Cleberton Santos (14/05/1979, Propriá/SE) é poeta e professor do IFBA campus Santo Amaro. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS. Publicou os livros “Ópera urbana” (2000), “Lucidez silenciosa” ( 2005) “Cantares de roda” (2011), “Aromas de fêmea” (2013), "Estante Viva” (2013 ) e "Travessia de abismos" (2015). Vencedor do Prêmio Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima da Academia Brasileira de Letras (2002). Este blog é dedicado à divulgação da Literatura e outras Artes.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
CIDADE DA CULTURA - ASA FILHO
AGENDA
DIA 11/09 ASA FILHO E CONVIDADOS 19h.
DIA 12/09 ASA FILHO TERCETO 21h.
DIA 13/09 JERRY BENEVIDES - SHOW REDENÇÃO 20h.
Jerry Benevides é cantor e compositor, tendo já participado de muitos shows e festivais pela a Bahia à fora com suas belas canções. Traz em seu repertório composições próprias e interpretações bastante originais de compositores como Elomar, Xangai, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Alceu Valença, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivan Soares, , além de outros clássicos da MPB. Com um estilo bem peculiar de tocar seu violão, consegue unir o Clássico e o Popular, o Pop e a Bossa, o Baião e a tropicália, fazendo uma mistura de ritmos e estilos empolgante. Além de Jerry Benevides, a formação conta com o Clarinetista Fábio Calisto e a Cantora Suely Canto.
Veja: www.fotolog.com/cidadedacultura
CIDADE DA CULTURA
Rua H, 170 conj. João Paulo II
Feira de Santana – Bahia
Tel.: 75 3483 2740
CARLOS GILDEMAR PONTES
Memória na pele
Há uma memória indissolúvel
que guarda desejos
abraços
prazeres
que acorda no meio da noite
e espera o dia vir
com seu cheiro de mato e passarinho
há nesta memória
o registro dos momentos passageiros
do brilho dos olhos teus
dos prazeres repartidos
da resina do sexo entre nossas coxas
erupindo como se fôssemos mar revolto
em minha memória és sede e tatuagem
como uma chupada gravada no pescoço
http://www.revista.agulha.nom.br/carlosgildemar.html#bio
domingo, 7 de setembro de 2008
PESQUISA DE LEILA MÍCCOLIS
http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/pquantos/nomesak.htm
A POÉTICA DO GINGADO
http://www.sougabrielferreira.blogspot.com/
ARTIGO DE MOACIR EDUÃO
[PDF]LAT. 23
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTMLNívia Maria, Cleberton Santos,. Adriano Eisen, Tito Gonçalves,. Patrice de Moraes, Idmar Boaventura,. Joaquim Gama, Moacir Eduão,
revues-plurielles.org/_uploads/pdf/17_23_21.pdf
SEBO ESTANTE VIRTUAL
http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca-v.cgi?vendor=livrosbomebarato&pchave=§ion=estante**Poesia&alvo=&inicio=1&orderby=autor%20(A-Z)&groupby=estante§ion=&refinar=0&memoria_queries=
BLOG JUDÔ E POESIA
http://judoepoesia.blogspot.com/2007/10/amor-cleberton-santos.html
ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA
COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001: 2v.
FLIPORTO 2008
ANTÔNIO CAMPOS
sábado, 6 de setembro de 2008
LITERATURA INFANTIL - CYRO DE MATTOS
A Secretaria Municipal da Educação de São Paulo adquiriu 4.857 exemplares de “O Menino e o Boi do Menino” , novo livro do baiano (de Itabuna) Cyro de Mattos, para distribuir nas bibliotecas e escolas paulistas. Lançado pela Editora Biruta em maio deste ano, o livro escrito para a garotada nem bem começou a circular nas principais livrarias brasileiras já vai para a quarta edição. “O Menino e o Boi do Menino” é uma história tão comovente que às vezes parece pura poesia. É a história do boi Pintado que vive feliz da vida num sítio, com uma vaca azebuada que é sua mulher, um bezerro com pintas que é seu filho e um menino que é seu melhor amigo e nem imagina que um dia eles podem se separar.
Um dia, esta separação acontece e a gente vai acompanhando a história por dois caminhos – um, que é a longa e triste viagem do boi que vai ter de viver sozinho num lugar longe dos seus “amores”; o outro, é a saudade sem tamanho do menino que chega a ouvir o mugido do boi lá longe, de tanta falta que ele faz.
Acontece que vida de boi não é nada fácil porque “dele tudo se aproveita” e seu destino é ser criado para morrer. E a vida de menino é de uma tristeza sem limite, ainda mais quando ele sofre tanto que acaba ficando com o coração do tamanho de um boi.
Escrita numa linguagem fluente, dinâmica e poética, esta é uma história de amor, ternura e amizade, revelando que o afeto entre animais e pessoas é um sentimento tão humanamente forte que às vezes pode até mudar o curso da história e até mesmo surpreender a gente com um final feliz.
Baiano de Itabuna, escritor com prêmios respeitáveis, autor de 35 livros, Cyro de Mattos tem contos e poemas publicados em antologias no Brasil em Portugal, Itália, Alemanha, Rússia, Dinamarca, México e Estados Unidos. A Palimage Editora, de Viseu, Portugal, publicou dois livros seus de poesia, “Vinte Poemas do Rio” e “Ecológico”. A Runde Taarn Edizione, de Gerenzano (Varese), na Itália, vai publicar breve “Poesie della Bahia”, uma antologia de seus poemas. Sua história “Natal das Crianças Negras” foi incluída na “Antologia di Natale”, da Editora Tigulio Bacherontius, de Santa Margherita Ligure, Itália, reunindo 45 textos selecionados entre 247.
Texto enviado pelo autor.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Fogueiras de São João, Propriá - SE.
LANÇAMENTO DO CD DE JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO
Epitáfio para Guinevere
Cavalos já foram pombos
de asas de nuvem.
Domingos Carvalho da Silva
Meus cavalos choram por ti, égua de olhos azuis.
Não mais invadirei o vento montado no teu galope.
Que fique inscrito na tua lápide
o verso de lágrimas dos meus cavalos.
