domingo, 14 de junho de 2015

SALGADO MARANHÃO

MULHER

Depilo tuas vestes íntimas
obcecado pelo mergulho
em teu luminoso abismo. 

Há consenso e quietude em tudo. No
entanto há em mim
uma urgência atávica: 

febril, como urgência da vida;
feroz, como o decreto da morte. 

E mergulho amparado
em minha certeza inútil; a mesma
do meu pai e de todos
os meus ancestres; a mesma
dos que morreram e morrerão em ti
- alegremente! -
                            desde Adão.


Salgado Maranhão, poema publicado em “Amar, verbo atemporal”: 100 poemas de amor. Antologia organizada por Celina Portocarrero (Rio de Janeiro: Rocco, 2012). Nesta mesma antologia saiu meu poema “Roseiral”.

 


sábado, 13 de junho de 2015

POEMAS EM INGLÊS


Caros leitores, compartilho meus poemas publicados em Revista nos Estados Unidos. Translated from the Portuguese by Tiffany Higgins.

CHILDHOOD

In the navel of the world
I tucked my horse of mud.

In the navel of the world
I hid my marble.

In the navel of the world
hidden boy
plays at hiding
on the other
side of things wearing
words of foam.

INFÂNCIA

No umbigo do mundo
escondi meu cavalo de barro.

No umbigo do mundo
escondi minha bola de gude.

No umbigo do mundo
a criança escondida
brinca de se esconder
do outro lado das coisas
vestindo palavras espumas.

MINOTAUR

In the house of Asterion
myths and pretty maidens
plot against love.
Gored, Theseus wanders
between walls,
uselessly lucid.

MINOTAURO

Na casa de Asterion
mitos e belas donzelas tramam
contra o Amor.
Esfaqueado, Teseu perambula entre
as muralhas,
inutilmente lúcido.


INSOLUBILITY
para Mário Quintana

From the insolubility of things
births a song in stone.
While the violet of early evening
agonizes under my eyes
dug into the lead horizon.

INSOLUBILIDADE
para Mário Quintana

Da insolubilidade das coisas
nasce uma canção petrificada.
Enquanto a violeta da tarde
agoniza sob meus olhos
fincados no horizonte chumbo.

Cleberton Santos is author of three books of poetry. He is an award-winning poet, a literary critic, and a professor in Santo Amaro, Bahia, Brazil.

Tiffany Higgins is author of And Aeneas Stares into Her Helmet (Carolina Wren Press, 2009), selected by Evie Shockley as winner of the Carolina Wren Poetry Prize. Her poems appear in Poetry, Kenyon Review, Taos Journal of Poetry & Art, From the Fishouse, Catamaran Literary Reader, and other journals. She recently was a resident at Nebraska’s Art Farm. She writes on ecocultural poetics and translates contemporary Brazilian poets. Her translations of the work of Alex Simões are forthcoming in the anthology Writing the Walls Down (Transgenre, 2014).

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Poema de Moacir Eduão

FAGULHA

para Cleberton Santos


Ainda é para valer a pena.
Um Sol que queima
um só poema
um só por-do-sol copioso
entre os dias.
Uma Lua, quase duas,
grávida, empanturrada.
Um planeta
cheio de água salgada,
um povo que não sabe chover.
Isso não é regra,
não é métrica.
É um poema sobre flor
e flor sabe ser
cérebro de idioma.
a mente, palavra autista
que se soma,
doma e dobra
a língua portuguesa -
um Sol que queima
e lida com a faísca
como pólvora e fósforo
lida com o poema.

Moacir Eduão
Professor e Poeta. Membro fundador da Academia de Letras de Irecê (Ba). Natural de São Gabriel (Ba). Coordenador do Ponto de Leitura Solar da Boa Vista Castro Alves. Autor de vários livros de poemas, entre os quais “Ao Tempo” (in memoriam), em 2003, e ”desespaços”, em 2008.



