermédio do professor, poeta e crítico literário Cleberton Santos. Sua indicação soou como um ultimato: Leia. Mas fiquei muito agradecida, porque realmente foi prazeroso mergulhar nas 78 páginas da obra de Moacir e beber da fonte literária reunida nas 34 crônicas ali presentes, assim, simplesmente, como se bebe um gostoso café pela manhã.
Fiquei impressionada com “a riqueza de detalhes” apresentada na crônica de título homônimo à obra. Possuidor de uma linguagem simples, porém elaborada e original, viajei ao som musical de uma filarmônica imaginária, levada pelo poder da palavra que o escritor consegue transmitir ao seu leitor, criando imagens reais na “riqueza de detalhes”, desenhando cenários e vivendo estórias
Meus olhos percorreram as crônicas com avidez de quem busca nas entrelinhas a individualidade do seu autor e fiquei me perguntando: Quem é Moacir Saraiva? A curiosidade foi logo aguçada, li e reli a orelha da obra em busca de respostas, então, descobri que nasceu no estado do Piauí em 1957, mas mudou-se para a Bahia ainda muito jovem, residindo em Salvador e logo depois optando por morar em Valença. É diplomado em Letras (UCSAL) e especialista em Língua Portuguesa (USS –Rio de Janeiro), também é professor do IFBA há muitos anos. Essas peculiaridades da vida do autor mostraram-me como ele foi captando as histórias e as reescrevendo em um tom de graça, leveza e humor, o que faz com que o leitor que não está familiarizado com a escrita rebuscada e o padrão da língua venha compreender e se deliciar com a técnica narrativa da crônica.
Na obra “A Riqueza de detalhes”, Moacir brinca com as palavras, utilizando-se de recursos imagéticos que prendem a atenção do leitor, para isto, utiliza-se do coloquial contextualizado de forma pertinente ao dia-a-dia urbano das cidades, da sua gente, dos seus alunos, enfim, do povo brasileiro, a exemplo das crônicas: “Café que o diabo coou” (pág. 9); “Peraltices de alunos” (pág. 17) “O médico e o padre” (pág. 62); “O motorista e a educação” (pág. 65); entre outras tantas que tratam da vida humana. Algumas crônicas chamaram-me a atenção pelo nível de narração crítica e perspicaz na construção de um texto que leva-nos a refletir sobre vários problemas sociais e políticos, claramente presentes em “Os donos do mundo” (pág. 67) e “O profissional intruso” (pág. 73). Moacir também terce comentários e faz comparações utilizando-se de algumas das personagens mais famosas de autores renomados da nossa literatura, a exemplo de: Graciliano Ramos, Manuel Bandeira e Jorge Amado, além de citar nomes da literatura universal como Cervantes, demonstrando familiaridade e admiração por estes escritores.
Assim, a leitura prazerosa das crônicas de Moacir me levou a prestar atenção na “riqueza de detalhes” ao longo de toda narrativa, no ambiente descrito, na cidade de Valença, nas ruas, nas pessoas, sendo assim, os textos me levaram a refletir na proximidade da crônica com contadores de “causos”, portanto me fez ri, me fez chorar, me surpreendeu e preencheu lacunas na minha visão de leitora.
Mara Virginia Nunes Marcelino
Professora de Língua Portuguesa
Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho (CEGLVF)
Feira de Santana – Bahia – 2010
A riqueza de detalhes
Moacir Saraiva (Salvador: EGBA, 2009)
Mara Virginia
O livro “A riqueza de detalhes” de Moacir Saraiva chegou em minhas mãos por intermédio do professor, poeta e crítico literário Cleberton Santos. Sua indicação soou como um ultimato: Leia. Mas fiquei muito agradecida, porque realmente foi prazeroso mergulhar nas 78 páginas da obra de Moacir e beber da fonte literária reunida nas 34 crônicas ali presentes, assim, simplesmente, como se bebe um gostoso café pela manhã.
Fiquei impressionada com “a riqueza de detalhes” apresentada na crônica de título homônimo à obra. Possuidor de uma linguagem simples, porém elaborada e original, viajei ao som musical de uma filarmônica imaginária, levada pelo poder da palavra que o escritor consegue transmitir ao seu leitor, criando imagens reais na “riqueza de detalhes”, desenhando cenários e vivendo estórias
Meus olhos percorreram as crônicas com avidez de quem busca nas entrelinhas a individualidade do seu autor e fiquei me perguntando: Quem é Moacir Saraiva? A curiosidade foi logo aguçada, li e reli a orelha da obra em busca de respostas, então, descobri que nasceu no estado do Piauí em 1957, mas mudou-se para a Bahia ainda muito jovem, residindo em Salvador e logo depois optando por morar em Valença. É diplomado em Letras (UCSAL) e especialista em Língua Portuguesa (USS –Rio de Janeiro), também é professor do IFBA há muitos anos. Essas peculiaridades da vida do autor mostraram-me como ele foi captando as histórias e as reescrevendo em um tom de graça, leveza e humor, o que faz com que o leitor que não está familiarizado com a escrita rebuscada e o padrão da língua venha compreender e se deliciar com a técnica narrativa da crônica.
Na obra “A Riqueza de detalhes”, Moacir brinca com as palavras, utilizando-se de recursos imagéticos que prendem a atenção do leitor, para isto, utiliza-se do coloquial contextualizado de forma pertinente ao dia-a-dia urbano das cidades, da sua gente, dos seus alunos, enfim, do povo brasileiro, a exemplo das crônicas: “Café que o diabo coou” (pág. 9); “Peraltices de alunos” (pág. 17) “O médico e o padre” (pág. 62); “O motorista e a educação” (pág. 65); entre outras tantas que tratam da vida humana. Algumas crônicas chamaram-me a atenção pelo nível de narração crítica e perspicaz na construção de um texto que leva-nos a refletir sobre vários problemas sociais e políticos, claramente presentes em “Os donos do mundo” (pág. 67) e “O profissional intruso” (pág. 73). Moacir também terce comentários e faz comparações utilizando-se de algumas das personagens mais famosas de autores renomados da nossa literatura, a exemplo de: Graciliano Ramos, Manuel Bandeira e Jorge Amado, além de citar nomes da literatura universal como Cervantes, demonstrando familiaridade e admiração por estes escritores.
Assim, a leitura prazerosa das crônicas de Moacir me levou a prestar atenção na “riqueza de detalhes” ao longo de toda narrativa, no ambiente descrito, na cidade de Valença, nas ruas, nas pessoas, sendo assim, os textos me levaram a refletir na proximidade da crônica com contadores de “causos”, portanto me fez ri, me fez chorar, me surpreendeu e preencheu lacunas na minha visão de leitora.
Mara Virginia Nunes Marcelino
Professora de Língua Portuguesa
Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho (CEGLVF)
Feira de Santana – Bahia – 2010
A riqueza de detalhes
Moacir Saraiva (Salvador: EGBA, 2009)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
TOCANTINS
EU e minha Rosana nas águas do Tocantins. Outubro de 2010. Acompnhados pelos amigos Acácio e Sabrina. Maravilhoso passeio. Mágico encontro de amizades.
O MORMAÇO
Visitem o blog da professora e cientista social Sabrina Carvalho. Informações sobre Sociologia e outras disciplinas correlatas. Material muito atualizado. Vamos conferir!
http://omormaco.blogspot.com/
http://omormaco.blogspot.com/
terça-feira, 26 de outubro de 2010
RESENHAS & RESUMOS
ADORNO, Theodor W. “Discurso sobre lírica e sociedade”. Trad. Maria Cecília Londres e Heidrun Krieger Olinto. In: LIMA, Luiz Costa. Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975, p. 343-354.
A relação com o social não nos deve afastar de obra de arte, mas, ao contrário, inserir-nos mais profundamente nela. Pois bem: a mais simples reflexão basta para mostrar que este aprofundamento deve ser esperado. Pois o conteúdo de um poema não é apenas a expressão de emoções e experiências individuais. Mas estas não chegam nunca a ser artísticas a menos que consigam participação do geral por meio, precisamente, da especificação da essência de sua forma estética. (p. 343)
Mas a generalidade do conteúdo lírico é essencialmente social. Só entende o que diz o poema aquele que percebe na solidão do mesmo a voz da humanidade; e ainda: inclusive a própria solidão da palavra lírica está prefigurada pela sociedade individualista e atomística, do mesmo modo que, ao contrário, sua força compulsória geral vive da densidade de sua individuação. (p. 344)
No protesto contra ela, o poema exprime o sonho de um mundo no qual as coisas fossem de outro modo. A idiossincrasia do espírito lírico contra a prepotência das coisas é uma forma de reação à coisificação do mundo, ao domínio das mercadorias sobre os homens, domínio que se estende desde o começo da idade moderna, e que desde a revolução industrial, tornou-se a força dominante da vida. (p. 345)
As formações líricas mais elevadas são, por isso, aquelas em que o sujeito, sem resquício sequer de matéria pura, soa na linguagem até que a própria linguagem se torna perceptível. O autoesquecimento do sujeito que se entrega à língua como a algo objetivo e a imediatez e involuntariedade de sua expressão são o mesmo; assim a linguagem mediatiza intimamente a lírica e a sociedade. Por esta razão, a lírica se mostra profundamente social não quando imita a sociedade, não quando não comunica algo, mas sim quando o sujeito que consegue a expressão adequada entra em harmonia com a própria linguagem, ali onde a linguagem aspira por si e de si. (p. 347)
BENJAMIN, Walter. “Paris, capital do século XIX.” Trad. Maria Cecília Londres. In: LIMA, Luiz Costa. Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975, p. 306-316.