Para tu, que trazias os céus dentro dos olhos,
o relinchar da paixão pagã
dos cavalos que trago dentro de mim.
Lançamento do cd de poemas
"A casa dos meus quarenta anos",
de José Inácio Vieira de Melo
LDM Livraria Multicampi, Rua Direita da Piedade, Salvador - BA
13 de setembro de 2008 (sábado), das 10 às 14 horas
MELO, José Inácio Vieira de. A casa dos meus quarenta anos. Salvador: Aboio Livre Edições, 2008. 1 CD
MELO, José Inácio Vieira de. A infância do centauro. São Paulo: Escritura Editora, 2007.
MELO, José Inácio Vieira de. A terceira romaria. Salvador: Aboio Livre Edições, 2005.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Epifanias dos meus trinta anos
EYSEN, Adriano. Cicatriz do Silêncio.
Salvador: EPP Publicações e Publicidade,
2007.
Epifanias dos meus trinta anos
I
O gado rumina no pasto
sonhos da antiga criança
e teus olhos
como duas peixeiras
cortam a epiderme
da minha velhice.
II
Os morcegos carregam angústias
dentro da casa
onde morou minha infância.
Seus vôos tortos
apunhalam a noite
afugentando saudades
e as íris do menino
vêm como rosetas
rasurar o retrato
da meninice de ontem.
III
Lá fora a vida passa
sob o instante da chuva
e dentro do homem
um cego tateia sonhos.
Há uma multidão de pingos
que varrem os soluços
do antigo menino
e o tempo galopa em mim.
IV
O que vejo são os anos
sete facas sangrando
a última infância.
Apenas uma fotografia estendida na lembrança.
No quarto, os morcegos trazem
o aroma do campo.
A vida é o que perdi
e o que já não tenho na memória.
V
Nesta antiga casa
os móveis velam
a bonança das borboletas
que repousam no retrato de meus pais.
Na varanda, a luz do candeeiro
comunga com a brisa
os segredos envelhecidos
dentro da noite fechada.
VI
E as éguas do meu avô
marcham no quintal
onde descobri
os sabores do sexo.
É triste falar das mulheres
que pisam como potras
a inutilidade do meu sono.
VII
Tardo, e o chocalho das vacas
ressoam um sertão
que habita a inocência
do meu filho.
Chove dentro da madrugada
e no dorso de uma égua baia
a morte vem como sete sóis
siderando meus trinta anos.
Livro sobre Literatua e Gênero
SILVA, Antonio de Pádua Dias (org.). Identidades de Gênero e práticas discursivas. Campina Grande: EDUEP, 2008. ISBN 978-85-87108-92-0
Pedidos para:
Editora da Universidade Estadual da Paraíba
WWW.eduep.uepb.edu.br
eduep@uepb.edu.br
Anais do IV Colóquio Nacional Representações de Gênero e de
Sexualidades, 19 e 20 de junho de 2008
Campina Grande, Editora Realize, 2008 – ISBN 978-85-61702-00-7
YÊDA SCHMALTZ: A CONDIÇÃO FEMININA NO
DISCURSO POÉTICO.
Prof. Ms. Cleberton dos Santos
Universidade Estadual de Feira de Santana
RESUMO
Ficcionista, poeta e ensaísta de ampla produção e
reconhecimento crítico, Yêda Schmaltz (1941-2003) tematiza
em seus poemas a sexualidade, a solidão e a condição da
mulher frente à contemporaneidade com seus valores
incertos. Com base nas teorias da identidade cultural e da
crítica literária feminista poderemos analisar a representação
da condição feminina no discurso poético de Yêda
Schmaltz, uma das principais vozes da literatura brasileira
contemporânea. Assim, a partir deste sistema de
interpretação cultural, realizaremos uma leitura crítica a
partir de uma escritura de densidade poética que opera uma
linguagem questionadora das imagens representativas da
condição feminina na contemporaneidade.
Palavras-chave: Poesia, Gênero, Identidade e
Contemporaneidade.
Texto completo no livro indicado acima.
TEORIA DA LÍRICA - UFBA
1. Adriano Eysen Rego
2. Cleberton dos Santos
3. Igor Nunes Dourado de Carvalho
4. José Welton Ferreira dos Santos Júnior
5. Luisa Marques Torreão Sá
6. Rafael Nunes Maciel
7. Renata Spínola Caria
8. Rosana Almeida Junqueira
9. Vilma Santos da Paz
JORNAL PANORAMA
De cima de um muro
um calango vigia o mundo.
Imperioso e astuto e lépido
contempla a paisagem (surda)
ausculta os pensamentos de um cético.
De cima de um muro
um calango vigia o cego.
Viril e verossímel e audaz
afronta a morte que ronda
seu dorso listrado de couro tenaz.
Publicado no Jornal Panorama da Palavra - Rio de Janeiro.
