terça-feira, 7 de março de 2017

2 Feira do livro e da leitura de Sergipe 2017


https://www.facebook.com/II-FLISE-Feira-da-Leitura-e-do-Livro-de-Sergipe-464107057079573/


Contagem regressiva

Este é o momento
O segundo do sorriso
O minuto da lágrima
A hora da alegria
O dia da tristeza
A semana da busca
O mês do desencontro
O ano da verdade
A década da ilusão
O século da partilha
O milênio da comunhão.

Rinalda Lima – poeta e assistente social. Poema publicado na antologia “Aperitivo Poético”, Aracaju, 1998.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Poemas de Fabrício Oliveira


CANÇÃO II

Eu canto a angústia e a raiva vil
e renasço sob a Ágora da Lua
onde os abismos do verbo amar
devoram Anjos & Demônios.

Eu canto
para renascer entre sombras
e para mover-me nas entrelinhas
dos teus abismos - por onde inscrevo
cicatrizes e catáforas.

Eu canto as palavras
e as colinas
e os desvios plenos onde cruzam-se
santos e marginais - e entre o gozo
e o tormento - só ruínas e nada mais.

Eu canto para que a morte não ecoe
em meu dorso, e para que  o sol vil
não queime a minha velha infância
ou seque as águas do meu rio perene.

Eu canto a Bahia e a morte da poesia
que cai sobre o mundo feito um surto
de dor rompendo o meu íntimo, a morte.
Eu canto o meu sangue seco e as sequelas.



ÁGUAS DE MARÇO

Sou um louco que plasma
                                     e bebe
o incerto amor
                      para renascer
sobre as águas de março.

Entre o abismo
                         insano
e o distante olhar
habitam meus sinais.

Meus olhos contemplam
teus olhos
                  no horizonte,

e movem-se sobre as linhas
                       dos teus abismos
por onde inscrevo

minhas digitais.


BIOGRAFIA:
Fabrício Oliveira é poeta e pesquisador de letras. Nasceu em 1996 em Feira de Santana /BA, mas reside em Santo Estêvão / BA. Estudante do curso de Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS. 

domingo, 5 de março de 2017

Roteiro da poesia brasileira anos 2000 - Marco Lucchesi


Fragmentos poéticos de alguns dos 46 autores publicados nesta antologia da poesia brasileira dos anos 2000, com seleção e prefácio do escritor, professor, tradutor e crítico Marco Lucchesi (Academia Brasileira de Letras).

Amor

O vestido preto
está dançando na esquina.
O amor é uma festa
mesmo em dia de luto.

Cleberton Santos


Construção

Meu verso não tem cifras,
não pretende em metros livres
fechar bocas e abrir pernas,
o meu verso inunda almas.

José Inácio Vieira de Melo


A lua e a noite

Fuga. É só no que penso.
Um ponto, pêndulo
No qual se dependura a vida toda.

Kátia Borges


Senil

O que meus olhos já não veem
se perdeu na poeira que passou.
O que já nem sei que esqueci
é passado pássaro que voou.

Marcus Vinícius Rodrigues


A casa

A casa e sua leveza bêbada
de torneira amiga
jorrando sobre o assoalho.

Vanessa Buffone


Fragmentos poéticos de alguns dos 46 autores publicados nesta antologia da poesia brasileira dos anos 2000, com seleção e prefácio do escritor Marco Lucchesi (Academia Brasileira de Letras).

Amor

O vestido preto
está dançando na esquina.
O amor é uma festa
mesmo em dia de luto.

Cleberton Santos


Construção

Meu verso não tem cifras,
não pretende em metros livres
fechar bocas e abrir pernas,
o meu verso inunda almas.

José Inácio Vieira de Melo


A lua e a noite

Fuga. É só no que penso.
Um ponto, pêndulo
No qual se dependura a vida toda.

Kátia Borges


Senil

O que meus olhos já não veem
se perdeu na poeira que passou.
O que já nem sei que esqueci
é passado pássaro que voou.

Marcus Vinícius Rodrigues


A casa

A casa e sua leveza bêbada
de torneira amiga
jorrando sobre o assoalho.