O interior é o lugar de refúgio da arte. O colecionador é o verdadeiro ocupante do interior. Ele transfigura os objetos para torná-los coisa sua. Seu papel é o de Sísifo: ao possuir as coisas deve despojá-las de seu caráter de mercadorias. Mas, em lugar de valor de uso, só lhes confere o valor de amor. O colecionador se imagina não só num mundo longínquo ou passado, mas, ao mesmo tempo, num mundo melhor, onde, sem dúvida, assim como no mundo de todos os dias, os homens não estão desprovidos do que utilizam, mas onde as coisas estão dispensadas da sobrecarga de serem úteis. (p. 311)
Cheio de melancolia, o gênio de Baudelaire é um gênio alegórico. Com Baudelaire, pela primeira vez, Paris torna-se objeto de poesia lírica. Esta poesia não é uma arte regional, mas antes o olhar do alegorista que toca a cidade, o olhar do estranho. (p.312)
A relação com o social não nos deve afastar de obra de arte, mas, ao contrário, inserir-nos mais profundamente nela. Pois bem: a mais simples reflexão basta para mostrar que este aprofundamento deve ser esperado. Pois o conteúdo de um poema não é apenas a expressão de emoções e experiências individuais. Mas estas não chegam nunca a ser artísticas a menos que consigam participação do geral por meio, precisamente, da especificação da essência de sua forma estética. (p. 343)
Mas a generalidade do conteúdo lírico é essencialmente social. Só entende o que diz o poema aquele que percebe na solidão do mesmo a voz da humanidade; e ainda: inclusive a própria solidão da palavra lírica está prefigurada pela sociedade individualista e atomística, do mesmo modo que, ao contrário, sua força compulsória geral vive da densidade de sua individuação. (p. 344)
No protesto contra ela, o poema exprime o sonho de um mundo no qual as coisas fossem de outro modo. A idiossincrasia do espírito lírico contra a prepotência das coisas é uma forma de reação à coisificação do mundo, ao domínio das mercadorias sobre os homens, domínio que se estende desde o começo da idade moderna, e que desde a revolução industrial, tornou-se a força dominante da vida. (p. 345)
As formações líricas mais elevadas são, por isso, aquelas em que o sujeito, sem resquício sequer de matéria pura, soa na linguagem até que a própria linguagem se torna perceptível. O autoesquecimento do sujeito que se entrega à língua como a algo objetivo e a imediatez e involuntariedade de sua expressão são o mesmo; assim a linguagem mediatiza intimamente a lírica e a sociedade. Por esta razão, a lírica se mostra profundamente social não quando imita a sociedade, não quando não comunica algo, mas sim quando o sujeito que consegue a expressão adequada entra em harmonia com a própria linguagem, ali onde a linguagem aspira por si e de si. (p. 347)
BENJAMIN, Walter. “Paris, capital do século XIX.” Trad. Maria Cecília Londres. In: LIMA, Luiz Costa. Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975, p. 306-316.
O interior é o lugar de refúgio da arte. O colecionador é o verdadeiro ocupante do interior. Ele transfigura os objetos para torná-los coisa sua. Seu papel é o de Sísifo: ao possuir as coisas deve despojá-las de seu caráter de mercadorias. Mas, em lugar de valor de uso, só lhes confere o valor de amor. O colecionador se imagina não só num mundo longínquo ou passado, mas, ao mesmo tempo, num mundo melhor, onde, sem dúvida, assim como no mundo de todos os dias, os homens não estão desprovidos do que utilizam, mas onde as coisas estão dispensadas da sobrecarga de serem úteis. (p. 311)
Cheio de melancolia, o gênio de Baudelaire é um gênio alegórico. Com Baudelaire, pela primeira vez, Paris torna-se objeto de poesia lírica. Esta poesia não é uma arte regional, mas antes o olhar do alegorista que toca a cidade, o olhar do estranho. (p.312)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
CONVITE
A comunidade de professores, alunos e funcionários do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho (Cidade Nova) convida você para participar do
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES, FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO.
EVENTO EM COMEMORAÇÃO AO
DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA
10 DE NOVEMBRO DE 2010
PROGRAMAÇÃO O DIA TODO.
Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES , FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO EM COMEMORAÇÃO O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
I - DO CONCURSO
Sendo a escola um espaço de criação, participação e interação entre as diferentes áreas, o Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho propõem o Concurso de desenho, cartazes, fotografia, paródias e dança afro em comemoração ao ” Dia da Consciência Negra”..
II - DO OBJETIVO
Valorizar a cultura, a importância e a história do negro na sociedade brasileira, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmações positivas dos valores culturais negros.
III - DOS PARTICIPANTES
Poderão participar do concurso todos os alunos regularmente matriculados no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
IV - DAS INSCRIÇÕES E TRABALHOS
Serão inscritos trabalhos inéditos, individuais ou por duplas para os desenhos cartazes e fotografias; em grupos de até 4 alunos para a paródia e dança Afro; produzidos por iniciativa do(s) aluno(s) ou sob a orientação do professor, com o tema: “ Consciência Negra”
No trabalho deverá constar:
Evento – O Dia da Consciência Negra
Local – Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho
Horário – a partir das 9 h
Data – 10 de novembro de 2010
Atividade cultural – desenho,cartaz,fotografia,paródia e dança afro
aluno(s), idade(s), série(s), turma(s),
O material a ser usado na execução deste trabalho é de inteira responsabilidade do CONCORRENTE (aluno). Os trabalhos deverão ser apresentados conforme o formato.
Desenho – Papel ofício A 4, cor branco, identificado com o nome do aluno, série, turma e turno no verso.
Cartaz- Em suporte tamanho 50 X 60 (cartolina), expondo a sua originalidade, criatividade e design e identificado no verso com nome, série, turma e turno.
Fotografia- Cada fotógrafo ou dupla poderá inscrever até 3 fotografias. As fotos deverão está no formato 10x15cm e podem ser coloridas ou preto e branco.
Paródia- Cada grupo poderá apresentar uma paródia que será avaliada quanto a originalidade; coerência com o tema ; vocabulário da letra da paródia; caracterização; harmonia e empolgação do grupo.
Deverá ser entregue junto com a ficha de inscrição em um envelope, duas cópias da letra da paródia em papel ofício A 4, digitada e com a devida identificação dos alunos na parte inferior da folha.
Dança Afro brasileira - Cada grupo terá que apresentar uma coreografia com música selecionada a seu gosto no ritmo de dança afro brasileira.
Os mesmos tem de cumprir os seguintes requisitos:
1. Ser obrigatoriamente dança afro brasileira, não contendo qualquer mixagem de outro ritmo musical;
2. Ser uma única música. Todos os dançarinos participantes serão avaliados pelos seguintes critérios de avaliação: ( harmonia do grupo, ritmo / musicalidade, caracterização, coreografia, criatividade)
.
Obs:É de responsabilidade do grupo trazer o CD com a música para apresentação
Atendidas as exigências acima, os trabalhos deverão ser enviados para Coordenação, mediante ficha de inscrição ( xérox ) preenchida claramente conforme modelo em anexo.
V - DA COORDENAÇÃO
Aos professores e coordenadoras cabe a coordenação geral do concurso.
É da sua competência:
realizar as inscrições dos trabalhos encaminhados pelos alunos
constituir comissão julgadora;
divulgar o (s) nome (s) do autor (es) do trabalho selecionado.
VI - DOS PRAZOS
Entrega dos Trabalhos até o dia 21 de outubro de 2010 na sala da coordenação do Colégio est. Gov. Luiz Viana Filho
VII - DA COMISSÃO JULGADORA
A comissão julgadora será constituída por 5 (cinco) componentes
Dois professores do Colégio Luiz Viana
Dois representantes da Comunidade Escolar
Um representante da Direção Escolar
VII - DA PREMIAÇÃO
A comissão julgadora classificará os 3 (três) melhores trabalhos
Primeiro ,Segundo e Terceiro Lugar:
• A premiação será uma Viagem para Salvador para visitar os pontos turísticos representante da cultura negra ( Pelourinho, Museu Afro descendente, etc...)
VIII - DA DIVULGAÇÃO
A divulgação se fará por intermédio da comissão organizadora e através de panfletos no pátio da Unidade escolar
IX - ORIENTAÇÕES GERAIS
A produção dos trabalhos não pode perder de vista o tema proposto;
Os trabalhos não podem apresentar temas racista nem discriminatório que possa causar constrangimento;
O(s) concorrente(s) devem apresentar trabalhos de criação própria confeccionados segundo as orientações
Os dizeres da composição ficam restritos ao artigo IV deste regulamento;
Poderão ocorrer alterações no decorrer do concurso, desde que seja a vontade da maioria dos representantes da comissão e não acarretem prejuízo aos participantes.
As decisões do júri são soberanas, delas não cabendo recurso em qualquer instância.
O não cumprimento de quaisquer das regras deste regulamento poderá causar, a critério dos organizadores, a desclassificação dos trabalhos e do participante. O ato da inscrição neste concurso implica na aceitação de todos os itens deste regulamento.
Obs: Os casos omissos serão resolvidos pela coordenação do concurso
Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES , FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO EM COMEMORAÇÃO O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA 2010
FICHA DE INSCRIÇÃO
Modalidade:____________________________
Aluno(s) Série(s) e Turma(s)
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Endereço:______________________________________________
Telefone para contato:____________________________________
Endereço Eletrônico: _____________________________________
DECLARAÇÃO
Declaramos estar cientes do Regulamento do Concurso de Desenho Cartaz, Fotografia , Paródia e Dança Afro em comemoração ao Dia da Consciência Negra 2010, estando inteiramente de acordo e autorizamos a divulgação do evento usando o meu trabalho sem ônus para ambas as partes.