http://www.panoramadapalavra.com.br/poesia2_53.html
CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES
Veja quem foi publicado:
Adilson Roberto Gonçalves / Lorena-SPAlbina Morais Cordella / Santos-SPAmilton Fernandes de Azevedo / Mauá-SPAna Carolina Quintana de Serpa / Rio de Janeiro-RJAngela Maria Meili / Rio Grande-RSAnna Carolina dos Anjos Silva / São Paulo-SPAnne Glauce Freire / São Luís-MAAntonio Crisóstomo Damasceno Filho / Forteleza-CEAri Jorge Marques Machado / Rio de Janeiro-RJCarlos Alberto de Assis Cavalcanti / Arcoverde-PE
Cleberton Santos / Feira de Santana-BA
Daniele Carolina Menezes Araújo / Fortaleza-CEDébora Porto / Gravataí-RSEdmilson dos Santos Silva / Maceió-ALEnio S. Luciano / Sete Lagoas-MGFausto Roberto Vedoy Barcellos / Porto Alegre-RSFrancisco José Martins Teixeira / Manaus-AMGeorge Silva Costa / Fortaleza-CEJavier Lifschitz / Rio de Janeiro-RJJoão Múcio Amado Mendes / Belém-PAJosé Dércio Braúna / Jaguaruana-CEJuacêni Mastrângelo Abreu dos Santos / Belo Horizonte-MGJuliana Chalub / Belo Horizonte-MGJúnia Carvalho / Belo Horizonte-MGKarla Marília Meneses / Uberaba-MGKetty Elizabeth Benkendorf / Joinville-SCLeonardo Rodrigues / Anápolis-GOLucélia Maria de Souza Oliveira / Telêmaco Borba-PRLuiz Augusto Silva Rodrigues / São Bernardo do Campo-SPMaicon Moreira / São Paulo-SPMarco Antonio Cardoso / Salvador-BAMariana Rodrigues Ferri / São Carlos-SPMaria Odete Olsen / Florianópolis-SCMateus Machado da Cunha / Itatiba-SPMaurício Antonio Berardo Mazzo / Jardinópolis-SPNida Chalegre / Brasília-DFOdair Glatson dos Santos / Betim-MGPatrícia Mauá de Toledo / São Paulo-SPPedro Guimarães Ribeiro de Almeida / São Paulo-SPRamon Lustoza Varela Diaz / Parati-RJRenato de Oliveira Prata / Salvador-BARenato Saldanha Lima / Rio de Janeiro-RJRicardo Aparecido Silva / Pompéia-SPRil Avessanto / São Paulo-SPRoberto da Silva Ribeiro / Paulo Afonso-BARogério Almeida Dall Pozzollo Júnior / Natal-RNRômulo Carvalho Netto / Cuiabá-MTRosaura Barbosa / Porto Alegre-RSSandra Moreira Ebisawa / Rio de Janeiro-RJValdeci Ricardo Duarte / Rio Branco-ACViegas Fernandes da Costa / Blumenau-SCWagner Santos Ferreira / São Paulo-SPWagner Souza Rezende / Belo Horizonte-MGWaldyr Argento Júnior / Niterói-RJ
Clique aqui e saiba como adquirir as antologiasPainel Brasileiro de Novos Talentos
Veja aqui quem foi publicado nas edições anterioresClique sobre as antologias.
Você gostaria de publicar o seu próprio livro e não sabe como? Clique aqui e veja o que a CBJE/RJ pode fazer para que você se torne,de fato e de direito, um escritor brasileiro!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
I Seminário de Leitura crítica do conto baiano
Departamento de Letras e Artes/PPGLDC - UEFS
1º dia - 03/09 quarta-feira
8h30 - ABERTURA
8h30 Autores e temas do conto baiano contemporâneo
Prof. Dr. Aleilton Fonseca (UEFS)
9h00 Aspectos do conto de Adonias Filho
Prof. Dr. Adeítalo Pinho (UEFS)
9h30 Mulheres de Helena — imagens feminininas nos contos de Helena Parente Cunha. Prof. Ms. Lílian Almeida (UNEB)10 h- Sessão de Comunicações - Leituras críticas de contos baianos
14h - Leitura dramática e recriação de contos baianos
15 h - Sessão de Comunicações - Leituras críticas de contos baianos
2ºdia - 4/09 - Quinta-feira
8h30 - 10h Mesa-redonda: O conto na experiência dos seus autores
Invenção e recordação: o conto como experiência cênica
Adelice Souza
A experiência do conto: imaginação e memória
Carlos Ribeiro
Conto e cinema: criação e influência
Mayrant Gallo
Coordenação: Aleilton Fonseca
10h10 às 12h00 - Sessão de comunicações - Leituras críticas de contos baianos
14h - 16h Oficinas com os escritores
Oficina 1
Invenção e recordação: o conto como experiência cênica
Adelice Souza
Oficina 2
A experiência do conto: imaginação e memória
Carlos Ribeiro
Oficina 3
Conto e cinema: criação e influência
Mayrant Gallo
16h20 - Encerramento: O conto afinal de contas
Rosana Ribeiro Patricio
Aleilton Fonseca
16h50 - Sessão de autógrafos com os autores
domingo, 31 de agosto de 2008
CANÇÃO DA AMIGA
(para flauta doce)
Em teus lábios, amiga,
repousam sonhos disfarçados de euforia.
Em teus olhos, amiga,
naufragam poemas rupestres de dores oníricas.
Em teu corpo, amiga,
florescem lírios roxos em mar de volúpia.
Cleberton Santos
*Poema publicado no Jornal Tribuna Feirense, caderno Tribuna Cultural, 25/01/2004.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Lançamento de CD de JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELLO
Por Helena Ortiz
LANÇAMENTO - José Inácio Vieira de Melo lança poemas em CD para festejar seus 40 anos de idade.O poeta nasceu no povoado alagoano Olho d'Água do Pai Mané e veio para a Bahia aos 20 anos, em 1988.