Poema "Tempo" do livro inédito "Travessia de abismos"

POEMA INÉDITO DO LIVRO "TRAVESSIA DE ABISMOS" 

tempo

sou da natureza um abismo profundo
carregada de incertezas alimento tua vida
pelo ácido do poema voraz liberto teus pensamentos
sou da natureza uma máquina de infindável engenho
meu limite é o sem fim do não saber
que para além dos teus desejos
meu corpo é sempre além do tempo

tiempo

soy de la naturaleza un abismo profundo
cargada de incertidumbres alimento tu vida
por el ácido del poema voraz libero tus pensamientos
soy de la naturaleza una máquina de infinito ingenio
mi limite es el sinfín del no saber
que para más allá de tus deseos
mi cuerpo es siempre más allá del tiempo


Cleberton Santos
Poema do livro “Travessia de abismos” (2015) que será lançado ainda este ano. Traduzido pela Prof.ª Doutora Gracineia dos Santos Araújo.



sexta-feira, 5 de junho de 2015

INFÂNCIA: poema-cartaz


Meu poema “Infância” em versão de Poema-cartaz feito em parceria com o artista plástico Alexandre Gusmão e o poeta-designer Georgio Rios. Diálogo entre as artes! Se quiser pode imprimir ou compartilhar!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

TRAVESSIA DE ABISMOS

Em breve acontecerá o lançamento do meu novo livro

TRAVESSIA DE ABISMOS
(Editora Via Litterarum)
60 poemas, capa de Nanja Brasileiro


Foto de Rosana Rios


O tempo, o mundo e a poesia: o canto
ilumina a verdade e acende o espanto.

Reynaldo Valinho Alvarez

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Aleilton Fonseca - um narrador primordial





“Este livro vem preencher uma lacuna. A Guerra de Canudos continua. A luta do sertão ainda sangra. O sertanejo ainda é um forte. Nada está encerrado e pacificado. A escritura da guerra não está completa. Não sem antes ouvirmos o que tem a dizer Aleilton Fonseca. Não sem pararmos para escutar a voz que vem dos sertões.”

Luís Antonio Cajazeira Ramos (poeta e membro da Academia de Letras da Bahia)  


domingo, 9 de novembro de 2014

domingo, 2 de novembro de 2014

Festa Literária de Euclides da Cunha


A Festa Literária de Euclides da Cunha, coordenada pelo poeta e Professor Doutor Adriano Eysen, ocorrerá de 12 a 14 de novembro de 2014. O evento, que conta com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Euclides da Cunha, será organizado pelo Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias – Campus XXII, da Universidade do Estado da Bahia.
Em especial, o município, localizado a 324 km de Salvador, no Território de Identidade Semiárido Nordeste II, contará com a presença do renomado educador e acadêmico Edivaldo Boaventura e de relevantes escritores brasileiros, como Cid Seixas; Aleilton Fonseca; Carlos Ribeiro; Roberval Pereyr; Luiz Valverde; Antônio Brasileiro; Sandro Ornellas; João Vanderlei de Moraes Filho; Clarissa Macedo; Daniela Galdino; Rita Santana; Lívia Natália; Kátia Borges; Mariana Paiva; Cleberton Santos e Douglas de Almeida.
A propósito, o evento trará pesquisadores e/ou críticos literários da UNEB, a exemplo do Professor Mestre Orlando Freire; Professora Mestre Léa Costa, uma das maiores especialistas em Euclides da Cunha; Professora Doutora e poeta Andréa Mascarenhas e Professor Mestre Maurílio Antônio Dias de Sousa.
A FLIEC terá, também, a presença dos renomados cordelistas Franklin Machado; Antônio Barreto e Gildemar Sena; do cantador e poeta Maviael Melo; dos repentistas Paraíba da Viola e Antônio Queiroz; do fotógrafo e produtor cultural Antenor Júnior; da atriz Tina Tude, com a apresentação do “Az de Ouro”. Especialmente, com intuito de celebrar as manifestações artísticas da cidade e região, farão parte da programação o Grupo Senzala (direção de Mateus Oxumaré); Índios Kaimbé (Toré); Farrapos CIA de Teatro (direção de Jean Fabrício); Companhia Teatral de Canudos (direção de Carlos Carneiro); Grupo de Recital Papo de Poeta (direção de Professor Mestre Francisco Setúval); Chorões do Cumpe, além do músico Tito Pereira e da cantora Camila Gonçalves.
Em suma, a festa oportunizará a professores, estudantes e comunidade em geral atividades acadêmicas: conferências, mesas temáticas, lançamentos de livro, bem como exposições de artesanato, mostra de cinema e apresentações culturais, a fim de estabelecer uma teia de relações entre ensino, pesquisa e extensão necessárias à ampliação do saber, da sensibilidade e do olhar crítico do cidadão no que se refere aos fatores, sobretudo, sócio-históricos e culturais da humanidade. 