Assinatura do(s) Aluno(s): _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Professor(a) Responsável(eis) pelo(s) aluno(s):
____________________________________________________
Feira de Santana, ___ de outubro de 2010.
A comunidade de professores, alunos e funcionários do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho (Cidade Nova) convida você para participar do
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES, FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO.
EVENTO EM COMEMORAÇÃO AO
DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA
10 DE NOVEMBRO DE 2010
PROGRAMAÇÃO O DIA TODO.
Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES , FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO EM COMEMORAÇÃO O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
I - DO CONCURSO
Sendo a escola um espaço de criação, participação e interação entre as diferentes áreas, o Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho propõem o Concurso de desenho, cartazes, fotografia, paródias e dança afro em comemoração ao ” Dia da Consciência Negra”..
II - DO OBJETIVO
Valorizar a cultura, a importância e a história do negro na sociedade brasileira, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmações positivas dos valores culturais negros.
III - DOS PARTICIPANTES
Poderão participar do concurso todos os alunos regularmente matriculados no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
IV - DAS INSCRIÇÕES E TRABALHOS
Serão inscritos trabalhos inéditos, individuais ou por duplas para os desenhos cartazes e fotografias; em grupos de até 4 alunos para a paródia e dança Afro; produzidos por iniciativa do(s) aluno(s) ou sob a orientação do professor, com o tema: “ Consciência Negra”
No trabalho deverá constar:
Evento – O Dia da Consciência Negra
Local – Colégio Estadual Gov. Luiz Viana Filho
Horário – a partir das 9 h
Data – 10 de novembro de 2010
Atividade cultural – desenho,cartaz,fotografia,paródia e dança afro
aluno(s), idade(s), série(s), turma(s),
O material a ser usado na execução deste trabalho é de inteira responsabilidade do CONCORRENTE (aluno). Os trabalhos deverão ser apresentados conforme o formato.
Desenho – Papel ofício A 4, cor branco, identificado com o nome do aluno, série, turma e turno no verso.
Cartaz- Em suporte tamanho 50 X 60 (cartolina), expondo a sua originalidade, criatividade e design e identificado no verso com nome, série, turma e turno.
Fotografia- Cada fotógrafo ou dupla poderá inscrever até 3 fotografias. As fotos deverão está no formato 10x15cm e podem ser coloridas ou preto e branco.
Paródia- Cada grupo poderá apresentar uma paródia que será avaliada quanto a originalidade; coerência com o tema ; vocabulário da letra da paródia; caracterização; harmonia e empolgação do grupo.
Deverá ser entregue junto com a ficha de inscrição em um envelope, duas cópias da letra da paródia em papel ofício A 4, digitada e com a devida identificação dos alunos na parte inferior da folha.
Dança Afro brasileira - Cada grupo terá que apresentar uma coreografia com música selecionada a seu gosto no ritmo de dança afro brasileira.
Os mesmos tem de cumprir os seguintes requisitos:
1. Ser obrigatoriamente dança afro brasileira, não contendo qualquer mixagem de outro ritmo musical;
2. Ser uma única música. Todos os dançarinos participantes serão avaliados pelos seguintes critérios de avaliação: ( harmonia do grupo, ritmo / musicalidade, caracterização, coreografia, criatividade)
.
Obs:É de responsabilidade do grupo trazer o CD com a música para apresentação
Atendidas as exigências acima, os trabalhos deverão ser enviados para Coordenação, mediante ficha de inscrição ( xérox ) preenchida claramente conforme modelo em anexo.
V - DA COORDENAÇÃO
Aos professores e coordenadoras cabe a coordenação geral do concurso.
É da sua competência:
realizar as inscrições dos trabalhos encaminhados pelos alunos
constituir comissão julgadora;
divulgar o (s) nome (s) do autor (es) do trabalho selecionado.
VI - DOS PRAZOS
Entrega dos Trabalhos até o dia 21 de outubro de 2010 na sala da coordenação do Colégio est. Gov. Luiz Viana Filho
VII - DA COMISSÃO JULGADORA
A comissão julgadora será constituída por 5 (cinco) componentes
Dois professores do Colégio Luiz Viana
Dois representantes da Comunidade Escolar
Um representante da Direção Escolar
VII - DA PREMIAÇÃO
A comissão julgadora classificará os 3 (três) melhores trabalhos
Primeiro ,Segundo e Terceiro Lugar:
• A premiação será uma Viagem para Salvador para visitar os pontos turísticos representante da cultura negra ( Pelourinho, Museu Afro descendente, etc...)
VIII - DA DIVULGAÇÃO
A divulgação se fará por intermédio da comissão organizadora e através de panfletos no pátio da Unidade escolar
IX - ORIENTAÇÕES GERAIS
A produção dos trabalhos não pode perder de vista o tema proposto;
Os trabalhos não podem apresentar temas racista nem discriminatório que possa causar constrangimento;
O(s) concorrente(s) devem apresentar trabalhos de criação própria confeccionados segundo as orientações
Os dizeres da composição ficam restritos ao artigo IV deste regulamento;
Poderão ocorrer alterações no decorrer do concurso, desde que seja a vontade da maioria dos representantes da comissão e não acarretem prejuízo aos participantes.
As decisões do júri são soberanas, delas não cabendo recurso em qualquer instância.
O não cumprimento de quaisquer das regras deste regulamento poderá causar, a critério dos organizadores, a desclassificação dos trabalhos e do participante. O ato da inscrição neste concurso implica na aceitação de todos os itens deste regulamento.
Obs: Os casos omissos serão resolvidos pela coordenação do concurso
Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES , FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO EM COMEMORAÇÃO O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA 2010
FICHA DE INSCRIÇÃO
Modalidade:____________________________
Aluno(s) Série(s) e Turma(s)
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Endereço:______________________________________________
Telefone para contato:____________________________________
Endereço Eletrônico: _____________________________________
DECLARAÇÃO
Declaramos estar cientes do Regulamento do Concurso de Desenho Cartaz, Fotografia , Paródia e Dança Afro em comemoração ao Dia da Consciência Negra 2010, estando inteiramente de acordo e autorizamos a divulgação do evento usando o meu trabalho sem ônus para ambas as partes.
Assinatura do(s) Aluno(s): _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Professor(a) Responsável(eis) pelo(s) aluno(s):
____________________________________________________
Feira de Santana, ___ de outubro de 2010.
EVENTO NO LUIZ VIANA FILHO
CONVITE
A comunidade de professores, alunos e funcionários do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho (Cidade Nova) convida você para participar do
CONCURSO DE DESENHO, CARTAZES, FOTOGRAFIA, PARÓDIAS E DANÇA AFRO.
EVENTO EM COMEMORAÇÃO AO
DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA
10 DE NOVEMBRO DE 2010
PROGRAMAÇÃO O DIA TODO.
domingo, 17 de outubro de 2010
Leituras, poetas, meninos, tradição e dendê: Caruru dos Sete Poetas
Leituras, poetas, meninos, tradição e dendê: Caruru dos Sete Poetas
A relação entre festa e literatura nos remete aos primeiros laços societários da humanidade, quando celebrações e ritos configuravam-se momentos propícios para reunir a comunidade em tom festivo e fazer daquele instante, que poderia durar horas, dias, meses, um espaço coletivo para os iniciados recitarem suas leituras de mundo, cânticos de guerra e de trabalho, festiva e ritualisticamente; consubstancializando a assertiva de Durkheim de que as festas teriam surgido da necessidade de separar o tempo em dias sagrados e profanos.
Estes encontros festivos acrescentaram no decorrer da história características cada vez mais aproximadas ao comércio e mais tarde ao mercado. O profissionalismo do recitador, estimulado no século VI por uma lei que estabelecia a recitação obrigatória de poemas completos de Homero no Festival quadrienal das Panatenéias[1], impôs de uma forma crescente uma certa “organização da cultura”, percebida hoje nas feiras de livros, bienais, festivais literários, e mesmo na necessidade de políticas culturais para promoção da leitura e estímulos a produção editorial.
Foi percebendo esta relação entre festa e literatura que o Caruru dos Sete Poetas: Recital com Gostinho de Dendê compôs o calendário festivo e literário entre 2004 e 2010, quando damos por fim a realização desta celebração depois de materializá-la por sete vezes. Fosse em Restaurante, Centros Culturais, Igrejas e principalmente na Praça, onde realizamos as duas últimas versões do Caruru, a participação daqueles que sentem a poesia para além da palavra, e não estão passivos diante das realidades do mundo, compôs o cenário deste evento que privilegiou vozes poéticas jovens e consagradas, marginais e canônicas, de crianças e adultos, de escritores, poetas e leitores, loucos e fingidos, inseridos nesta harmonia-caótica em que se transformou a sociedade. Um caos polarizado para além do bem e do mal de toda celebração. Sete meninos, poetas, um semi-circulo, todos ansiosos para meter mão na bacia de caruru, para recitar seus versos e melar o outro com suas palavras temperadas com pitadas de prazer e satisfação em ouvir e ser ouvido, espetacular o verbo original da criação com o outro que nos decifra.
Acima dos quereres, luzes, estrelismos, constelações, nossa responsabilidade com a mediação da cultura e promoção da leitura escrita buscou edificar, em um momento da cultura baiana de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião, a gosto pela leitura. E Numa analogia aos sete meninos das manifestações religiosas, promover o encontro de sete poetas para recitar seus poemas e celebrar nossa cultura e arte literária. Miscelânea de poesia, comida baiana, publicações e performances artísticas com o propósito de integração e fruição de uma tradição cultural baiana. Durante sete anos, poetas do Rio de Janeiro, Ceará, Sergipe e de diversos territórios baianos puderam se fartar com o banquete de culturas em que se tornou o Caruru dos Sete Poetas.