Ao completar 40 anos e festejá-los com a edição do cd "A casa dos meus quarenta anos", José Inácio Vieira de Melo pode olhar para trás (e nós também olhamos) e ver que tem uma carreira construída.Tão jovem ainda, apenas 40 anos, muito pouco para se mensurar a carreira de um poeta. Talvez seja uma temeridade fazê-lo, uma vez que muitos estréiam, publicam poemas em uma ou outra antologia, mas, porque o público escasseia ou porque perdem o ímpeto, vão fazer outra coisa. Não é o caso de JIVM, porque ele não escolheu ser poeta. Foi escolhido pelo anjo torto, talvez num sopro de vento mais forte, talvez com a primeira flor de algorobeira, quando se viu diferente dos outros. Surpreendeu-se, talvez, quando menino, algumas vezes não entendeu, por muito jovem, até que o tempo ensinou-o a decifrar alguns enigmas e ele aceitou a missão de menestrel contemporâneo.NA BOCA DA NOITE - Desde seu livro de estréia, Códigos do Silêncio, em 2000, José Inácio não parou mais. Seria excessivo que eu escrevesse sobre a sua poesia e os livros que vieram depois, Decifração de abismos e A terceira romaria, até A infância do Centauro, porque sobre ela (e eles) já escreveram nomes honrados e prestigiados do nosso pródigo cenário literário: Astrid Cabral, Marco Lucchesi, Francisco Carvalho, Lêdo Ivo, Izacyl Guimarães Ferreira, Igor Fagundes e seu admirado Gerardo Mello Mourão, hoje em outras paragens e sobre quem versa a tese de mestrado de José Inácio. Ao lado de tais nomes, o meu apareceria apagado, por poucos saberes acadêmicos. Mas há uma face que posso destacar, que me interessa muito, e me reporta a Lucchesi quando fala em "atitude de poeta". Falo do José Inácio ativista, coisa mais rara no ofício.Uma outra força lhe foi legada: a capacidade de inventar oportunidades. E trabalha com isso na área mais difícil das artes. É o que se chama hoje de agitador cultural, aquele que idealiza, aglutina, organiza, sai a campo e realiza.Durante quatro anos JIVM esteve à frente do Poesia na Boca da Noite, no restaurante Grande Sertão, em Salvador. Isso significa dizer que convidou, agendou (a agenda era feita no início do ano) fez contatos, juntou material, entrevistou e divulgou uma quantidade de poetas, fazendo com que aparecessem, conhecessem seus pares e tivessem espaço para mostrar o próprio trabalho; editou, junto com Aleiton Fonseca e Carlos Ribeiro cinco números da revista Iararana, além de organizar o concurso de poesia da revista; selecionou, organizou e editou a antologia Concerto lírico a quinze vozes, capa de Almandrade, novamente abrindo espaço para os novos poetas, um belo trabalho a que dedicamos as páginas centrais do panorama, com texto que tive o prazer de assinar.Quando vi a revista pela primeira vez, e as outras, ou quando recebi a antologia era sempre uma alegria e eu pensava: José Inácio estava ali, organizando o movimento, segurando a bandeira dos predestinados, engolindo sapos e ouvindo mais não do que sim. Mas José Inácio é mais sim do que não, e quando menos se esperava, ali estava o trabalho concluído.Em época de Olimpíadas, não seria ele uma das nossas maiores vitórias? Algum dia daremos a necessária atenção à mens sana, ou pelo menos a igual atenção que se dá ao corpore sano?José Inácio esteve muitas vezes nas páginas do panorama: por ocasião dos lançamentos dos seus livros, porque foi finalista do Concurso Astrid Cabral, porque realizava. Sobre ele escreveram no jornal Marcus Vinicius, Mayrant Gallo, Ronaldo Correia de Brito, Hélio Pólvora e Izacyl Guimarães Ferreira. Também esteve no Rio para a comemoração dos seis anos do panorama – uma festa da escrita que terminava para dar vez ao jornal virtual – uma pena!No período, muitas coisas aconteceram, boas e más, como são as coisas.Amigos que se distanciaram, outros que se aproximaram, a chegada de mais um filho, a correria da vida, de carro ou a galope, sempre a poesia pulsando.O centauro deixa a infância. José Inácio, aos 40 anos, voa. E lê, continua lendo, recitando ou cantando, graças a uma prodigiosa memória, os poetas de sua vida. Os poetas de todas as vidas, que só existem se os poetas de hoje não deixarem de cantá-los.
DIVULGADOR DE POESIA - Eu diria que por seu temperamento, José Inácio está mais para Castro Alves do que para Jorge de Lima, mas bem que podiam ser seus os versos: "um cavalo todo feito em chamas / alastrado de insânias esbraseadas / pelas tardes sem tempo ele surgiu / e lia a mesma página que eu lia".Por tudo isso podem comemorar todos aqueles que sabem o quanto é importante (e difícil) dar a conhecer, sem parar, a produção poética brasileira, a despeito dos que dizem que não se produz nada de novo no Brasil. A cultura é feita pela mediania, e não nos é dado decidir hoje quem será importante amanhã. É temeroso fazê-lo. Muitas promessas se tornaram cinzas e alguns nomes, aparentemente apagados, fizeram-se grandes com o tempo.O artista é o profeta do seu tempo e só o futuro lhe fará justiça. O que é preciso, hoje, é trabalhar, e disso, José Inácio é exemplo.Helena Ortiz é poeta, contista e editora do jornal Panorama da Palavra e da Editora da Palavra. Publicou os livros Em par (2001) e Sol sobre o dilúvio (2005), entre outros.
Resenha publicada no A Tarde Cultural, em Salvador, Bahia, em 23 de agosto de 2008
Lançamento do cd de poemas "A casa dos meus quarenta anos", de José Inácio Vieira de Melo
LDM Livraria Multicampi, Rua Direita da Piedade, Salvador - BA
13 de setembro de 2008 (sábado), das 10 às 14 horas
Retirado de http://www.jivmcavaleirodefogo.blogspot.com/
domingo, 24 de agosto de 2008
MOSTRA DE FOTOGRAFIA NO MAC
Onde: Museu de Arte Contemporânea – Feira de Santana.
Quando: 28 de agosto de 2008, às 20:00 horas
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
REVISTA POESIA SEMPRE - FBN
INFÂNCIA
No umbigo do mundo
escondi meu cavalo de barro.
No umbigo do mundo
escondi minha bola de gude.
No umbigo do mundo
a criança escondida
brinca de se esconder
do outro lado das coisas
vestindo palavras espumas.
CALÇADA RIBEIRINHA
Queria sentar nesta calçada antiga
repousar meus gritos e teoremas
jogar castanhas no buraco d’água.
Queria sentar nesta calçada antiga
sem a pressa dos vendavais urbanos
contar estrelas em esteiras amarelas.
Queria sentar nesta calçada antiga
sem a poesia que me atormenta
sentir a lua fria sobre as pernas.
Queria sentar nesta calçada antiga
e ver surgir do batente liso
a velha sombra da manhã vivida.
CANTO
A vida avança neste rio sem norte
e a sorte busca cada canto escuro
para dar morte a todo pássaro
que canta seu canto de esperança e medo.
A vida avança sem norte neste rio
e o canto escuro dos dementes
a todo pássaro cativo liberta
da morte do canto medroso e doente.
Poemas publicados na Revista Poesia Sempre, Nº 27, Ano 14. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2007. p. 151-153, ISSN 0104-0626
Revista Poesia Sempre
Fundação Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco, 219, 5º andar, Centro.