http://fliec.blogspot.com.br/p/apresentacao.html


sábado, 4 de outubro de 2014

Uma mirada sobre o Caruru dos 7 Poetas




Uma mirada sobre o Caruru dos 7 Poetas


Era o ano da poesia de 2004, na Ladeira da Misericórdia da cidade de Salvador, no Zanzibar cheio de almas que buscavam se alimentar da palavra poética e corpos atraídos pelas delícias do caruru! Assim começava a história do Caruru dos 7 Poetas! Um evento literário, um recital de sete poetas irmanados pela força e magia da poesia em voz alta! Inspirado nos ritos de Cosme e Damião, o Caruru dos 7 Poetas cresceu incorporando outras linguagens artísticas: música, teatro, dança, circo e várias performances culturais! A cada ano, mais poetas convidados, novos diálogos estabelecidos entre as diversas gerações literárias da Bahia, do Brasil e do Exterior!
Agora são 10 anos deste rico e belo evento literário-cultural que fincou sua marca na história da cultura brasileira por sua importância na divulgação de mais de 70 poetas, consagrados e estreantes, nacionais e estrangeiros, e no incentivo e formação de novos e velhos leitores.
É, sem dúvida, um evento fortemente marcado pela pluralidade estética, com suas múltiplas linguagens e línguas de cantos e cantares que seduzem o povo ao encontro da palavra viva, da palavra imagem, da palavra comida, da palavra sentido que se faz e refaz pela via da palavra poética!
Comemoramos estes 10 anos de muita vibração cultural, de muitos encontros de poetas e leitores, de muitas partilhas e intercâmbios entre povos e culturas! Comemoramos o fortalecimento da diversidade de vozes que cantam músicas tão belas, recitam palavras ancestrais, escrevem poemas nas paredes do tempo, gravam versos na memória do povo, fazem da poesia um banquete de caruru que alimenta as múltiplas fomes do homem!
Salve o Caruru dos 7 Poetas!

Cleberton Santos
Feira de Santana, 17 de setembro de 2014.
Publicado na antologia poética “Todas as mãos” do Caruru dos 7 Poetas, organizada por João Vanderlei de Moraes Filho, publicada pela Portuário Ateliê Editorial, Cachoeira, Bahia, 2014
Disponível no site da Casa de Barro: http://www.casadebarro.org/





terça-feira, 30 de setembro de 2014

FESTA LITERÁRIA DE EUCLIDES DA CUNHA 2014


 FESTA LITERÁRIA DE EUCLIDES DA CUNHA (FLIEC)