Sobrevive à morte da realização desta festa, a colcha de retalhos que colore e aquece as relações humanas, culturais e de fraternidade, que levou o Caruru dos Sete Poetas aos sete cantos da mundo, em especial à América Latina, através do Festival Palabra en el Mundo, rede de eventos literários que o Caruru fez parte. Sem essa colcha, não teríamos chances de arriscar e sair do lugar comum. A Casa de Barro Cultura Arte Educação, agradece a todos que fizeram do Caruru a festa da Poesia Baiana, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Cachoeira, pousadas, restaurantes e colaboradores de Cachoeira, em especial aos poetas: Adriano Eysen, Andersen Figueredo, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, Bernardo Linhares, Crispim Quirino, Douglas de Almeida, Ediney Santana, Edson Conceição (Besouro), Ele Semog, edmar Vieira, Fausto Joaquim, Carlos Emílio C.Lima, Geraldo Maia, Gildemar Sena, Herculano Neto, Jaime Figura, Jocélia Fonseca, Jotacê Freitas, José Carlos Limeira, Juraci Tavares, Jurandir Rita, Landê Onawale, Lita Passos, Marcos Peralta, Nelson Santana, Nuno Gonçalves, Orlando Pinho, Puluca Pires, Raimundo Cerqueira, Rita Santana, Rony Bonn, Sérgio Bahialista, Thiago Oliveira, Tainara A Maiá (Índia Sônia), Urânia Munzanzu, Vania Melo, Carine Araujo, Wesley Correia Barbosa, e os primeiros dos Sete, aqueles que acreditaram no projeto desde o início: Cleberton Santos, Eliseu Moreira Paranaguá, Fabrícia Miranda, Jose Inácio Vieira de Melo, Miguel Carneiro e Vanessa Buffone, Axé!
Cachoeira, 27 de Setembro de 2010.
Atenciosamente,
Casa de Barro Cultura Arte Educação
-------------------------------------------------------------------------------
[1] Festas realizadas em homenagem à deusa grega Atena.
--
João de Moraes Filho
(71) 9942-3682 / 8165-7815 / (75) 9115 - 5692
skype: joao.de.moraes.filho
http://lattes.cnpq.br/4914934828546698
Produção poética
www.pedraretorcida.blogspot.com
www.emnomedosraios.blogspot.com
Oficina de Criação Literária Poesia Ouvida
www.poesiaouvida.blogspot.com
A relação entre festa e literatura nos remete aos primeiros laços societários da humanidade, quando celebrações e ritos configuravam-se momentos propícios para reunir a comunidade em tom festivo e fazer daquele instante, que poderia durar horas, dias, meses, um espaço coletivo para os iniciados recitarem suas leituras de mundo, cânticos de guerra e de trabalho, festiva e ritualisticamente; consubstancializando a assertiva de Durkheim de que as festas teriam surgido da necessidade de separar o tempo em dias sagrados e profanos.
Estes encontros festivos acrescentaram no decorrer da história características cada vez mais aproximadas ao comércio e mais tarde ao mercado. O profissionalismo do recitador, estimulado no século VI por uma lei que estabelecia a recitação obrigatória de poemas completos de Homero no Festival quadrienal das Panatenéias[1], impôs de uma forma crescente uma certa “organização da cultura”, percebida hoje nas feiras de livros, bienais, festivais literários, e mesmo na necessidade de políticas culturais para promoção da leitura e estímulos a produção editorial.
Foi percebendo esta relação entre festa e literatura que o Caruru dos Sete Poetas: Recital com Gostinho de Dendê compôs o calendário festivo e literário entre 2004 e 2010, quando damos por fim a realização desta celebração depois de materializá-la por sete vezes. Fosse em Restaurante, Centros Culturais, Igrejas e principalmente na Praça, onde realizamos as duas últimas versões do Caruru, a participação daqueles que sentem a poesia para além da palavra, e não estão passivos diante das realidades do mundo, compôs o cenário deste evento que privilegiou vozes poéticas jovens e consagradas, marginais e canônicas, de crianças e adultos, de escritores, poetas e leitores, loucos e fingidos, inseridos nesta harmonia-caótica em que se transformou a sociedade. Um caos polarizado para além do bem e do mal de toda celebração. Sete meninos, poetas, um semi-circulo, todos ansiosos para meter mão na bacia de caruru, para recitar seus versos e melar o outro com suas palavras temperadas com pitadas de prazer e satisfação em ouvir e ser ouvido, espetacular o verbo original da criação com o outro que nos decifra.
Acima dos quereres, luzes, estrelismos, constelações, nossa responsabilidade com a mediação da cultura e promoção da leitura escrita buscou edificar, em um momento da cultura baiana de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião, a gosto pela leitura. E Numa analogia aos sete meninos das manifestações religiosas, promover o encontro de sete poetas para recitar seus poemas e celebrar nossa cultura e arte literária. Miscelânea de poesia, comida baiana, publicações e performances artísticas com o propósito de integração e fruição de uma tradição cultural baiana. Durante sete anos, poetas do Rio de Janeiro, Ceará, Sergipe e de diversos territórios baianos puderam se fartar com o banquete de culturas em que se tornou o Caruru dos Sete Poetas.
Sobrevive à morte da realização desta festa, a colcha de retalhos que colore e aquece as relações humanas, culturais e de fraternidade, que levou o Caruru dos Sete Poetas aos sete cantos da mundo, em especial à América Latina, através do Festival Palabra en el Mundo, rede de eventos literários que o Caruru fez parte. Sem essa colcha, não teríamos chances de arriscar e sair do lugar comum. A Casa de Barro Cultura Arte Educação, agradece a todos que fizeram do Caruru a festa da Poesia Baiana, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Cachoeira, pousadas, restaurantes e colaboradores de Cachoeira, em especial aos poetas: Adriano Eysen, Andersen Figueredo, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, Bernardo Linhares, Crispim Quirino, Douglas de Almeida, Ediney Santana, Edson Conceição (Besouro), Ele Semog, edmar Vieira, Fausto Joaquim, Carlos Emílio C.Lima, Geraldo Maia, Gildemar Sena, Herculano Neto, Jaime Figura, Jocélia Fonseca, Jotacê Freitas, José Carlos Limeira, Juraci Tavares, Jurandir Rita, Landê Onawale, Lita Passos, Marcos Peralta, Nelson Santana, Nuno Gonçalves, Orlando Pinho, Puluca Pires, Raimundo Cerqueira, Rita Santana, Rony Bonn, Sérgio Bahialista, Thiago Oliveira, Tainara A Maiá (Índia Sônia), Urânia Munzanzu, Vania Melo, Carine Araujo, Wesley Correia Barbosa, e os primeiros dos Sete, aqueles que acreditaram no projeto desde o início: Cleberton Santos, Eliseu Moreira Paranaguá, Fabrícia Miranda, Jose Inácio Vieira de Melo, Miguel Carneiro e Vanessa Buffone, Axé!
Cachoeira, 27 de Setembro de 2010.
Atenciosamente,
Casa de Barro Cultura Arte Educação
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[1] Festas realizadas em homenagem à deusa grega Atena.
--
João de Moraes Filho
(71) 9942-3682 / 8165-7815 / (75) 9115 - 5692
skype: joao.de.moraes.filho
http://lattes.cnpq.br/4914934828546698
Produção poética
www.pedraretorcida.blogspot.com
www.emnomedosraios.blogspot.com
Oficina de Criação Literária Poesia Ouvida
www.poesiaouvida.blogspot.com
sábado, 16 de outubro de 2010
SARAU CAYMMI EM 3 TEMPOS
O NÚCLEO DE CULTURA POPULAR DO CUCA APRESENTA:
SARAU CAYMMI EM 3 TEMPOS
COM A CANTORA, COMPOSITORA E ESCRITORA MARILDA SANTANA- RAID DAS MOÇAS E ESPECIALISTA NA OBRA DE CAYMMI ONDE DEFENDEU SUA TESE DE DOUTORADO.
DATA: 22 DE OUTUBRO
HORÁRIO: 20:00HS
LOCAL: TEATRO DE ARENA DO CUCA.
ENTRADA FRANCA
A cantora baiana Marilda Santana é uma voz nova para os ouvintes da música brasileira.
Após vinte anos de carreira, com uma voz limpa e definida, Marilda Santana lança seu primeiro disco de canções inéditas como "Ouvindo e Entendendo Estrelas" (Carlinhos Marques/Lapa), "Curta" (Tito Bahiense) e releituras.
A cantora, também atriz e professora de canto traz o sabor do mar e calor baiano nas músicas "Dora" de Dorival Caymimi e "Não tem Solução" (Dorival Caymimi/Carlos Guinle). O melhor da música brasileira está representado pela releitura de "Dindi" (Tom Jobim/Aloísio de Oliveira), porém a suavidade e leveza do trabalho estão concentradas nas músicas inéditas.
sábado, 9 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
NOVA EDIÇÃO DA VERBO21
www.verbo21.com.br
entrevistas com ANDERSON BRAGA HORTA e NANCY DE MELO
baixe o novo CD da banda CAMARONES totalmente free
ensaio españa, tierra ofendida - parte III por rodríguezbustos
resenha de inúteis luas obcenas, de hélio pólvora, por gerana damulakis
resenha do filme do começo ao fim por ademir luiz
resenha de um sussurro nas trevas, de h.p.lovecraft, por chico lopes
resenha de a outra margem, de idmar boaventura, por paulo andré correia
ensaio sobre a contística de mayrant gallo por lidiane nunes
resenha da poesia de ângela vilma e mônica meneses por gerana damulakis
tradução e comentário de um poema de antonio machado por joão filho
perfil biográfico de arlindo lopes por angelo mendes corrêa
poemas de bento calaça
conto de shellah avellar
poemas de joedson adriano da silva santos
conto de ronie von rosa martins
+ COLUNAS SOBRE MEIO-AMBIENTE, FICÇÃO, POLÍTICA, CINEMA, COMPORTAMENTO...
entrevistas com ANDERSON BRAGA HORTA e NANCY DE MELO
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resenha de inúteis luas obcenas, de hélio pólvora, por gerana damulakis
resenha do filme do começo ao fim por ademir luiz
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resenha de a outra margem, de idmar boaventura, por paulo andré correia
ensaio sobre a contística de mayrant gallo por lidiane nunes
resenha da poesia de ângela vilma e mônica meneses por gerana damulakis
tradução e comentário de um poema de antonio machado por joão filho
perfil biográfico de arlindo lopes por angelo mendes corrêa
poemas de bento calaça
conto de shellah avellar
poemas de joedson adriano da silva santos
conto de ronie von rosa martins
+ COLUNAS SOBRE MEIO-AMBIENTE, FICÇÃO, POLÍTICA, CINEMA, COMPORTAMENTO...