Rio de Janeiro - RJ
20040-008
e-mail: poesiasempre@bn.br
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O ESCRITOR CARLOS RIBEIRO
Visite o site de Carlos Ribeiro
www.carlosribeiroescritor.com.br
LANÇAMENTOS ESPECIAIS:
CAPITU MANDOU FLORES / PORTAL SOLARIS
Rinaldo de Fernandes organiza coletânea Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte, lançada pela Geração Editorial; Nelson de Oliveira a revista Portal Solaris, marco da ficção científica e do fantástico no Brasil. Vejam informações sobre ambas as publicações na seção Livros publicados
RESENHA A biografia Rubem Braga: um cigano fazendeiro do ar, de Marco Antonio de Carvalho, revela aspectos pouco conhecidos da vida do mais importante cronista brasileiro. Em Jornalismo literário
CRÔNICAS & ARTIGOS
Sagrado com rosto humano, sobre conferência do filósofo Luc Ferry; Gloriosa chatice, uma crítica à crítica feita ao cineasta Glauber Rocha, bem como à sua exaltada defesa; Esses nossos mitos dourados, uma opinião sintética sobre o Cinema Novo e o Maio de 68. Em Contos & crônicas
Desafios para um jornalismo mais humano: editorial publicado no jornal Reverso, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Em Especial.
ENTREVISTA
Suzana Varjão faz, em Micropoderes, macroviolências, uma análise densa do que denomina de bolhas e vãos: o espaço dos dominantes e dos dominados nos jornais, e alerta especialmente aqueles que escrevem ou lêem jornais diários acerca da potencialidade da palavra impressa e sua responsabilidade na produção da ordem ou da desordem social. Em Especial / Entrevistas
CONTO "O CAMINHO DOS ANCESTRAIS", DE NUNO GONÇALVES Carlos Ribeiro recomenda - Nota 10,5
ANTONIO TORRES COMENTA O ROMANCE LUNARIS Fortuna crítica
NOVOS TRECHOS E CAPÍTULOS DE LIVROS DO AUTOR Livros publicados
ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA ABRE INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO NACIONAL BRASKEM / CONTO 2008. A PREMIAÇÃO É DE 15 MIL REAIS E PUBLICAÇÃO POR UMA EDITORA DE PROJEÇÃO NACIONAL. VEJA REGULAMENTO NO SITE DA ACADEMIA
www.academiadeletrasdabahia.org.br
RECÔNCAVOS REVISTA ACADÊMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA FAZ CHAMADO PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS, ENSAIOS E RESENHAS. O NÚMERO 2 TRARÁ DOSSIÊ SOBRE OS 40 ANOS DO MAIO DE 68. MAIS INFORMAÇÕES NO SITE DA REVISTA www.reconcavos.ufrb.edu.br
Revisão, leitura de originais, produção de textos e atividades editoriais em geralcarlos@carlosribeiroescritor.com.br
MANUAL DE SEMÂNTICA
Editora: Vozes
Autor: Luciano Amaral Oliveira
184 páginas
Peso: 266 gramas
1ª edição
Assunto: Letras e literatura
Preço: R$ 30,00
Manual de Semântica traz para os leitores informações, provocações e reflexões acerca dos estudos do significado. Diferentes concepções teóricas são abordadas aqui, como, por exemplo, a Semântica Histórica, a Semântica Formal, a Semântica Cognitiva, a Semântica Estruturalista e a relação entre Semântica, Filosofia e Lingüística. A abordagem pragmática dos fenômenos semânticos não poderia deixar de ocupar uma grande parte deste livro, que também trata da semântica na prática docente e do status teórico do significado literal no processo de interpretação textual.
CURSO CASTRO ALVES - ALB
CURSO CASTRO ALVES 2008
III COLÓQUIO DE LITERATURA BAIANA
24 a 26 de setembro, das 14h30 às 19h30 - na ALB, em Salvador - Bahia
PROGRAMA
24/09 - quarta-feira
17h00 - O caráter dramático e coreográfico da poesia de Castro Alves
Alexei Bueno (poeta e ensaísta)
25/09 - quinta-feira
14h30 - Sessões de Comunicações de Literatura Baiana 1, 2 e 3
17h00- As imagens oníricas da violência no poema "O navio negreiro" de Castro Alves
Artur Bispo dos Santos Neto (UFAL)
26/09 - sexta-feira
14h30 - Sessões de Comunicações de Literatura Baiana 4, 5 e 6
17h00 - Leitores de Castro Alves: depoimentos, leitura e comentários de poemas
Edivaldo M. Boaventura (ALB)
Consuelo Pondé de Sena (ALB)
João Eurico Matta (ALB)
18h30 - Lançamento do livro "O olhar de Castro Alves - ensaios críticos de literatura baiana"
(reunião de 51 trabalhos apresentados em 2006 e 2007)FICHA DE INSCRIÇÃO (Período: 15/08 a 05/09)
Obs: Enviar a ficha e aguardar a Carta de Aceite, para daí pagar a taxa de inscrição.
Nome completo: ____________________________________________( ) Professor ( ) Outra profissão:____________________ ( ) Escritor( ) Estudante de Pós-Graduação em: ______________________________________( ) Estudante de Graduação em: __________________________________________
( ) Estudante Ensino MédioEndereço: Rua/Av.: ____________________________________________________Complemento: ____________________ Cidade:_________________ Estado:_______
Cep: Tel: Fax:
E-mail:
Instituição a que pertence: ___________________________________________________
Forma e taxa de Inscrição:( ) Estudante/graduação (ouvinte) - valor R$ 5,00( ) Estudante/graduaçãoc/Apres. de Comunicação (só de Iniciação Científica, com indicação de orientador) - valor R$ 15,00( ) Profissional/pós-graduando/outro (ouvinte) - valor R$ 20,00( ) Profissional/pós-graduando/outro (c/ Apresentação de Comunicação) - valor R$ 40,00Titulo da Comunicação:________________________________________________________________________
Obs: As comunicações devem ser sobre questões, temas, autores, obras da literatura baiana.
Serão fornecidos certificados de apres. de comunicação e/ou de ouvinte carga horária de 15h
Os trabalhos apresentados poderão ser selecionados e reunidos em livro em 2009.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
ÂNIMA TRIO
AGENDA CIDADE DA CULTURA
DIA 14/08 ASA FILHO E CONVIDADOS 19h.