A Festa Literária de Euclides da Cunha, coordenada pelo poeta e Professor Doutor Adriano Eysen, ocorrerá de 12 a 14 de novembro de 2014. O evento, que conta com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Euclides da Cunha, será organizado pelo Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias – Campus XXII, da Universidade do Estado da Bahia.
Em especial, o município, localizado a 324 km de Salvador, no Território de Identidade Semiárido Nordeste II, contará com a presença do renomado educador e acadêmico Edivaldo Boaventura e de relevantes escritores brasileiros, como Cid Seixas; Aleilton Fonseca; Carlos Ribeiro; Roberval Pereyr; Luiz Valverde; Antônio Brasileiro; João Vanderlei de Moraes Filho; Clarissa Macedo; Daniela Galdino; Rita Santana; Lívia Natália; Kátia Borges; Mariana Paiva; Cleberton Santos, Douglas de Almeida e Sandro Ornellas.
A propósito, o evento trará pesquisadores e/ou críticos literários da UNEB, a exemplo do Professor Mestre Orlando Freire; Professora Mestre Léa Costa, uma das maiores especialistas em Euclides da Cunha; Professora Doutora e poeta Andréa Mascarenhas e Professor Mestre Maurílio Antônio Dias de Sousa.
A FLIEC terá, também, a presença dos renomados cordelistas Franklin Machado; Antônio Barreto e Gildemar Sena; do cantador e poeta Maviael Melo; dos repentistas Paraíba da Viola e Antônio Queiroz; do fotógrafo e produtor cultural Antenor Júnior; da atriz Tina Tude, com a apresentação do “Az de Ouro”. Especialmente, com intuito de celebrar as manifestações artísticas da cidade e região, farão parte da programação o Grupo Senzala (direção de Mateus Oxumaré); Índios Kaimbé (Toré); Farrapos CIA de Teatro (direção de Jean Fabrício); Companhia Teatral de Canudos (direção de Carlos Carneiro); Grupo de Recital Papo de Poeta (direção de Professor Mestre Francisco Setúval); Chorões do Cumpe, além do músico Tito Pereira e da cantora Camila Gonçalves.
Em suma, a festa oportunizará a professores, estudantes e comunidade em geral atividades acadêmicas: conferências, mesas temáticas, lançamentos de livro, bem como exposições de artesanato, mostra de cinema e apresentações culturais, a fim de estabelecer uma teia de relações entre ensino, pesquisa e extensão necessárias à ampliação do saber, da sensibilidade e do olhar crítico do cidadão no que se refere aos fatores, sobretudo, sócio-históricos e culturais da humanidade.

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

João Ubaldo Ribeiro: nas páginas e no palco

Em 1999, ainda no primeiro semestre do curso de Letras da Universidade Estadual de Feira de Santana, li pela primeira vez “Sargento Getúlio” de João de Ubaldo Ribeiro. Fui indiscutivelmente conquistado pela força de sua narrativa e também pela identificação com aquele universo sergipano, principalmente linguístico, que eu acabara de deixar para viver nas terras baianas. Logo depois fiz um artigo para conclusão de alguma disciplina.
Hoje, 15 anos depois, assisti à peça “Sargento Getúlio” encenada pelo ator baiano Carlos Betão, com adaptação e direção de Gil Vicente Tavares, filho do poeta Ildásio Tavares.
No auditório do Memorial Chesf lotadíssimo, com o apoio sempre fundamental do SESC Ler Paulo Afonso, o público de estudantes, professores e demais espectadores da cidade de Paulo Afonso pode conferir um espetáculo teatral de altíssima qualidade visual, sonora e textual.
A mesma sensação de alegria estética que senti quando li as páginas do livro que contavam a história de um sargento sergipano que vive sua odisseia existencial pelas veredas do sertão nordestino foi renovada vendo o monólogo no palco. Merece grande destaque o desempenho do ator Carlos Betão que personifica vozes de outros personagens de forma magistral, pois sem sair de cena para trocar figurinos, apenas com os recursos vocais e gestuais, ele recria diálogos entre os personagens da narrativa. Momentos líricos são estabelecidos no tecido da peça pelos aboios que atravessam o palco e o coração da plateia e ecoam no próprio texto ubaldiano que muitas vezes se aproxima da poesia popular de matriz nordestina. Mesmo diante das situações mais dramáticas vividas na peça, o riso também ganha seu espaço e envolve o público em vários momentos de alternância entre as reflexões sobre o destino trágico do homem e sua mais cômica e banal possibilidade de rir da sua própria condição miserável diante da tragédia que é viver.  
A peça não substitui a leitura do livro. Isso é claro. Mas o livro também não substitui a beleza da realização cênica da história imaginada pelo engenhoso João Ubaldo Ribeiro, autor de tantos outros livros tão importantes para nossa literatura. Ler e ver a linguagem de João Ubaldo Ribeiro são duas aprendizagens estéticas e várias lições de profundo humanismo.