Vanessa Buffone






sábado, 4 de março de 2017

Cena Poética 3: Antologia literária para poetas e contistas





Cena Poética 3: Antologia literária

Com o intuito de reunir autores de vários estados do país, num livro que desse representatividade a isso, foi criado em 2015 pelo poeta Rogério Salgado (MG), a coletânea “Cena Poética”, que teve sua primeira edição com sucesso. O livro “Cena Poética 1” acabou recebendo da IWA-International Writers and Artists Association, nos Estados Unidos da América, a premiação como “The Best Anthology of Poetry in Portuguese of Brazil”. Essa premiação, com certeza, serviu de estímulo para continuarmos neste caminho.
Neste ano de 2017, consolidando o que deu certo, com o lançamento dos volumes 1 e 2, estamos organizando um volume 3 da referida coletânea e em comum acordo com a gráfica, conseguimos manter o mesmo orçamento dos volumes anteriores, facilitando assim o mesmo valor das edições anteriores para os autores participantes. Uma novidade é que a pedidos de vários contistas, estamos incluindo também contos desde o volume passado.
Abaixo seguem as informações para participação da antologia “Cena Poética 3”:
Cada poeta participante terá direito a 04 páginas, sendo a primeira para a biografia, a qual não poderá exceder 11 linhas* digitadas e uma foto, sendo as demais páginas para os poemas, os quais não poderão exceder a 30 linhas digitadas cada um. Caso o autor deseje publicar trovas, caberá a publicação de no máximo três trovas por página e caso queira publicar contos, estes poderão ser decididos pelo autor, desde que não ultrapassem as 3 páginas. Esse material deverá ser entregue via e-mail para poetarogeriosalgado@yahoo.com.br ou através de correspondência.
 O livro terá capa em policromia, plastificada, em papel supremo 250g, costurado e colado – miolo: papel Ap 75g.
Cada autor fará um investimento de R$ 490,00 (quatrocentos e noventa reais), para cobrir os custos gráficos de confecção do livro, que poderá ser pago em até 05 (cinco) parcelas de R$ 98,00 (noventa e oito reais) cada, em forma de cheques nominais a Rogério Salgado da Silva, pré-datado para os dias 10 de abril, 10 de maio, 10 de junho, 10 de julho e 10 de agosto de 2017. O autor que desejar nota fiscal, gentileza fornecer nome e endereço completo e nº do CPF, que enviarei via correio. Cada poeta terá direito a 40 exemplares do livro.
A importância dessa iniciativa é a continuidade de um processo de união entre poetas e contistas de várias tendências e estéticas, numa obra de circulação nacional.
Gentileza confirmar interesse em participar deste projeto até o dia 05 de abril de 2017, enviando o material por e-mail. O material digitado e\ou os cheques deverão ser enviados através de carta registrada para RS Edições, a Caixa Postal 836 – Belo Horizonte/MG – CEP 30.161-970.
Os poetas que não puderem vir ao lançamento nacional em Belo Horizonte, receberão seus exemplares em casa, via correios, sendo que os custos de envio via PAC correrão por conta do autor.                                       
Responsável: Rogério Salgado (Minas Gerais)
Tel: (31) 98421.6827

quinta-feira, 2 de março de 2017

Davide Curzio declamando "Travessia de abismos"


Poemas do meu livro "Travessia de abismos" (2015) traduzidos para o italiano pelo ator Davide Curzio com sua bela declamação. Essa parceria foi fruto do nosso encontro durante a I Jornada Literária de Campos do Jordão, em 2016.

Davide Curzio nasceu em Nápoles na Itália em 1955. Artisticamente nasceu com a idade de 16 anos em um teatro na cidade de Salerno, na Itália. A sua carreira teatral passa pelo teatro clássico, antigo e moderno. Colabora, junto ao Consulado Honorário da Itália em Guaratinguetá SP, em um projeto de sua esposa, Brunella Caputo, diretora de Teatro, de leitura e dicção italiana. Além da língua materna, a italiana, fala inglês, francês e português fluentes. No dia 28 de Fevereiro de 2015 recebeu da Allarte ( Academia Lorenense de Letras e Artes ) o prêmio “Amigo da Academia”.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Outro poema de Elizeu Moreira Paranaguá

CAVALO DE MOREIRA

Para Cleberton Santos

Cavalos blindados
heróis da Idade Média
salvação da cristandade
Florisvaldo Mattos

O cavalo de Moreira Paranaguá
não carrega espadas assassinas
não carrega esporas e ferraduras
não é a salvação da cristandade.

O cavalo de Aprígio Moreira,
meu avô árabe, galopa
como ondas de vento purificador.
Folhas de carvalho, natureza ao infinito.