DIA 15/08 ÂNIMA TRIO - ACÚSTICO 21h.
DIA 16/08 ASA FILHO E CONVIDADOS 19h.
QUEM É ÂNIMA TRIO -Ânima Trio é um projeto artístico que já nasce amparado numa sólida amizade entre seus integrantes:Flaviano Gallo (Bateria e Vocal); Sérgio Canhoto (Contrabaixo) e Tito Gonçalves (Teclados e Vocal).Juntos, esses três músicos de Feira de Santana decidem encarar um repertório sofisticado, voltado a diversas tendências e com um princípio fundamental: "música de dentro pra fora"
VEJA: WWW.FOTOLOG.COM/CIDADEDACULTURA
LEVE COM VOCE O CD ASA FILHO E O REISADO DE SÃO VICENTE
UMA ANTOLOGIA MUSICAL
sábado, 9 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
CASA DAS MUSAS - BRASÍLIA
http://www.casadasmusas.org.br/default.htm
quinta-feira, 31 de julho de 2008
PRÊMIO CAMÕES 2008
Plantão Publicada em 26/07/2008 às 16h05mO Globo Online e O Globo
RIO - O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro ganhou, este sábado, o Prêmio Camões 2008, o mais importante reconhecimento a autores da língua portuguesa, criado pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988. Ele é o oitavo brasileiro a ganhar o prêmio que, nesta 20ª edição, premia o eleito pelo conjunto da obra com 100 mil euros.
Ubaldo, de 67 anos, é autor de, entre outros livros, "Viva o povo brasileiro", "Sargento Getúlio" e "O sorriso do lagarto", que virou minissérie da TV Globo. Ele também é colunista do jornal O Globo aos domingos.
Seu amigo Eduardo Portela, membro da Academia Brasileira de Letras, deixou um recado na secretária eletrônica e, desde então, Ubaldo não tem parado de receber ligações. O escritor afirmou estar feliz com a premiação, mas chateado com a falta de tempo para escrever seu novo romance:
- O prêmio integra a literatura de língua portuguesa. Ele é o reconhecimento do meu papel nessa literatura - disse.
João Ubaldo escreve atualmente para o programa "Faça a sua história", apresentado após o "Fantástico" nas noites de domingo, na TV Globo.
- Também estou tentando escrever um romance, mas, devido a todas as interrupções, fica difícil - conta ele, que também revisa e atualiza seu livro "Política", a ser relançado mês que vem.
Os outros brasileiros que receberam o mesmo prêmio foram: João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antônio Cândido de Mello e Sousa (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003) e Lygia Fagundes Telles (2005).
O Prêmio Camões do ano passado foi entregue nesta sexta-feira para o escritor português Antonio Lobo Antunes, em uma cerimônia que teve a presença do presidente do Brasil. Na ocasião, Lula destacou a importância do prêmio por "fortalecer as manifestações literárias da rica e diversificada cultura dos países de língua portuguesa".
Este ano, o júri foi formado pela professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Maria de Fátima Marinho, o escritor brasileiro Marco Lucchesi e o poeta e jornalista angolano João Meio.
domingo, 8 de junho de 2008
MEL DE ABELHA
Produto 100% Natural
Mel puro, original, bem cuidado e de ótimo sabor!
APIÁRIO RECANTO VERDE
Sítio Recanto Verde
Salinas da Margarida – BA
Responsável Técnico: Apicultor Damião de Oliveira Lima
Contatos:
(71) 99061291
(75) 9117-6433
(75) 9116-8271
LIVRO DE MOEMA PARENTE AUGEL

O Departamento de Letras e Artes (UEFS) convida a comunidade para a palestra e o lançamento do livro O DESAFIO DO ESCOMBRO: NAÇÃO, IDENTIDADES E PÓS-COLONIALISMO NA LITERATURA DA GUINÉ-BISSAU, da Professora e Pesquisadora MOEMA PARENTE AUGEL (UNIVERSIDADE DE BIELEFELD, ALEMANHA).
HORÁRIO: 14:00 H
LOCAL: AUDITÓRIO MÓDULO I (UEFS)
ANTÔNIO TORRES NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
Vale dizer que, apesar da merecida notoriedade, ele sempre demonstrou generosidade com aqueles que se iniciam na lide literária, fazendo questão de manter um diálogo franco, aberto e horizontal com os jovens autores. Sou uma prova disso: quando lancei meu Memória dos barcos, foi Torres quem assinou a orelha do livro, recomendando a leitura e subscrevendo a 'qualidade' dos contos.
Por tudo isso (e muito mais), registro desde já meu apoio à sua candidatura.
MARCELO MOUTINHO
http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/2008/06/torres_na_abl.php
LANÇAMENTO DE MOEMA PARENTE AUGEL
DATA: 11 DE JUNHO (QUARTA-FEIRA)
domingo, 25 de maio de 2008
RESTAURANTE CASA DO SERTÃO
Boa comida regional, ambiente agradável, espaço cultural diversificado, excelente atendimento! Vale a pena conferir!
Localização: Avenida Sto. Antônio, 122, Capuchinhos - Feira de Santana (BA)
Coordenação: Getúlio Andrade
BONS FILMES!