BLOG DE BENILSON TONIOLO
Meus poemas foram publicados no blog do poeta e agitador cultural BENILSON TONIOLO, São Paulo. Vamos visitar um blog de muitas poesias:
terça-feira, 21 de setembro de 2010
ROSEIRAL - 2 EDIÇÃO 2010
ROSEIRAL
Página de Poesia
Edição Especial Caruru dos 7 Poetas(25/09/2010)Cachoeira – Bahia
Poeta-Editor: Cleberton Santos
clebertonpoeta@yahoo.com.br
POÉTICA DO CARURU
para Luísa Mahin Nascimento
No chão comemos o caruru dos 7 poetas
Entre versos e tachos e sinestesias e bacias
Os poetas revivem a festa das matas africanas
De seus lábios ecoam os ritmos ancestrais
Rodam no terreiro cavalos da poesia
A palavra sibila no atabaque do malungo
Todos cantam na força da magia
7 poetas comem caruru recitando euforias
Do livro inédito “Cantares de Roda”.
Feira de Santana, 19-09-2010.
ROSEIRAL
para Rosana Maria Carneiro Rios
Teu corpo é roseiral que exala fogo,
lambendo e devorando meus desejos.
Teus róseos espinhos são mil lampejos
que rasgam meus gritos de desafogo.
Teu roseiral, campo de mil prazeres,
vermelha fonte de insaciável gozo,
arde sobre meu peito. E fogoso
canto salmos de orgia, por trazeres
para meus braços, ó lúdica ninfa,
a rosa mais rosa, do roseiral
secreto que trazias dentro de ti.
Do livro inédito “Aromas de Fêmea”.
LUZ DA PAIXÃO
Amanhecer em teus braços,
pleno do gozo de uma noite
escura, sentir meu corpo
claro sempre à tua procura.
Amanhecer em teus braços,
insaciado dos teus olhos,
buscar novamente teus
abraços, luz da paixão.
Amanhecer em teus braços,
recitando mil suspiros,
canções de ternura viva
em formas várias de amar.
Do livro inédito “Aromas de Fêmea”.
CANÇÃO DA AMIGA
(ao som de flauta doce)
Em teus lábios, amiga,
repousam sonhos disfarçados de euforia.
Em teus olhos, amiga,
naufragam poemas rupestres de dores oníricas.
Em teu corpo, amiga,
florescem lírios roxos em mar de volúpia.
Do livro inédito “Aromas de Fêmea”.
sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
AS CRÔNICAS DE MOACIR SARAIVA
A leitura de um bom cronista é sempre prazerosa. Estou falando daquele prazer de sentir alegria pelas coisas miúdas da vida, pelos detalhes ínfimos do cotidiano. Por isso quero compartilhar com você, meu amigo leitor, o livro do professor e escritor Moacir Saraiva (Piauí, 1957).
Livro que reúne um conjunto de crônicas já publicadas nos jornais da região de Valença e, principalmente, no jornal “Valença Agora”.
Intitulada “A riqueza do detalhe” (Salvador, 2009), esta obra reúne 34 crônicas que revelam o cotidiano da sociedade valenciana, dos espaços escolares vivenciados pelo autor, das figuras folclóricas que circulam pelas cidades brasileiras e, principalmente, os detalhes da linguagem, as manobras da língua viva, os caprichos do nosso idioma.
Cronista experiente de jornal e professor de português em escolas técnicas e faculdades, Moacir Saraiva sempre lidou na intimidade com nossa Língua Portuguesa e seus grandes, médios e pequenos escritores. Homem de grande formação humanística, intelectual ativo na produção e circulação da cultura na cidade de Valença (sul da Bahia), Saraiva jamais se afastou do convívio com a palavra artística.
Agora, depois do apelo de muitos amigos, admiradores e escritores do seu convívio fraternal, finalmente organizou e editou seu primeiro livro de crônicas.
Dono de uma prosa limpa, uma narrativa ágil e uma linguagem com ritmo de conversa boa, Moacir Saraiva poderá ser lido pelo doutor, pelo estudante ou pelo porteiro da escola, na certeza de que os leitores de vários níveis e contextos encontrarão em suas crônicas fachos poéticos para iluminar o caminho da nossa pedregosa experiência humana.
Destaco a crônica “O sem ideia” em que o tema clássico da inspiração (na verdade a falta de inspiração) é retomado com grande propriedade. O drama da falta de assunto para o cronista cumprir sua missionária tarefa de escrever ordinariamente para o jornal se converte no próprio argumento do texto. E a angústia do escritor é transformada em uma pérola de discurso metalinguístico.
O pé do instrumentista da filarmônica local, um café frio tomado com bom humor, o homem de coerência extremada, um pai idealista, um professor mais esperto que os alunos, os pedintes que são verdadeiros “tomantes”, todas essas situações e personagens do nosso trivial cotidiano são transformadas em estórias que se colocam além do tempo e do espaço pelo maravilhoso poder da linguagem ficcional.
Agora, fraterno leitor, é só correr para a livraria do Shopping Iguatemi, em Salvador, e começar sua prazerosa viagem pelas crônicas de Moacir Saraiva.
Fonte:
SARAIVA, Moacir. A riqueza do detalhe. Salvador: EGBA, 2009.
Feira de Santana, 18/09/2010.
Livro que reúne um conjunto de crônicas já publicadas nos jornais da região de Valença e, principalmente, no jornal “Valença Agora”.
Intitulada “A riqueza do detalhe” (Salvador, 2009), esta obra reúne 34 crônicas que revelam o cotidiano da sociedade valenciana, dos espaços escolares vivenciados pelo autor, das figuras folclóricas que circulam pelas cidades brasileiras e, principalmente, os detalhes da linguagem, as manobras da língua viva, os caprichos do nosso idioma.
Cronista experiente de jornal e professor de português em escolas técnicas e faculdades, Moacir Saraiva sempre lidou na intimidade com nossa Língua Portuguesa e seus grandes, médios e pequenos escritores. Homem de grande formação humanística, intelectual ativo na produção e circulação da cultura na cidade de Valença (sul da Bahia), Saraiva jamais se afastou do convívio com a palavra artística.
Agora, depois do apelo de muitos amigos, admiradores e escritores do seu convívio fraternal, finalmente organizou e editou seu primeiro livro de crônicas.
Dono de uma prosa limpa, uma narrativa ágil e uma linguagem com ritmo de conversa boa, Moacir Saraiva poderá ser lido pelo doutor, pelo estudante ou pelo porteiro da escola, na certeza de que os leitores de vários níveis e contextos encontrarão em suas crônicas fachos poéticos para iluminar o caminho da nossa pedregosa experiência humana.
Destaco a crônica “O sem ideia” em que o tema clássico da inspiração (na verdade a falta de inspiração) é retomado com grande propriedade. O drama da falta de assunto para o cronista cumprir sua missionária tarefa de escrever ordinariamente para o jornal se converte no próprio argumento do texto. E a angústia do escritor é transformada em uma pérola de discurso metalinguístico.
O pé do instrumentista da filarmônica local, um café frio tomado com bom humor, o homem de coerência extremada, um pai idealista, um professor mais esperto que os alunos, os pedintes que são verdadeiros “tomantes”, todas essas situações e personagens do nosso trivial cotidiano são transformadas em estórias que se colocam além do tempo e do espaço pelo maravilhoso poder da linguagem ficcional.
Agora, fraterno leitor, é só correr para a livraria do Shopping Iguatemi, em Salvador, e começar sua prazerosa viagem pelas crônicas de Moacir Saraiva.
Fonte:
SARAIVA, Moacir. A riqueza do detalhe. Salvador: EGBA, 2009.
Feira de Santana, 18/09/2010.
A RIQUEZA DE UM MESTRE ESCRITOR
A RIQUEZA DE UM
MESTRE ESCRITOR
Por Jocenilson Ribeiro[1]
Seria um detalhe qualquer e, talvez, menos importante ainda se o ato de abrir um livro e degustar as palavras com os olhos atentos fosse costumeiro no dia-a-dia dos brasileiros. Poderíamos dizer que tomar um livro e só fechá-lo após a leitura da última página não nos chamaria a atenção se tal hábito fosse tão corriqueiro e como o é a alimentação diária, porque, se o alimento nos proporciona reposição de energia - imprescindível à vida - do mesmo modo, a leitura pode ser encarada como fonte de conhecimento capaz de nos salvar da ignorância e possibilitar a competência criativa que dá sentido a nossa vida. De onde partiu essa reflexão? O que a motivou? Logo o leitor saberá!