O cavalo de Moreira,
pertence à grandeza do Fogo.

Cavalo de luz:
flechada de Moreira.

Cavalos selvagens soprando
o fogo da natureza.

Cavalos armados soprando
o fogo da guerra de um deus cruel.

Cavalo de luz:
flechada de Moreira.

Elizeu Moreira Paranaguá


O poeta nasceu na cidade de Castro Alves / Bahia, em 1963. Reside em Salvador desde 1981. Publicou os livros “Poema Terra Castro Alves” (1992), “O Fogo do Invisível” (2006) e “Silêncio da pedra do caos” (2012). Coordenou vários projetos literários em Salvador. Participou das antologias “Sete Cantares de Amigos” (2003) e “Concerto Lírico a Quinze Vozes” (2004).

Elizeu Moreira Paranaguá recitando no Sarau da Fazenda Pedra Só 2016
Fotógrafo: Ricardo Prado

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Crônica de Clóvis Ramaiana


            Muitas palavras atravessam o nosso cotidiano. Habituados à vida veloz dos modernos tempos, as usamos como mercadorias, algumas transformadas em usos e fixadas no cotidiano, outras apenas trocas, rapidamente descartadas e, em alguma fileira do supermercado, aguardam a hora de serem recuperadas outra vez. Quantas vezes se usa o amor como instrumento de troca? Quantos amigos foram ao lixo pela utilização perdulária desse importante vocábulo? São questões que a falta de tempo não nos deixa tratar.
            Sou de um tempo distante, época em que certas palavras, geralmente curtas, eram deslocadas para o panteão da glória, e dali dificilmente removidas. Apenas em casos de desastres naturais saíam. Mãe, pai, avó, avô, filha, filho, madrinha e padrinho (pelo menos no meu caso), prima e primo. Amigo? (Lembro-me bem de um velho senhor, em 1980, apontando para meu avô e dizendo: “Meu amigo de mais de cinquet’anos”.) Era coisa para suportar os apartamentos do tempo e da razão, inscrição tatuada no coração. Como esquecer o gigantesco Neli da Boa Hora, já idoso, referindo-se a minha avó como “Dindinha Palmira”, como se fosse, ainda, uma meiga criança? As palavrinhas, nas suas caminhadas, recebiam marcas do tempo, poeiras de sentimentos, tintas amorosamente depositadas e que emergiam das experiências em comum. Palavras com conteúdo, eram vocábulos que suportavam a dura crítica do orgulho.
            Todavia, a feroz velocidade do tempo encurtou o altar sagrado, retirou dinhas e dinhos, removeu primos e primas, dessignificou vós e vôs. Em certos casos, o orgulho de ter deslocou o gosto de pertencer. Nesses, mesmo mãe e pai deixaram o panteão e agora são traduzidos de outra maneira. Abriu-se a era do “faz o que eu mando ou faz o que eu mando”. Não que antes o autoritarismo não mediasse as palavras, claro que sim, mas agora o não cumprimento das ordens significa a exclusão, o veto, a condenação ao limbo. Um único “não” pode esvaziar o mais nobre dos vocábulos. “Mãe” pode ter seu sentido cassado pela apresentação de uma única negativa. No reino das trocas, a anuência em tudo é a moeda para garantir velhos sentimentos.
                                                                                     
Clóvis Frederico Ramaiana Moraes Oliveira – escritor, historiador e professor da UNEB/UEFS.
Crônica do livro ainda inédito “Cesta de retalhos: memorial de afetos, desesquecimentos e ternidades”.




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Oficinas do Projeto "Oxe: literatura baiana contemporânea"


“OXE: literatura baiana contemporânea” é um Projeto de Extensão em atividade no IFBA campus Santo Amaro, coordenado pelos professores Maria das Graças Meirelles e Cleberton Santos. Voltado para a prática da leitura de vários autores baianos por alunos que participam como bolsistas ou voluntários. Cada aluno que integra o projeto é orientado a escolher e estudar um autor baiano para elaborar oficinas de leitura, saraus, artigos para eventos e outras atividades de promoção da leitura. 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Poema-vídeo: Calçada ribeirinha


Poema-vídeo "Calçada ribeirinha". Este trabalho foi uma parceria com o cineasta feirense Volney Menezes para a FLIPORTO 2009 - 3º PRÊMIO INTERNACIONAL POESIA AO VÍDEO.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Título de Cidadão Feirense

Recebendo o Título das mãos do vereador e escritor Beldes Ramos.