A casa dos espíritos
A cela
A conquista
A cor púrpura
A ilha
A lista de Shingler
A paixão de Cristo
A queda de Hitler
A última Ceia
A última missão
A vida é bela
Amadeus
Amistad
As horas
As pontes de Madson
Baile perfumado
Ben Hur
Bicho de sete cabeças
Bossa nova
Carandiru
Cazuza
Cidade de Deus
Código Da Vinci
Dália negra
Dança com lobos
Deus e o diabo na Terra do Sol
Diamante de sangue
Doutor Jivago
Forestgan
Frida Kalo
Gladiador
He man
Homens de hora
Inferno na torre
Lendas da paixão
Lutero
Mala educacion
Mar aberto
Mar adentro
Memórias póstumas
Menina de ouro
Meu nome é rádio
Meu nome não Jonhy
Minha amada imortal
Minority
Missão
O auto da compadecida
O beijo da mulher aranha
O carteiro e o poeta
O jardineiro fiel
O náufrago
O nome da rosa
O óleo de Lorenzo
O paciente inglês
O pianista
O quarto da culpa
O resgate do soldado Bryan
O sorriso da monalisa
O terminal
O último rei da Escócia
O último samuray
O último tango em Paris
O xangô de Bake Street
Os intocáveis
Paraíba masculina
Pearl Harbor
Perfume
Perfume de melher
Piano
Poderoso chefão
Pride
Primo Basílio
Quase deuses
Saneamento básico
Sarafina
Sobre meninos e lobos
Sociedade dos poetas mortos
Sylvia
Terra em transe
Todo sobre mi madre
Trezentos
Tróia
ANTOLOGIA DE FKANLIN MAXADO
Gostaria de convidá-los para o lançamento da Antologia de Cordel, publicada pela editora paulista HEDRA e a abertura da Exposição de Xilogravuras de FRANKLIN MAXADO.
Será dia l2 de junho (quinta-feira), às 20 horas, no Centro de Cultura Amélio Amorim, Feira de Santana, Bahia.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
LITA PASSOS E AS FLORES DE FOGO
A comunidade Maracaense e cidades vizinhas receberam-me com uma linda festa, em chamas, um público contagiante. As flores de Maracás abriram-se e acenderam suas luzes iluminando mais uma noite de PROSA SOBRE VERSOS na qual abelhinha crianças, jovens estudantes, e adultos incendiados da poesia de FLORES DE FOGO derramaram mel em canções, e cantou-me em versos e prosas, com encanto, beleza e, força de expressão. A celebração foi preparada para uma rainha, assim é que os maracaenses fizeram-me sentir. Festa solene, fina, elegante, com um nível de organização e qualidade para ser vista em Paris ou qualquer espaço nobre das artes, por isso Maracás está de parabéns. O prefeito, a Secretaria de Educação e Cultura, o coordenador e idealizador do projeto, diretor cultural, professor e poeta Edmar Vieira, que vem junto com sua equipe realizando com grande esforço, dedicação, e, sobretudo com amor, a construção da memória cultural do município. Como disse o poeta Cleberton Santos, em sua passagem por Maracás “tomara que outros muitos administradores públicos (políticos ou não) percebam que a poesia é um dos caminhos que poderá levar à reconstrução de uma HUMANIDADE mais Humana”. Toda a equipe envolvida merece aplausos, reconhecimento e, mais visibilidade do Estado. Jorge Morbeck abriu o evento nos presenteando com sua bela voz e violão. O merecimento de ser cantada por dois grupos: GRUPO CONCRIZ – coordenado pelo poeta e professor Vitor Nascimento Sá, e a TURMA DO AGITO, esta, teve a sua estréia naquela noite, coordenada por Lorena, membro da equipe de cultura e esportes do município e, Tonha, dedicada integrante da comunidade. Ambos os grupos compostos por crianças, e jovens estudantes, recitadores sensíveis, cheios de beleza e talento. Ressalto a beleza do cenário construído pelo artista plástico Paciência, que captou a essência de minha poesia e construiu belas flores de fogo iluminando aquela belíssima noite. O bate-papo com o ilustre Edmar Vieira, foi um momento cheio de informações, aprendizados e surpresas com a interação do público presente composto de professores, jovens estudantes e adultos da comunidade, fazendo aquele instante todo especial com perguntas inteligentes e instigantes. Todos vocês estão de parabéns pela bela construção da história desse lugar, dando beleza, sentido, e, significado à vida, a existência. Retornei a Salvador emocionada, incendiada pelo brilho, pelo encanto, pela beleza, pela luz e sensibilidade dessa boa gente maracaense.
Ave a poesia! Ave a palavra! Ave a vida! Ave a paz! Ave a justiça!
Muito obrigada Maracás, vocês são especiais, trarei este registro em minha memória.
Abraços e beijos
Lita Passos
09/05/2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
SOSÍGENES COSTA (1901-1968)
Soneto ao anjo
Por tua causa o meu jardim fechou-se
às mulheres que vinham buscar lírios,
quando o poente cor-de-rosa e doce
punha pavões nos capitéis assírios.
Teu beijo como um pássaro me trouxe
o mais azul de todos os delírios.
Por tua causa o meu jardim fechou-se
às mulheres que vinham buscar lírios.
Só tu agora colhes azaléia
e os cintilantes cachos da azuréia,
mágica flor que em meu jardim nasceu.
Só tu verás os lírios cor da aurora.
Meu pavão dormirá contigo agora
e o meu jardim dourado agora é teu.