Cleberton Santos

Paulo Afonso, 05 de junho de 2014.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

GASTÃO CRUZ

Dentro da vida

Não estamos preparados para nada:
certamente que não para viver
Dentro da vida vamos escolher
o erro certo ou a certeza errada

Que nos redime dessa magoada
agitação do amor em que prazer
sem sempre é o que fica de querer
ser o amador e ser a coisa amada?

Porque ninguém nos salva de não ser
também de ser já nada nos resgata
Não estamos preparados para o nada:
certamente que não para morrer

CRUZ, Gastão. Os poemas. Lisboa: Assírio & Alvim, 2009.
Literatura Portuguesa Contemporânea



domingo, 11 de maio de 2014

III Banquete Literário do SESC Ler Paulo Afonso

Momentos do III Banquete Literário do SESC Ler Paulo Afonso no Blog Circuito PA
Homenagem ao Poeta Manoel de Barros
09 de maio de 2014
Fotos de Marcos Pinheiro






III Banquete Literário do SESC Ler Paulo Afonso

Momentos do III Banquete Literário do SESC Ler Paulo Afonso
Homenagem ao Poeta Manoel de Barros
09 de maio de 2014
Fotos de Rosana


 Na companhia da Professora Edileide Reis

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Projeto Cibercultua do Colégio Flamboyant


Compartilho com alegria e convido a todos a visitarem o blog do Projeto Cibercultura desenvolvido pelas professoras Ione Carla e Mirian e executado pelos alunos Caio Novoa, Celso Carvalho, Laís Oliveira, Luis Gustavo, Marcos Vinicius e Taina Oliveira, do Colégio Flamboyant, Salvador, Bahia.
Eles trabalham a poesia de Cleberton Santos, a música de Fabrício Barreto e a pintura de Gabriel Ferreira!


Fotografia inspirada no poema Balada de Solidão e Remorso


Fotografia de Raquel Arruda, inspirada no poema “Balada de Solidão e Remorso” publicado em "Aromas de Fêmea”, vencedora do Concurso para Leitores de "Aromas de Fêmea” 2013


Balada de Solidão e Remorso

Amiga, nesta cidade nua
ando sem consolo
sigo o rastro da sombra tua

pelo beco estreito de outrora 
tarde de domingo claro
um beijo de cinema roubado

mãos em rosto sonoro
afagando antigas ilusões
sigo o rastro das paixões

vestido indiano que flutua
em sons e cores e dardos
um beijo de cinema roubado.



Lançamento de "Estante Viva" na Bienal do Livro da Bahia 2013


Bienal do Livro da Bahia 2013


Lançamentos
Aromas de Fêmea (poesia)
Estante Viva (crítica literária)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Lançamento na Assembleia Legislativa de Sergipe


No dia 17 de outubro, às 18:30h, o professor e poeta Cleberton Santos lança seu quarto livro de poesia, intitulado "Aromas de Fêmea", no Espaço Cultural Djenal Queiroz da Assembleia Legislativa de Sergipe, Aracaju, sob curadoria da jornalista Ilma Fontes. A obra conta com o projeto editorial de Rubervânio Rubinho Lima, imagens da capa do artista plástico baiano Antônio Brasileiro e prefácio do professor de filosofia Alex Gonçalves Muniz. Sobre este livro, declarou o poeta português Carlos Fernando Bondoso: “A poesia de Cleberton Santos é uma poesia moderna fora dos trâmites clássicos, mas excepcionalmente trabalhada. Neste livro surpreendente que é uma viagem de prazer constante de leitura, o poeta oferece-nos com a beleza dos seus poemas o patamar mais alto do erotismo não caindo no fácil que seria o pornográfico.”