Declamando trechos do "Poema da Feira de Sant'Ana" de Godofredo Filho

Fazendo o discurso de agradecimento.

Fotos da noite em que recebi o Título de Cidadão Feirense da Câmera Municipal de Feira de Santana / BA. 07/12/2016


Este "Título de Cidadão Feirense" recebo das mãos do povo, dos leitores, dos alunos, dos colegas professores das escolas por onde passei, dos vizinhos em cada bairro que morei, dos poetas e outros artistas que venho dialogando em minha jornada cultural nesta cidade. (Trecho do meu discurso)

"horizontes de minha terra que me educaram
ainda quisera ser limitado por eles

minha terra boa boa
minha terra minha
é lá que eu quero dormir ao acalento daquele céu tão manso

dormir o meu grande sono sem felicidade ou tortura de 
                                                                                                sonho

muito longo muito longo

dentro do enorme coração vermelho
do chão florido"

Godofredo Filho. Poema da Feira de Sant'Ana (1926). In: Irmã Poesia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1986.




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Mapa da Palavra BA



Mapa da geografia literária baiana

Acaba de ser publicado o Mapa da Palavra BA. Um projeto sobre a literatura produzida nos quatro cantos do Estado da Bahia que disponibiliza, através de portal digital e revistas impressas, as obras de vários escritores/escritoras em diversos gêneros literários. É uma ação da Coordenação de Literatura/Dirart da Funceb (Fundação Cultural do Estado da Bahia), entidade vinculada à SecultBA (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia).Eis alguns dos 170  autores publicados nesta primeira edição do projeto: Adriano Eysen, Adelice Souza, Igor Rossoni, Clarissa Macedo, Edson Oliveira, Gildeci Leite, Jotacê Freitas, Luís Pimentel, Rita Queiroz, Vladimir Queiroz, Zéu Pereira...


“Para além da difusão, este portal é também um convite especial à reflexão, sobre a atual realização literária na Bahia.” Karina Rabinovitz (Coordenadora de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia)

http://mapadapalavra.ba.gov.br/cleberton-santos

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Lírico calendário: novo livro de Ione Carla


Lírico calendário: novo livro de Ione Carla

Sem o leitor não existirá o autor. É com este pensamento firme que começo a leitura deste segundo livro de Ione Carla. Plenamente consciente do meu papel de tornar real a poesia que habita nas páginas deste livro. Real para meu ser que de algum modo estará ligado ao ser da escritora que transborda em seus versos um profundo sentimento de angústia diante das travessias da vida cotidiana: do amor, da morte, da inspiração, doutros enigmas. E, assim, feito leitor-criador, atravessei por todos os poemas-dias em busca de imagens e sons que pudessem acordar meus sentidos e despertar meus fantasmas. Poemas para serem lidos na sequência dos dias, no atravessar do tempo, como sugerem os próprios títulos. Poemas que revelam um eu sempre em busca de outros eus que possam libertar a vida das garras da banalidade para juntos construírem um calendário de profundas reflexões acerca do mundo e de suas fraquezas-franquezas-poéticas.
A autora nos oferta uma poesia de desencanto que encanta pela singeleza dos versos e pela harmonia das metáforas. Criadora de uma linguagem de vazios, estrangulamentos, saudades, incompletudes, frustrações que marcam a dicção dos versos em cada nova página, Ione Carla não desiste de buscar a possibilidade do amor e sua redenção pela memória lírica. É sim, uma voz feminina que solta seu canto com profunda esperança de “navegar no mar do amor” do amado imaginário ou do leitor real. Já que, em última-primeira hipótese, somos todos nós leitores os Amados e Amadas que habitam silenciosamente na outra margem da leitura.
E assim, somos todos provocados pelo convite metapoético que se oferta ao nosso olhar-paladar:

vivo um pós-parto lírico
minha alma pede
para ser degustada.

Ora bolas, então, sem mais delongas, façamos na urgência do agora a mais pura degustação poética de Re versos!