(1930)
ALEXEI BUENO
O que é a arte? perguntou Tolstoi num famoso e estranho livro da sua fase mística. Para que serve a arte? não para os outros, o que é muito claro, mas para os que a criam, e num país pleno de energúmenos como o nosso, pergunto eu? Glauber Rocha, recentemente chamado de “uma merda” por um palhaço, fez Deus e o Diabo na Terra do Sol aos 24 anos de idade. Esse filme, para além da sua beleza indescritível, é uma síntese da nacionalidade que não só abarca todo o passado como chega – o famoso dom “profético” de Glauber - até nossa contemporaneidade, assim como passará além dela. É impossível, a não ser para os cegos, não ver o retrato do irracionalismo popular dividido entre a religião e a violência que há no filme, e não perceber que o Beato Sebastião e o Corisco que nele estão se transformaram no Bispo Macedo e no Fernandinho Beira-mar da nossa triste conjuntura. Aos 27 anos, Glauber fez Terra em transe, o maior filme sobre política da história do cinema, no caso sobre o subdesenvolvimento político e a tragédia dos que, conscientes, vivem nele. Mas, ora, ninguém o entendeu, qualquer flashback, e ainda mais um filme que é inteiro um flashback, é demais para a astúcia dos nossos conterrâneos, inclusive intelectuais que lêem com a maior naturalidade o mais arrevesado romance de vanguarda, mas saem de um filme no meio se ele tiver a mais ínfima inversão de ordem direta na narrativa. Aos 29 anos fez Glauber O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, fecho dessa trilogia genial, filme de uma precisão de mise-en-scène coletiva em planos-seqüência como só vi um tanto semelhante no Oito e meio de Fellini. Um importante e inteligente articulista disse recentemente que o filme era chato, essa grande reflexão estética. Já vi indivíduos dizerem que a Odisséia era chata, o Dom Quixote era chato, que a Divina Comédia era chata, que a Quarta Sinfonia de Brahms era chata, que o Grande sertão: veredas era chato, que a Missa em si-menor de Bach era chata, etc. etc. Conheci mesmo um que dizia – e era comunista, membro do Partidão – que o Encouraçado Potiônkim era chatíssimo. Uma merda deveria ser de fato Eisenstein para conseguir fazer um filme que dura uma hora, com 1.500 planos, e mesmo assim ser tão chato. Uma merda igualmente o Glauber do Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, filme onde vemos uma cidadezinha do sertão ser invadida por uma coréia de beatos famintos, comandados por uma santa; onde um matador de cangaceiros se encontra com o último deles, desafia-o e fere-o de morte; onde há um Coronel cego, que é corneado pelo delegado a quem domina; onde o mesmo Coronel chama seus jagunços para massacrar todos os beatos; onde a amante, flagrada, mata o delegado em praça pública com cinqüenta punhaladas; onde o cangaceiro ferido agoniza como o Cristo, e é deixado como que crucificado num mandacaru; onde um professor bêbado e a mulher do delegado fazem um ménage à trois com o cadáver do próprio, perante o padre, que se transformará por sua vez num revoltado, cena de necrofilia lírica única na história do cinema; onde os beatos são todos massacrados, a partir do que se prepara um duelo final, titânico, entre o professor e o matador de cangaceiros, de um lado, e o Coronel e todos os jagunços do outro, uma das maiores seqüências corais da história do cinema; onde o pobre Preto Antão se transforma num novo São Jorge e mata, a cavalo, com uma lança, a figura maligna do Coronel cego, no meio de uma praça, etc. etc. De fato, se Glauber, com tudo isso acontecendo em menos de duas horas, conseguiu fazer um filme chato, deve estar na mesma categoria de Eisenstein para o comunista. Esse filme, que conquistou a Europa – apesar do substrato histórico cultural que ela não conhece, e que nós deveríamos ter obrigação do conhecer – esse filme sobre o qual disse, magistralmente, o Osservatore Romano, fazer a fusão exata da tragédia grega com a elisabetana, esse filme com que Glauber ganhou o prêmio de Melhor Diretor em Cannes, esse filme que reuniu um dos mais admiráveis grupos de atores do nosso cinema, Joffre Soares, Maurício do Valle, Othon Bastos, Emmanuel Cavalcanti, Odete Lara, Hugo Carvana, com uma fotografia colorida de uma beleza poucas vezes igualada, etc. etc., é chato, e basta.
Citei três filmes para nem, citar o resto, nem os admiráveis livros sobre cinema que Glauber deixou, nem nada. Glauber morreu com 42 anos, já lá se vão 27. Poderia estar vivo e bem agora, com 69, ter seguido a sua vida na Faculdade de Direito de Salvador, e assim não seria hoje chamado uma merda. Disse o mesmo articulista que seus filmes não são para a geração do palhaço que o chamou de uma merda, nem para a dos avós do mesmo. Não sei o que é arte fashion, arte para “tal geração”, vejo e revejo os filmes de Griffith, Murnau, Abel Gance, Dreyer, Eisenstein, Pudovkin, Dovchenko, Stroheim, Epstein, Clair, Keaton, Chaplin, Lang, Fellinni, Buñuel, Bergman, Godard, Pasolini, Truffaut, Glauber, etc. etc. etc. com suprema emoção estética, a mesma que tive aos ver pela primeira vez Deus e o Diabo na Terra do Sol, aos 13 anos, no dia 15 de janeiro de 1977, no Cineclube Macunaíma, na ABI, dia que mudou toda a minha visão sobre o cinema, assim como leio Homero, Camões, Balzac, Proust ou Kazantzákis com a mesma estesia; como olho para a pinturas de Lascaux, para as das múmias de Fayum, de Caravaggio, de Rembrandt, de Van Gogh, de Picasso com o mesmo entusiasmo; ou ouço Bach, Haendel, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Brahms, Wagner, Stravinsky, Bartok, Chostakóvitch como se meus contemporâneos fossem. Não se tem o direito de xingar Glauber? Claro que sim. Qualquer um pode chamar de uma merda o Aleijadinho, Machado de Assis, Raul Pompéia, Euclides da Cunha, Villa-Lobos, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Guimarães Rosa, etc. etc. O direito ao desprezo abissal, no entanto, esse também é sagrado. Talvez o grande cinema brasileiro seja o de A Copa do Mundo é nossa, do grupo Casseta. O que é, simplesmente, mais desagradável, mais deselegante, no caso de Glauber, é que essa merda tem uma mãe viva, uma senhora de quase noventa anos que perdeu uma filha aos 13, de leucemia, uma outra, a bela e saudosa Anecy, aos 34, caída num poço de elevador, e o seu último filho, a merda em questão, aos 42, graças a uma obra-prima da medicina lusitana. Felizmente, cada um sabe escolher quem é a merda de sua preferência.
Alexei Bueno
3-4-2008
SANDRO PENELÚ
CENTAURO DAS ÁGUAS
Trago ancas de éguas valentes
Meu ventre nutre estranhos cavalos
Presos no meu cordão umbilical
Nas minhas ferraduras de cristal
Não cabem meus passos de distâncias
Meus cabelos têm o brilho
Da claridade da luz de Lilith
Trago sorrisos flutuantes
Nas marés cheias do imprevisível
Eu mulher de olhar de fogo
Trago na língua incenso e lâmina
Cavalgo campina de vidro
Cavalgo sangue em campina
Eu mulher centauro das águas
Amamento noite alimento dia
Com o colostro de espinho
Que escorre da rosa do meu peito.
LITA PASSOS
LITA PASSOS
CAVALEIRO DE FOGO
http://www.jivmcavaleirodefogo.blogspot.com/
CAVALEIRO DE FOGO
JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO
A CASA DOS MEUS QUARENTA ANOS