Depois de um feriado prolongado coadunando Réveillon numa quinta-feira, primeiro dia do ano numa sexta e, de brinde, um sábado e domingo de sol nas praias do litoral sul da Bahia, qualquer sacrifício ou óbice numa segunda-feira de volta para casa vale a pena. Até mesmo uma fila quilométrica como aquela que encarei por exatas quatro horas e quarenta minutos no terminal marítimo de Bom Despacho para pegar o ferry boat com destino a Salvador.
Em meio ao calor, pessoas esparramadas por todos os lados confundindo-se com suas sacolas, crianças, bagagens, furadores de fila tentando se aproveitar do cansaço alheio, ambulantes buscando ganhar o pão, conversas dos comboios confundindo-se com os gritos de alguns gaiatos que, sem saber reivindicar o descaso com os serviços de transportes, pareciam rebeldes sem causa... tudo isso só me fez desejar um bom livro e mergulhá-lo nele até que alguém me avisasse: “jovem, é a sua vez de passar no guichê”.
Enquanto não avistava o tal guichê, e faltava mais de três horas para dele me aproximar, abri a mala e retirei o livro de crônicas A riqueza do detalhe, do professor e escritor Moacir Saraiva. Reli a dedicatória “Amado aluno, tu és um vitorioso porque sabes observar os detalhes da vida” e pus-me a pensar sobre essa assertiva por um bom tempo: qual era a minha vitória? Sem chegar a uma conclusão, comecei a manusear o livro como um menino que ganha um barco de papel e não sabe se o põe no rio ou evita que o curso da água lhe roube a pequena embarcação e o entregue a outra margem do rio.
Inicialmente observei as informações técnicas da obra, diagramação, editora, número de páginas, ficha catalográfica, número de crônicas, seus títulos curiosos, a capa e biografia do autor na orelha. Por um instante, rememorei meus três anos de segundo grau quando tive o privilégio de iniciar-me na literatura e estudos de língua com o professor Saraiva - era assim que a ele nos referíamos nos espaços do CEFET, hoje IFBA. O tempo passou, e já faz dez anos que sinto saudade dos tempos em que ouvia alguns de seus jargões afetivos como, por exemplo, “alunos são criações do diabo”. Só homens de letras como Moacir sabem usar as palavras ao avesso ou ressignificá-las positivamente.
“Moço, a fila anda” - alertou-me a senhora que vinha atrás de mim. Obrigado, eu disse. Corri os dedos entre as páginas para ler uma crônica qualquer entre as 34 que compõem o livro, mas mudei de ideia. Por que não começar do começo?
A crônica de título homônimo à obra me veio como uma lição filosófica, e alguns enunciados me fizeram pensar muito sobre aquele momento, aquele aglomerado de pessoas aflitas por voltarem para suas casas e viverem suas individualidades. Eu queria minha individualidade, e o livro certamente me possibilitaria o prazer de resgatá-la e me sentir “um vitorioso” como disse o mestre escritor. A crônica traz uma reflexão acerca da valorização do detalhe, a riqueza que a constitui e nos constitui enquanto sensíveis à diferença, intérpretes de significados do mundo que nos cerca. Para Moacir, perceber a riqueza do detalhe é, por exemplo, “escutar aquilo que não é ouvido por ninguém”, é ouvir “sussurros longínquos, batimentos cardíacos de um beija-flor”. Quer poesia melhor que essa? Certamente haverá mais no decorrer das narrativas, eu pensei.
Minha leitura seguia muito mais rápida que a fila ao sol a pino, e eu talvez fosse um detalhe na multidão, já que o livro em punho me excluía dos iguais. Por outro lado, o livro me fazia alvo a ponto de incomodar os que tinham pressa: “cara, você não poderia ler e prestar atenção à fila?”, disse um homem incomodado. A leitura me roubava a atenção... pouco me importava com a fila.
À medida que ganhava as páginas, percebia a riqueza literária de cada texto, e sua linguagem simples me aproximava das histórias e fatos do cotidiano que poderiam ser contados por qualquer uma pessoa versada nas letras; contudo, jamais teríamos o prazer de ler tais crônicas sem a arte de Moacir Saraiva. Como um mestre da escrita atento à forma, ao discurso, à estética e à originalidade com que se escreve o texto, Moacir nos apresenta desde uma semântica de expressões populares a uma pitada de história das palavras como greve, aluno, barbeiro, cabeleireiro, podador, onzeneiro.
Se o humor e o riso são recorrentes em crônicas como Guardador de banha, ‘Esqueça, delegado’, O podador, Guerra Santa e “Fazer feira”, a ironia suavizada em metáfora se faz presente em Suicídio dos Peixes, Os donos do mundo, A aparência, O profissional “intruso” entre outras excelentes crônicas, convocando-nos a pensar acerca de questões cotidianas em que aparecem em voga o egocentrismo, a consumismo e a arrogância que contaminam a sociedade atual.
Por outro lado, não é difícil notar o próprio Moacir lecionando para o leitor como se tivesse diante de uma classe de aprendizes quando não em sala de formação de professores. Peraltice de aluno, por exemplo, veio-me como um dos textos de dupla função: b) resgatar as memórias de moleque do tempo em que eu e meus colegas subvertíamos a norma que pretendia nos enquadrar à condição de aprendizes comportados quando não quadrados; e b) ensinar-me como ser mais esperto no exercício da docência, subvertendo as peripécias da garotada sem perder a sensibilidade com o alunado e a compostura de educador, já que, conforme Moacir Saraiva, “o aluno, muitas vezes, procura criar embaraços aos professores a fim de ver a reação para depois rir da cara do mestre”.
De todas as crônicas que havia lido naquela tarde de sol forte em meio à multidão enfileirada, As chinelas, a meu ver, tinha uma especificidade que lhe categorizava aos moldes do conto moderno do que da própria crônica. Digo isso porque, com base em clássicos da crítica literária brasileira como Antônio Cândido, Afonso Romano, Massaud Moisés, o gênero conto depreende uma narrativa breve, rica em detalhes essenciais ao propósito da construção literária. Os personagens e a trama em que se circunscreve o acontecimento põem o texto na mesma dimensão de narrativas de Dalton Trevisan e de Rubens Fonseca tanto no que tange à estética quanto à própria brevidade com que conta fatos cotidianos. Enfim, nada melhor que um texto desse predicado para fechar A riqueza do detalhe.
Ainda li a última crônica quando estava próximo do saguão de embarque do ferry foat, e senti vontade de voltar a outras de igual qualidade a As chinelas. No entanto, fechei o livro assim que me dei conta de que seria o próximo a passar no guichê. Embora tivesse certeza de que estava ali por bastante tempo, a leitura encurtou o caminho, reduziu as horas e me ensinou muito naquela tarde. Olhei para trás e vi a fila dando voltas, e, até onde os olhos puderam alcançar, percebi que ninguém trazia um livro em mãos para encurtar distâncias, para diminuir a ignorância social, para ajudá-lo a enxergar os detalhes além daquilo que saltam aos olhos da multidão e nos coloca em bloco dos iguais.
Com A riqueza do detalhe, o professor Moacir nos dá uma aula de sensibilidade e apreço à vida simples e aos valores do homem que ainda resiste ao tecnocentrismo e aos males do capitalismo agressivo que tenta nos cegar. E com este livro, Valença, aos poucos, ganha um espaço na literatura baiana ao passo que convoca os filhos dessa terra nunca vencida a ler, a escrever e a pensar porque Moacir Saraiva, entre outros, já começou. Concluí que sou sim um homem vitorioso, sobretudo por ter sido fruto dessa terra e aluno deste mestre escritor.
[1]Jocenilson Ribeiro nasceu em Jaguaripe-BA, mudando-se para Valença-Ba onde concluiu os estudos secundários pelo CEFET em 2002. É licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2007). Atualmente reside em São Paulo, onde cursa Mestrado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). jonuefs@gmail.com
MESTRE ESCRITOR
Por Jocenilson Ribeiro[1]
Seria um detalhe qualquer e, talvez, menos importante ainda se o ato de abrir um livro e degustar as palavras com os olhos atentos fosse costumeiro no dia-a-dia dos brasileiros. Poderíamos dizer que tomar um livro e só fechá-lo após a leitura da última página não nos chamaria a atenção se tal hábito fosse tão corriqueiro e como o é a alimentação diária, porque, se o alimento nos proporciona reposição de energia - imprescindível à vida - do mesmo modo, a leitura pode ser encarada como fonte de conhecimento capaz de nos salvar da ignorância e possibilitar a competência criativa que dá sentido a nossa vida. De onde partiu essa reflexão? O que a motivou? Logo o leitor saberá!
Depois de um feriado prolongado coadunando Réveillon numa quinta-feira, primeiro dia do ano numa sexta e, de brinde, um sábado e domingo de sol nas praias do litoral sul da Bahia, qualquer sacrifício ou óbice numa segunda-feira de volta para casa vale a pena. Até mesmo uma fila quilométrica como aquela que encarei por exatas quatro horas e quarenta minutos no terminal marítimo de Bom Despacho para pegar o ferry boat com destino a Salvador.
Em meio ao calor, pessoas esparramadas por todos os lados confundindo-se com suas sacolas, crianças, bagagens, furadores de fila tentando se aproveitar do cansaço alheio, ambulantes buscando ganhar o pão, conversas dos comboios confundindo-se com os gritos de alguns gaiatos que, sem saber reivindicar o descaso com os serviços de transportes, pareciam rebeldes sem causa... tudo isso só me fez desejar um bom livro e mergulhá-lo nele até que alguém me avisasse: “jovem, é a sua vez de passar no guichê”.