Prefácio do livro Re versos
Cleberton Santos

Lançamento em Feira de Santana / BA
Conferência Feirense de Mulheres
CUCA/ 16 horas / 04/03/2017

Foto do lançamento em Salvador / 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Programa Feira Literária



Entrevista realizada pela escritora Clarissa Macedo para o Programa Feira Literária na TV Monte Sião.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

II RECITAL ABERTO DO CAMPUS SANTO AMARO


II RECITAL ABERTO NA PRAÇA DA POESIA DO CAMPUS SANTO AMARO
170 anos do poeta Castro Alves

Para celebrar o DIA NACIONAL DA POESIA, data que homenageia o nascimento do poeta baiano Castro Alves (14/03/1847) que este ano completa 170 anos, realizaremos o II Recital Aberto na Praça da Poesia do IFBA campus Santo Amaro. Esta atividade cultural é para estimular a leitura e a divulgação da poesia entre todos os seres humanos que habitam os espaços do campus. A poesia, esta forma de expressão intelectual, sentimental e espiritual da mente humana, merece sempre ser estimulada e recriada para as novas gerações. Alunos e servidores todos irmanados pelo poder encantatório da palavra poética. Traga seu poema, sua voz, seu ouvido, sua alma e vamos festejar a Poesia!

Organização: Cleberton dos Santos

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

domingo, 6 de dezembro de 2015

MEUS POEMAS EM ITALIANO

Poemas  do meu livro "Travessia de abismos" traduzidos para o italiano por Davide Curzio.

nottata

perché questo silenzio abissale,
dove si nascondevano le mie parole,
non crede alle mie capacità;
perché, così silenzioso, seguo solenne
una così invisibile nottata.

madrugada

por que este silêncio abismal
onde esconderam minhas palavras
descrente de meu poder
por que tão calada sigo solene
estão tão invisível madrugada




niente

le parole attraversate nel fondo
oscuro della gola

porto parole perse,
salite, che vanno verso il niente

nada

as palavras atravessadas no fundo
escuro da garganta

trago palavras perdidas
ladeiras que sobem para o nada




presagi

mantengo, negli abissi della parola,
silenzi vomitati da uccelli prigionieri,
gli stessi uccelli una volta liberi da rancore,
adesso presi dalla rivolta,
gravidi di presagi


agouros

guardo no abismo da palavra
silêncios vomitados por pássaros cativos
os mesmos pássaros outrora livres do rancor
agora tomados de revolta
grávidos de agouros



Tradutor: Davide Curzio
Nasceu em Nápoles na Itália em 1955. Artisticamente nasceu com a idade de 16 anos em um teatro na cidade de Salerno, na Itália. A sua carreira teatral passa pelo teatro clássico, antigo e moderno. Colabora, junto ao Consulado Honorário da Itália em Guaratinguetá SP, em um projeto de sua esposa, Brunella Caputo, diretora de Teatro, de leitura e dicção italiana. Além da língua materna, a italiana, fala inglês, francês e português fluentes. No dia 28 de Fevereiro de 2015 recebeu da Allarte ( Academia Lorenense de Letras e Artes ) o prêmio “Amigo da Academia”.


SEBO LABIRINTO

Se você mora em outras cidades da Bahia, em outros estados brasileiros, em outros países, pode comprar meus livros com maior facilidade e segurança pelo site do SEBO LABIRINTO, dirigido pela escritora Lidiane Nunes.



Sebo Labirinto


domingo, 29 de novembro de 2015

A POESIA DE BENILSON TONIOLO

NOTURNO

Tua carne é um teto sem estrelas sobre.
Dentro de mim o sussurro:
Então não voltas? Grilos na chuva densa,
E os carros assustam as poças de água na rua.
Num aglomerado de noite.
Ainda os bares abertos.
Saudade é um desespero que se controla.

(Benilson Toniolo, “Canoeiro”, Editora Campos do Jordão, Campos do Jordão, SP, 2015)






sábado, 7 de novembro de 2015

JORNADA LITERÁRIA DE CAMPOS DO JORDÃO

Convido a todos para o lançamento do meu quinto livro de poemas "Travessia de abismos" (Editora Via Litterarum) na I Jornada Literária de Campos do Jordão.

Data: 14 de novembro

Horário: 18:00 hs 
Local: Shopping CADIJ Centro Turístico da Cidade.

Confiram a programação completa do evento! Agradeço ao convite feito pelo escritor e secretário de cultura Benilson Toniolo.






terça-feira, 3 de novembro de 2015

IGOR ROSSONI: Ensaios sobre Manoel de Barros


Excelente livro de ensaios sobre a poesia de Manoel de Barros. Não é qualquer livro de ensaios. Não é sobre qualquer poeta. É o livro de Ensaios sobre o Poeta Manoel de Barros. A linguagem do ensaísta Igor Rossoni mostra-se tão marcante, envolvente e poética quanto seu objeto de leitura-interpretação: a poesia-foto-alma de Manoel de Barros. Muitíssimo recomendado aos que desejam aprofundar o mergulho nas águas da poesia e também para os que entrarão nelas pela primeira vez!