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Concurso de Fotografia para Leitores de “Aromas de Fêmea”!

A melhor fotografia de um leitor ou leitora do livro “Aromas de Fêmea” ganhará um brinde da Cacau Show (chocolates)!
A fotografia deverá ser enviada para o e-mail clebertonpoeta@yahoo.com.br e postada no facebook!
A participação será até o dia 25/10/2013!
O resultado será divulgado no dia 01 de novembro de 2013!
Faça sua foto e participe! Incentive a leitura de poesia brasileira!


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O erotismo luxuriante de “Aromas de Fêmea”.

O erotismo luxuriante de “Aromas de Fêmea”

Ao ler-se a poesia de Cleberton Santos brota no leitor uma extraordinária carga erótica que nos prende a todos os seus poemas traduzidos a imagens sensuais e objeto de desejo tornando a luxúria em prazeres da carne e aqui brilham os olhos do leitor. Reside neste particular muito do encanto literário em apreço. A linguagem literária não carece de classificações, é universal na manifestação de pensamentos e na qualidade com que os eleitos da poesia a moldam. A descrição íntima da atmosfera voluptuosa que o poeta cria de forma admirável leva-nos ao clímax com este maravilhoso poema carregado de erotismo e imaginação, onde o foco central é a fêmea e não foi por acaso que deu o título do livro, onde o erotismo sob esta forma gera liberdade.

Tudo exalava fêmea.
As hastes nuas exalavam fêmea.
A chuva rala exalava fêmea.
O busto mármore cinza exalava fêmea.
O colorido guarda-chuva exalava fêmea.
Uma música ao longe exalava fêmea.
A poça rasa d'água exalava fêmea.
Os esticados seios da cadela exalavam fêmea.
Tudo exalava fêmea naquela manhã.

A poesia de Cleberton Santos é uma poesia moderna fora dos trâmites clássicos, mas excepcionalmente trabalhada. Neste livro surpreendente que é uma viagem de prazer constante de leitura, o poeta oferece-nos com a beleza dos seus poemas o patamar mais alto do erotismo não caindo no fácil que seria o pornográfico. Escrever a este nível não é para todos. Não sendo eu critico literário, mas sim poeta, leva-me a olhar para os seus versos magnificamente construídos e intelectualmente brilhantes com uma sensibilidade diferente de quem faz análise e crítica literária. São de uma beleza e sensibilidade poética que poucas vezes tenho lido em livros com a mesma temática. O expoente máximo está neste pequeno poema, onde o poeta revela uma sensibilidade fora do comum.

Bilisco o bico do teu peito
a gala escapa dos meus dedos

não ter que pensar é estar fodendo em segredo

Isto é sublime. É uma leitura que exige um esforço intelectual que nos leva a sonhar e estar para lá da razão! Realço alguns poemas onde o poeta no seu desejo intrínseco torna os versos numa carga erótica forte que nos toca os sentidos e nos envolve num erotismo luxuriante.

Carlos Fernando Bondoso – Poeta (Portugal)
23 de setembro de 2013


domingo, 22 de setembro de 2013

Lançamento de Aromas de Fêmea na Academia de Letras da Bahia 2013





Fotos do lançamento de "Aromas de Fêmea" na Academia de Letras da Bahia, 18/09/2013, Salvador.






Fotos de Rosana Rios


"Aromas de Fêmea" na Cidade da Cultura

Fotos da divulgação de "Aromas de Fêmea" na Cidade da Cultura, Feira de Santana, 13/09/2013.


Emanuel, Sandro Penelú, Cleberton, Adriano Eysen


Cleberton e Rosa

Lançamento de "Aromas de Fêmea" em Feira de Santana

Fotos do lançamento de "Aromas de Fêmea" na Feira do Livro de Feira de Santana. 14/09/2013


Foto de Beto Souza


Foto de Beto Souza


Foto de Beto Souza


Foto de Rhafael Rios




Foto Beto Souza

terça-feira, 10 de setembro de 2013