Enquanto não avistava o tal guichê, e faltava mais de três horas para dele me aproximar, abri a mala e retirei o livro de crônicas A riqueza do detalhe, do professor e escritor Moacir Saraiva. Reli a dedicatória “Amado aluno, tu és um vitorioso porque sabes observar os detalhes da vida” e pus-me a pensar sobre essa assertiva por um bom tempo: qual era a minha vitória? Sem chegar a uma conclusão, comecei a manusear o livro como um menino que ganha um barco de papel e não sabe se o põe no rio ou evita que o curso da água lhe roube a pequena embarcação e o entregue a outra margem do rio.
Inicialmente observei as informações técnicas da obra, diagramação, editora, número de páginas, ficha catalográfica, número de crônicas, seus títulos curiosos, a capa e biografia do autor na orelha. Por um instante, rememorei meus três anos de segundo grau quando tive o privilégio de iniciar-me na literatura e estudos de língua com o professor Saraiva - era assim que a ele nos referíamos nos espaços do CEFET, hoje IFBA. O tempo passou, e já faz dez anos que sinto saudade dos tempos em que ouvia alguns de seus jargões afetivos como, por exemplo, “alunos são criações do diabo”. Só homens de letras como Moacir sabem usar as palavras ao avesso ou ressignificá-las positivamente.
“Moço, a fila anda” - alertou-me a senhora que vinha atrás de mim. Obrigado, eu disse. Corri os dedos entre as páginas para ler uma crônica qualquer entre as 34 que compõem o livro, mas mudei de ideia. Por que não começar do começo?
A crônica de título homônimo à obra me veio como uma lição filosófica, e alguns enunciados me fizeram pensar muito sobre aquele momento, aquele aglomerado de pessoas aflitas por voltarem para suas casas e viverem suas individualidades. Eu queria minha individualidade, e o livro certamente me possibilitaria o prazer de resgatá-la e me sentir “um vitorioso” como disse o mestre escritor. A crônica traz uma reflexão acerca da valorização do detalhe, a riqueza que a constitui e nos constitui enquanto sensíveis à diferença, intérpretes de significados do mundo que nos cerca. Para Moacir, perceber a riqueza do detalhe é, por exemplo, “escutar aquilo que não é ouvido por ninguém”, é ouvir “sussurros longínquos, batimentos cardíacos de um beija-flor”. Quer poesia melhor que essa? Certamente haverá mais no decorrer das narrativas, eu pensei.
Minha leitura seguia muito mais rápida que a fila ao sol a pino, e eu talvez fosse um detalhe na multidão, já que o livro em punho me excluía dos iguais. Por outro lado, o livro me fazia alvo a ponto de incomodar os que tinham pressa: “cara, você não poderia ler e prestar atenção à fila?”, disse um homem incomodado. A leitura me roubava a atenção... pouco me importava com a fila.
À medida que ganhava as páginas, percebia a riqueza literária de cada texto, e sua linguagem simples me aproximava das histórias e fatos do cotidiano que poderiam ser contados por qualquer uma pessoa versada nas letras; contudo, jamais teríamos o prazer de ler tais crônicas sem a arte de Moacir Saraiva. Como um mestre da escrita atento à forma, ao discurso, à estética e à originalidade com que se escreve o texto, Moacir nos apresenta desde uma semântica de expressões populares a uma pitada de história das palavras como greve, aluno, barbeiro, cabeleireiro, podador, onzeneiro.
Se o humor e o riso são recorrentes em crônicas como Guardador de banha, ‘Esqueça, delegado’, O podador, Guerra Santa e “Fazer feira”, a ironia suavizada em metáfora se faz presente em Suicídio dos Peixes, Os donos do mundo, A aparência, O profissional “intruso” entre outras excelentes crônicas, convocando-nos a pensar acerca de questões cotidianas em que aparecem em voga o egocentrismo, a consumismo e a arrogância que contaminam a sociedade atual.
Por outro lado, não é difícil notar o próprio Moacir lecionando para o leitor como se tivesse diante de uma classe de aprendizes quando não em sala de formação de professores. Peraltice de aluno, por exemplo, veio-me como um dos textos de dupla função: b) resgatar as memórias de moleque do tempo em que eu e meus colegas subvertíamos a norma que pretendia nos enquadrar à condição de aprendizes comportados quando não quadrados; e b) ensinar-me como ser mais esperto no exercício da docência, subvertendo as peripécias da garotada sem perder a sensibilidade com o alunado e a compostura de educador, já que, conforme Moacir Saraiva, “o aluno, muitas vezes, procura criar embaraços aos professores a fim de ver a reação para depois rir da cara do mestre”.
De todas as crônicas que havia lido naquela tarde de sol forte em meio à multidão enfileirada, As chinelas, a meu ver, tinha uma especificidade que lhe categorizava aos moldes do conto moderno do que da própria crônica. Digo isso porque, com base em clássicos da crítica literária brasileira como Antônio Cândido, Afonso Romano, Massaud Moisés, o gênero conto depreende uma narrativa breve, rica em detalhes essenciais ao propósito da construção literária. Os personagens e a trama em que se circunscreve o acontecimento põem o texto na mesma dimensão de narrativas de Dalton Trevisan e de Rubens Fonseca tanto no que tange à estética quanto à própria brevidade com que conta fatos cotidianos. Enfim, nada melhor que um texto desse predicado para fechar A riqueza do detalhe.
Ainda li a última crônica quando estava próximo do saguão de embarque do ferry foat, e senti vontade de voltar a outras de igual qualidade a As chinelas. No entanto, fechei o livro assim que me dei conta de que seria o próximo a passar no guichê. Embora tivesse certeza de que estava ali por bastante tempo, a leitura encurtou o caminho, reduziu as horas e me ensinou muito naquela tarde. Olhei para trás e vi a fila dando voltas, e, até onde os olhos puderam alcançar, percebi que ninguém trazia um livro em mãos para encurtar distâncias, para diminuir a ignorância social, para ajudá-lo a enxergar os detalhes além daquilo que saltam aos olhos da multidão e nos coloca em bloco dos iguais.
Com A riqueza do detalhe, o professor Moacir nos dá uma aula de sensibilidade e apreço à vida simples e aos valores do homem que ainda resiste ao tecnocentrismo e aos males do capitalismo agressivo que tenta nos cegar. E com este livro, Valença, aos poucos, ganha um espaço na literatura baiana ao passo que convoca os filhos dessa terra nunca vencida a ler, a escrever e a pensar porque Moacir Saraiva, entre outros, já começou. Concluí que sou sim um homem vitorioso, sobretudo por ter sido fruto dessa terra e aluno deste mestre escritor.
[1]Jocenilson Ribeiro nasceu em Jaguaripe-BA, mudando-se para Valença-Ba onde concluiu os estudos secundários pelo CEFET em 2002. É licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2007). Atualmente reside em São Paulo, onde cursa Mestrado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). jonuefs@gmail.com
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA
ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA PROMETEU ITINERANTE
No dia 22 de setembro de 1994, em pleno calçadão do Campo Grande, em Salvador, foi inaugurada a Biblioteca Prometeu Itinerante, que portanto estará completando 16 anos... e para marcar esta data, estaremos comemorando...
dia 21 (terça-feira) às 19h30min
no Espaço Cultural Igreja da Barroquinha
... com uma exposição de fotografias e cartazes das atividades realizadas
... e obviamente com uma Grande Roda de Poesia.
Apareçam. A Festa é Nossa
IDEALIZADOR E COORDENADOR: POETA DOUGLAS DE ALMEIDA
No dia 22 de setembro de 1994, em pleno calçadão do Campo Grande, em Salvador, foi inaugurada a Biblioteca Prometeu Itinerante, que portanto estará completando 16 anos... e para marcar esta data, estaremos comemorando...
dia 21 (terça-feira) às 19h30min
no Espaço Cultural Igreja da Barroquinha
... com uma exposição de fotografias e cartazes das atividades realizadas
... e obviamente com uma Grande Roda de Poesia.
Apareçam. A Festa é Nossa
IDEALIZADOR E COORDENADOR: POETA DOUGLAS DE ALMEIDA
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A PALAVRA LÍRICA DE IDERVAL MIRANDA
POESIA VIVA
A disciplina Teoria da Literatura II convida você para a Palestra A palavra lírica de Iderval Miranda, proferida pela Profª. Ms. Jacimara Vieira dos Santos (UNEB/UFBA).
Local: PAT 70 (Módulo VII, UEFS)
Data: 02/10/2010 (Sábado)
Horário: 9:00
Realização: Prof. Cleberton dos Santos
DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES / UEFS
A disciplina Teoria da Literatura II convida você para a Palestra A palavra lírica de Iderval Miranda, proferida pela Profª. Ms. Jacimara Vieira dos Santos (UNEB/UFBA).
Local: PAT 70 (Módulo VII, UEFS)
Data: 02/10/2010 (Sábado)
Horário: 9:00
Realização: Prof. Cleberton dos Santos
DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES / UEFS
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
TARDE EM SOL MAIOR
TARDE EM SOL MAIOR
Para Jorge de Souza Araújo
Sou aquele sol escorrendo por trás do coreto
Sou aquele sino dormindo no silêncio da Matriz
Sou aquele sorriso de criança correndo na pracinha
Sou aquele canto festivo dos periquitos matinais
Sou aquele palhaço que faz da vida poesia colorida
Sou aquele poeta recitando Borges para crianças
Sou aquele homem carregando esperanças no peito
Sou aquele menino que nunca saiu de Baixa Grande.
Cleberton Santos
Feira de Santana, 24 de outubro de 2009.
publicado no livro "Cantares de Roda", 2011
Para Jorge de Souza Araújo
Sou aquele sol escorrendo por trás do coreto
Sou aquele sino dormindo no silêncio da Matriz
Sou aquele sorriso de criança correndo na pracinha
Sou aquele canto festivo dos periquitos matinais
Sou aquele palhaço que faz da vida poesia colorida
Sou aquele poeta recitando Borges para crianças
Sou aquele homem carregando esperanças no peito
Sou aquele menino que nunca saiu de Baixa Grande.