Foto de Gal Meirelles

Igor Rossoni

Arquiteto, ensaísta, escritor, pós-doutor em Literatura. É professor nos programas de graduação e pós-graduação do Instituto de Letras e IHAC da Universidade Federal da Bahia. Publicou “Pátio” (1981), “Vértebra” (1983), “Zen a poética auto-reflexiva de Clarice Lispector” (2002), “Os inocentes” (2007), “Capturas do instante” (2007), “Fotogramas do imaginário: Manoel de Barros” (2007), “Exercício para clarineta” (2010), “Entredentes” (2011), “Cenas brasileiras: ensaios sobre Literatura” (2012), “Frei Russon” (2013), “Cruvianas” (2015).

domingo, 1 de novembro de 2015

LANÇAMENTO EM CAMPOS DO JORDÃO - SP

I Jornada Literária de Campos do Jordão, de 12 a 15 de novembro 2105
Lançamento / 14 de novembro / 18:00 hs / Shopping CADIJ Centro Turístico da Cidade.




Foto: Nino Gonçalves




sábado, 17 de outubro de 2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

LANÇAMENTO DE "TRAVESSIA DE ABISMOS" NA RADIOLA





Fotos de Rosana Rios

Momentos do lançamento-recital do livro "Travessia de abismos" (Editora Via Litterarum) que aconteceu no dia 04 de setembro 2015, na Radiola Lanchonete Cultural em Feira de Santana. Apresentação do poeta Adriano Eysen, parceria musical com o pianista Tito Pereira e a presença de muitos artistas, amigos e familiares. A noite foi um grande sarau de travessias poéticas-musicais. Presença dos poetas José Geraldo Wanderley Marques, Franklin Maxado, Roberval Pereyr, Clarissa Macedo, das cantoras Camyla Pereira, Carol Pereyr e Juliana Oliveira, dos cantores Marcel Torres e Reinaldo Messias, dos músicos Kalmax Nunes e Gilmar Araújo, dos jornalistas Emanoel Freitas e Jamil Souza.


Adquira seu livro entrando em contato comigo pelo face ou email!

LANÇAMENTO DE "TRAVESSIA DE ABISMOS" NA RADIOLA





Fotos de Adriano Eysen

Momentos do lançamento-recital do livro "Travessia de abismos" (Editora Via Litterarum) que aconteceu no dia 04 de setembro, na Radiola Lanchonete Cultural em Feira de Santana. Apresentação do poeta Adriano Eysen, parceria musical com o pianista Tito Pereira e a presença de muitos artistas, amigos e familiares. A noite foi um grande sarau de travessias poéticas. Presença dos poetas José Geraldo Wanderley Marques, Franklin Maxado, Roberval Pereyr, Clarissa Macedo, das cantoras Camyla Pereira, Carol Pereyr e Juliana Oliveira, dos cantores Marcel Torres e Reinaldo Messias, dos músicos Kalmax Nunes e Gilmar Araújo, dos jornalistas Emanoel Freitas e Jamil Souza. 
Quem quiser adquirir o livro é só entrar em contato comigo pelo face ou email!   

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

PROJETO ESTAÇÃO POESIA DE JEQUIÉ


O projeto Estação Poesia é voltado para a celebração da palavra poética em Jequié, a Cidade Sol, no estado da Bahia. É um evento aberto ao público amante da poesia e das diversas manifestações artísticas. O foco principal é a récita e a leitura de poemas de autores convidados e dos próprios artistas que comparecerem ao evento. O projeto homenageará sempre poetas contemporâneos, que estarão presentes no evento. Na primeira edição, o poeta homenageado foi Cacau Novaes, da cidade de Iguaí. Nesta edição, serão homenageados Cleberton Santos, poeta sergipano radicado em Feira de Santana, e Márcia Rúbia, poeta jequieense. Estação Poesia é um projeto mensal, realizado no Broncos Restaurant. A edição de setembro vai acontecer no dia 3 (quinta-feira), às 20 horas.

Coordenadores: 
José Inácio Vieira de Melo
Paulo Sérgio Lima
Júlio Lucas