Cleberton Santos
Feira de Santana, 24 de outubro de 2009.
publicado no livro "Cantares de Roda", 2011
EVENTO NA PUC MINAS GERAIS
Apresentação
África: dinâmicas culturais e literáriasA PUC Minas, a UFMG e a UFOP realizarão, no período de 8 a 11 de novembro de 2010, na Cidade de Ouro Preto, o IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, em continuidade à iniciativa da Universidade Federal Fluminense, que, em 1991, organizou o primeiro evento, seguido pelos encontros sediados pela USP em 2003 e pela UFRJ em 2007. No IV Evento será formalmente instalada a Associação Internacional de Estudos Literários e Culturais Africanos - AFROLIC.O IV Encontro pretende constituir-se em um fórum de discussão sobre repertórios culturais pelos quais a África se faz conhecer, problematizando-os. Intenta rever, sob o signo da diversidade cultural, conceitos e idéias a partir dos quais o continente é comumente pensado. Nesse contexto, visa também refletir sobre os diálogos que a literatura e as outras artes têm promovido com os horizontes políticos e sociais. Há na contemporaneidade uma descrença em relação ao futuro do planeta, associada ao chamado fim das utopias. Daí a necessidade de se discutirem projetos políticos ligados à questão da nação no domínio da literatura e das artes em geral. Os repertórios culturais do continente pensam, com especificidade, essa questão, que se desdobra em outras. Que proposições e visões de futuro podem ser percebidas nos textos literários e artísticos em geral? Como as produções artísticas e críticas buscam responder aos desafios da contemporaneidade? De que maneira essas questões se relacionam com propostas de reciclagem das formas artísticas em sua relação com as novas tecnologias?
África: dinâmicas culturais e literáriasA PUC Minas, a UFMG e a UFOP realizarão, no período de 8 a 11 de novembro de 2010, na Cidade de Ouro Preto, o IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, em continuidade à iniciativa da Universidade Federal Fluminense, que, em 1991, organizou o primeiro evento, seguido pelos encontros sediados pela USP em 2003 e pela UFRJ em 2007. No IV Evento será formalmente instalada a Associação Internacional de Estudos Literários e Culturais Africanos - AFROLIC.O IV Encontro pretende constituir-se em um fórum de discussão sobre repertórios culturais pelos quais a África se faz conhecer, problematizando-os. Intenta rever, sob o signo da diversidade cultural, conceitos e idéias a partir dos quais o continente é comumente pensado. Nesse contexto, visa também refletir sobre os diálogos que a literatura e as outras artes têm promovido com os horizontes políticos e sociais. Há na contemporaneidade uma descrença em relação ao futuro do planeta, associada ao chamado fim das utopias. Daí a necessidade de se discutirem projetos políticos ligados à questão da nação no domínio da literatura e das artes em geral. Os repertórios culturais do continente pensam, com especificidade, essa questão, que se desdobra em outras. Que proposições e visões de futuro podem ser percebidas nos textos literários e artísticos em geral? Como as produções artísticas e críticas buscam responder aos desafios da contemporaneidade? De que maneira essas questões se relacionam com propostas de reciclagem das formas artísticas em sua relação com as novas tecnologias?
terça-feira, 11 de maio de 2010
CURTIÇÃO NA PRAIA
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
PARABÉNS PARA Karina Rabinovitz
A FLIPORTO DIGITAL.da V FESTA LITERÁRIA INTERNACIONALDE PORTO DE GALINHAS,tem a honra de anunciar os classificados e vencedores do3º PRÊMIO INTERNACIONAL POESIA AO VÍDEO:
1º lugar: 'Boca', Lis Paim2º lugar: 'Ao chão do Corpo', Daniel Retamoso Palma3º lugar: 'Dúvida', Fernando Davidovitsch4º lugar: 'Avenida Paulista', Simone Costa5º lugar: 'Beijo', Victor Candido Dreyer Vieira6º lugar: 'Às Avessas', Karina Rabinovitz7º lugar: 'Fernando', Silvino Ferreira Jr8º lugar: 'A Terra da Verdade', José Luís da Silva Costa9º lugar: 'Dú[vidas]', Gabriela Lopes10º lugar: 'Perguntório e Respostório', Walter LajesOs três primeiros lugares receberão o prêmio em dinheiro de 4, 3 e 2 mil reais, respectivamente, bem como passagens e hospedagem para os 4 dias de nossa Festa.SEJAM TODOS BEM-VINDOS!Antônio CamposCurador da Fliporto 2009
TEMOS LÁ UMA POETA BAIANA: Karina Rabinovitz
A POESIA BAIANA ESTÁ EM TODAS!
1º lugar: 'Boca', Lis Paim2º lugar: 'Ao chão do Corpo', Daniel Retamoso Palma3º lugar: 'Dúvida', Fernando Davidovitsch4º lugar: 'Avenida Paulista', Simone Costa5º lugar: 'Beijo', Victor Candido Dreyer Vieira6º lugar: 'Às Avessas', Karina Rabinovitz7º lugar: 'Fernando', Silvino Ferreira Jr8º lugar: 'A Terra da Verdade', José Luís da Silva Costa9º lugar: 'Dú[vidas]', Gabriela Lopes10º lugar: 'Perguntório e Respostório', Walter LajesOs três primeiros lugares receberão o prêmio em dinheiro de 4, 3 e 2 mil reais, respectivamente, bem como passagens e hospedagem para os 4 dias de nossa Festa.SEJAM TODOS BEM-VINDOS!Antônio CamposCurador da Fliporto 2009
TEMOS LÁ UMA POETA BAIANA: Karina Rabinovitz
A POESIA BAIANA ESTÁ EM TODAS!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
PEÇA NHÔ GUIMARÃES
PEÇA TEATRAL NO CUCA
Estou vendendo os ingressos para o Espetáculo Teatral NHÔ GUIMARÃES, baseado no romance de Aleilton Fonseca, direção de Edimilson Motta Pará, com a atriz Deusi Magalhães.
Sucesso de público e de crítica!
Local: Tetro do CUCA / Centro de Feira de Santana
Data: 05 e 06 de novembro de 2009.
Hora: 19:30
Meia: 5,00
Inteira: 10,00
Inteira: 10,00
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
ALEILTON FONSECA NA TV SENADO
O poeta, contista e professor universitário Aleilton Fonseca é o entrevistado do programa Leituras.
Ele apresenta no programa o romance O Pêndulo de Euclides, no qual propõe uma reflexão sobre a mudança de valores motivada pela guerra.
O autor vale-se da experiência de Euclides da Cunha, na Guerra de Canudos, onde passou a ter uma visão mais realista da vida.
A entrevista com o escritor Aleilton Fonseca vai ao ar no domingo, dia 25/10, às 8h e às 20h30.
NÃO PERCAM!
Ele apresenta no programa o romance O Pêndulo de Euclides, no qual propõe uma reflexão sobre a mudança de valores motivada pela guerra.
O autor vale-se da experiência de Euclides da Cunha, na Guerra de Canudos, onde passou a ter uma visão mais realista da vida.
A entrevista com o escritor Aleilton Fonseca vai ao ar no domingo, dia 25/10, às 8h e às 20h30.
NÃO PERCAM!
PROMOÇAO DA AGENDA 2010
Fazer da brisa um traje sem medida
E do arco-írirs fazer um tobogã.
Amar as mínimas coisas da vida.
E ter no olhar as luzes do amanhã.
Affonso Manta
AGENDA 2010
Agenda de 2010, Brasil retratos poéticos, pela Editora Escrituras, São Paulo, com fotos de Mauricio Simonetti e Rogério Reis, poemas de Raimundo Gadelha, e minibiografias e fragmentos poéticos que homenageiam e divulgam os mais talentosos poetas da Bahia, entre eles Cleberton Santos, Antonio Brasileiro, Aleilton Fonseca, Adriano Eysen, Roberval Pereyr, Damário Dacruz, Ruy Espinheira Filho, Affonso Manta, Idmar Boaventura, Sandro Ornellas, Castro Alves, Maria da Conceição Paranhos, Florisvaldo Mattos, Adelmo Oliveira, Kátia Borges e alguns outros.
Organização e seleção de José Inácio Vieira de Melo.
Valor: R$ 20,00
Cleberton Santos
Tel: (75) 9117-6433
Ótimo presente para final de ano!
http://clebertonsantos.blogspot.com/
E do arco-írirs fazer um tobogã.
Amar as mínimas coisas da vida.
E ter no olhar as luzes do amanhã.
Affonso Manta
AGENDA 2010
Agenda de 2010, Brasil retratos poéticos, pela Editora Escrituras, São Paulo, com fotos de Mauricio Simonetti e Rogério Reis, poemas de Raimundo Gadelha, e minibiografias e fragmentos poéticos que homenageiam e divulgam os mais talentosos poetas da Bahia, entre eles Cleberton Santos, Antonio Brasileiro, Aleilton Fonseca, Adriano Eysen, Roberval Pereyr, Damário Dacruz, Ruy Espinheira Filho, Affonso Manta, Idmar Boaventura, Sandro Ornellas, Castro Alves, Maria da Conceição Paranhos, Florisvaldo Mattos, Adelmo Oliveira, Kátia Borges e alguns outros.
Organização e seleção de José Inácio Vieira de Melo.
Valor: R$ 20,00
Cleberton Santos
Tel: (75) 9117-6433
Ótimo presente para final de ano!
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sábado, 24 de outubro de 2009
TARDE EM SOL MAIOR
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